Sobre o que tenho feito 🤓
Me vejo como ponte. Não é sobre mudar a rota, mas olhar com atenção para o caminho. Comecei como jornalista cultural no segundo caderno do Diário Catarinense e fui transbordando para outros projetos, ampliando minha atuação no campo criativo, compreendendo cada fase da vida profissional, valorizando o movimento, as descobertas e o lugar que desejo estar.
Minha trajetória é no jornalismo segmentado - há três décadas nas áreas de arquitetura, design, décor e arte. Já passei por jornal, TV, rádio, revista, podcast... Mas sempre me vi como fazedora. Construir pontes, conectar pessoas, furar bolhas, propor encontros com diferentes públicos. Foi assim que, naturalmente, vieram projetos como a curadoria de uma exposição de design, que envolveu pesquisa, escuta e a proposta de um projeto consistente.
Sou ponte — e achei importante falar um pouco mais sobre o que tenho feito como as ações de conteúdo em diferenres eventos (Maratona Cultural, Festival de Arquitetura, Galerias de Arte, na rua). Uma dessas iniciativas são as visitas guiadas em exposições de arte: uma conexão necessária entre arquitetos, artistas visuais, artesãos, designers, lojistas e a academia.
A primeira visita guiada começou em 2020, com o desafio lançado pela curadora Lucila Horn, do @nefafoto — e desde então, não parei mais.
No carrossel, alguns momentos.
#bio #ponte
Tempos recentes, só pra postar. Fui em uma das três exposições que abriram na semana passada 🙃 (depois falo delas por aqui); teve encontrinho no centro; muitas emoções em Cacupé; parabéns pra matriarca com a família reunida; e festival @arvofestival que reuniu uma galera bacana em torno da música, da arte, da educação pra sustentabilidade 🙌🏼
Gente reunida pra conversar sobre as fronteiras entre arte, design e arquitetura, a convite da @rosanegirardi.arq , Patrícia e André do @acervopaulogaiad e @artefactooficialbrasil Floripa. #tbt deste evento que aconteceu semana passada e foi lindo 🙌🏼😊 obrigada Rô pelo convite pra mediar essa conversa tão necessária, que trata sobre arquitetura expandida, aproximando pessoas e ampliando o público. Os melhores eventos são com pessoas diferentes e neste tinha diretora de arte, curadora, artistas, jornalista especializada em arte, