sofia laura

@sofiacentrismo

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Com base na poética dos inutensílios, o espetáculo Inventor de Inutilezas combina poesia, dança e teatro físico na jornada de um menino que redescobre o mundo pela imaginação. Idealizado, dirigido e coreografado por Renata Versiani e interpretado por Guilherme Soifer, o espetáculo ganha uma temporada no Espaço Tápias, no Rio de Janeiro, de 16 a 31 de maio. Uma cadeira no centro do palco diz tudo: talvez o cotidiano seja mais poético do que se pensa. É sobre essa premissa que a montagem se debruça, tendo a arte de Manoel de Barros como inspiração, o poeta do criançamento das palavras. Mas além da referência poética, o espetáculo teve base nas lembranças da própria infância de Versiani que cresceu em um ambiente em que brincar, contemplar e inventar histórias faziam parte da rotina. Entre a defesa da imaginação na infância e a busca pela reinvenção na vida adulta, Inventor de Sutilezas se faz necessário para qualquer um que busca ver a vida de outros modos. E para saber mais sobre as inspirações por trás do projeto, o Jornal Nota com Renata Versiani, diretora do espetáculo. Confira um trecho: Pergunta: “Inventor de Inutilezas” defende aquilo que o mundo produtivo costuma considerar perda de tempo: brincar, imaginar, contemplar. Qual o papel você enxerga nisso considerando o público infantil? Renata - A sociedade está ficando cada vez mais anestesiada e engessada com o discurso produtivo do capitalismo e com as distrações midiáticas. Não tem jeito, isso faz parte, mas eu me pergunto como serão os próximos adultos? E como será o mundo? Então com as armas que tenho – minha arte, comprometimento, criatividade, eu tento fazer a minha parte para afetar e construir possibilidades de sensível. Por isso o foco está em reconhecer o tédio, como força criadora. E nesse caso a contemplação, imaginação e brincadeiras são as ferramentas.  Como pesquisadora e criadora da pesquisa de movimento: Movimentação Singular, eu proponho e estimulo para todas as idades que seja disponibilizado um tempo para brincar, imaginar e contemplar, sozinho ou em grupo. Dessa forma o mundo pode ficar mais saudável e amoroso. Leia a entrevista de @sofiacentrismo em nosso site (link na bio)!
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5 days ago
❓ Você sabe quem foi Goliarda Sapienza, a autora do irreverente “A arte da alegria”? Sapienza está entre as grandes autoras do século XX e percorreu um longo caminho até alcançar reconhecimento. Escrito à mão ao longo de quase uma década, entre 1967 e 1976, “A arte da alegria” foi recusado repetidas vezes por editoras italianas, que o consideravam longo demais, excessivamente erótico e ousado. Goliarda morreu em 1996 sem ver o livro publicado integralmente. Goliarda Sapienza cria a história de Modesta, nascida em 1900, em uma pequena vila siciliana, onde passa a infância em um convento, sendo criada por freiras. Modesta, com astúcia e inteligência, consegue escapar desse destino e, ao longo dos anos, percorre um caminho improvável que a leva a se tornar princesa. Sensual, orgulhosa e determinada, busca experimentar a vida em toda a sua intensidade, empenhando-se em transpor as barreiras sociais que se interpõem à realização de seus anseios e seduzindo homens e mulheres em sua busca por felicidade e autodescoberta. 👉 “A arte da alegria” está disponível no nosso site e nas lojas online. Saiba mais no link da bio! ______ 📙 “A arte da alegria”, de Goliarda Sapienza Tradução: Igor de Albuquerque (@igordealb ) e Valentina Cantori (@valentina_cantori ) Capa: Diogo Droschi (@droschi ) sobre fotografia “Agneta Fischer, traje de banho da Schiaparelli”, 1931, por George Hoyningen-Huene. #aartedaalegria #lartedellagioia #goliardasapienza #literaturaitaliana #literaturacontemporânea
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5 days ago
Quero bem esses maios
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11 days ago
Hilda Furacão, de Roberto Drummond, não é só um livro. É um retrato de uma cidade que, fundada no modernismo, se afoga no próprio conservadorismo. Leia em: Pesquisa e Redação: @sofiacentrismo Revisão: @anaclaramor e @thiraasgo Design: @thiraasgo Foto de capa 10: Capa da 13° edição de Hilda Furacão.
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3 months ago
começando o ano com os dois pés
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3 months ago
“Hum”, de @samir_mesquita , começa antes mesmo da leitura. A capa áspera de lixa já provoca na ponta dos dedos o incômodo que atravessa toda a narrativa, lembrando que um livro também é matéria e sensação. Publicado pela editora Quelônio, “Hum”constrói sua atmosfera a partir de imagens carimbadas com pedras e de um projeto gráfico que nos transporta para a menor cidade do mundo. Hum existe, é uma cidade localizada na Croácia, mas também é interjeição, expressão de dúvida e inquietação. E é justamente esse desassossego que antecede a leitura e se confirma ao longo dela. Cercada por muros de pedra, a cidade abriga menos de 30 habitantes que parecem empenhados em manter tudo como sempre foi, protegidos do mundo exterior e, sobretudo, da guerra. É nesse espaço quase fora do tempo que conhecemos Karlo, a única criança do vilarejo, responsável por receber visitantes curiosos. Karlo não nasceu em Hum; chegou fugido com a mãe, carregando lacunas sobre sua origem e a ausência do pai. Sua presença rompe a imobilidade do lugar: sendo signo de passagem do tempo e de vida nova, ele se torna o “príncipe” da cidade. Outro personagem central é Tomo, poeta cego, visto ora como louco, ora como sábio — e talvez o único elo real com o mundo de fora. Karlo e Tomo observam Hum de modos distintos: o menino do alto dos muros, o poeta pelos sons. Ambos carregam marcas da guerra e da exclusão, e ambos não se misturam por completo àquela comunidade silenciosa. Aos poucos, algo se desloca. Manchas de sangue, um tiro, gestos cotidianos que deixam de acontecer. O pacto de proteção que mantinha Hum intacta começa a ruir. Narrada por vozes que se sobrepõem e se assemelham, a história sugere conivência, silêncio e medo. O livro não oferece respostas prontas. Entre texto e imagem, propõe uma experiência de imersão que inquieta, encanta e exige do leitor a tarefa de preencher seus vazios. Leia resenha completa por @sofiacentrismo em nosso site! (Link na bio e nos stories)! #samirmesquita #literaturabrasileira #resenha #livros
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3 months ago
meu amigo @thiraasgo tirou essas fotos enquanto a gente andava pelo viaduto santa tereza e eu pensava em Drummond escalando aqueles arcos a troco de nada
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4 months ago
Neste ano de 2026, os Palhaços Sem Fronteiras Brasil completam 10 anos de existência e impacto social. Para quem acha que a palhaçaria existe somente para alegrar as crianças, o engano é certo: em contextos de vulnerabilidade e crise humanitária, o riso pode ser um ato de resistência.  Primeira iniciativa latino-americana a integrar a rede internacional Clowns Without Borders, a ONG já impactou mais de 1,4 milhão de pessoas ao longo dessa década. Suas ações atravessam periferias, abrigos, escolas, territórios indígenas e regiões atingidas por desastres, onde a palhaçaria se torna ferramenta de escuta, afeto e reimaginação da vida cotidiana.  “Em situações de crise, violência ou desastre, muitas pessoas têm suas narrativas interrompidas e seus afetos silenciados. O riso e a diversão permitem acessar aquilo que ainda pulsa, aquilo que resiste. Eles ativam a imaginação, a memória e o desejo, lembrando que a vida é mais ampla do que a experiência da dor.” Isso é o que explica Aline Moreno, palhaça, fundadora e diretora executiva dos Palhaços Sem Fronteiras Brasil. Para ela, o riso ativa memória, imaginação e desejo, lembrando que a experiência humana não se resume à dor. Inicialmente interessada no teatro dramático, Aline encontrou na palhaçaria uma linguagem capaz de articular criação artística e transformação social. Nos 10 anos de história, os Palhaços Sem Fronteiras acumulam incontáveis projetos em ambientes de vulnerabilidade. Entre elas, o espetáculo Memorável – Histórias Notáveis, vencedor do Prêmio APCA 2024 de Melhor Palhaçaria. Inspirada em relatos e experiências vividas pelos artistas-palhaços em ações humanitárias, a peça reflete sobre o impacto da arte do riso na transformação social. Criado e dirigido por Cristiane Paoli Quito, o espetáculo estreou em 2024 e retorna agora aos palcos como parte da celebração do aniversário da ONG. Aline revelou em entrevista um pouco mais da história e dos impactos que marcaram essa década de atuação da ONG, além dos desafios de transformar experiências atravessadas pela dor em linguagem artística e coletiva. Leia a entrevista completa de @sofiacentrismo em nosso site (link na bio e nas stories)!
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4 months ago
só coisa boa
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5 months ago
em uma mesma semana tive encontros com duas vozes tão potentes da cultura e intelectualidade do país: Silviano e Conceição. viver da literatura é viver presente e interessado. que nunca nos falte o essencial.
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6 months ago
Em uma noite chuvosa de 1816, à beira do Lago Genebra, Mary Shelley — então com apenas 18 anos — criou “Frankenstein, ou o Prometeu moderno”, obra que redefiniu o terror e inaugurou muito mais do que um gênero. Mais de dois séculos depois, o monstro de Shelley continua vivo, refletindo nossas angústias mais profundas sobre a ciência, o poder e os limites da criação humana. Ao longo dos séculos, “Frankenstein” foi relido por diferentes gerações sob múltiplas lentes. Sua linguagem e simbologia continuam a ecoar nas artes, no cinema e na filosofia, reafirmando o talento visionário de Mary Shelley, que ousou, em pleno século XIX, imaginar o medo não como algo externo, mas como parte intrínseca da própria criação humana. Neste Dia das Bruxas, “Frankenstein” nos lembra que o verdadeiro terror talvez não esteja nos monstros que inventamos, mas nas consequências dos nossos próprios atos e na eterna pergunta que a literatura nunca deixa de fazer: o que nos torna humanos? Lançada em 2021, a nossa edição traz apresentação de Braulio Tavares (@brauliotavares13 ). Conheça mais dos Clássicos Autêntica no nosso site. #frankenstein #maryshelley #diadasbruxas #livrosclássicos #literaturainglesa #ficçãocientífica #históriadeterror #clássicosdaliteratura #dicadelivro #romance #clássicosautêntica #autênticaeditora
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6 months ago
Em meados deste ano de 2025, fui assistir o documentário Oroboro (2025), de Pablo Lobato, em uma sessão ao ar livre. O filme me encantou na apresentação delicada e atenta de duas turmas de uma escola tipo Waldorf, uma delas finalizando o ensino fundamental, e a outra fechando o ciclo do ensino médio; ambas dando fim a uma jornada através da apresentação de uma peça teatral da escolha deles. A maneira como os alunos se dedicam ao ofício é comovente, como a arte agrega densidade a momentos tão importantes vividos em conjunto, mas uma parte em específico não saiu da minha mente. Em uma espécie de apresentação pitch da montagem de Grande Sertão: Veredas, um dos alunos do terceirão diz algo fabuloso para justificar a abordagem da turma sobre o romance: as veias do nosso corpo são formadas pelas mesmas células que compõem o sangue, ou seja, a forma e o conteúdo do sangue e dos vasos sanguíneos são coisas indistintas no que concerne ao fundamento, tal como na linguagem. E é no movimento constante, promovido por uma força essencial (o coração) que esse contéudo transita, ganha valor vital. Essa anedota aparentemente descolada do título serve de preâmbulo para eu me adentrar na literatura de Mar Becker, em que o sentido e a matéria partem de uma mesma origem embrionária como projeto literário, indissociáveis e complementares num fluxo sanguíneo que se recusa a cessar. Mas não só por isso: uma reflexão parecida se apresentou pra mim na mesma semana enquanto lia seu livro Noite devorada, e a coincidência não poderia ser mais espantosa o coração ele mesmo endereça aquilo que não se fixa jamais – o sangue Numa pulsão incessante, Becker lança seu sangue através das veias literárias para compreender o que tanto nos estranha na linguagem e na existência. E para entender mais sobre aquilo que me escapou devorando a obra noite afora, tive o prazer de trocar um dedo de prosa com a poeta. Leia a entrevista completa de @sofiacentrismo com a poeta @marbecker1109 em nosso site (link na bio)!
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7 months ago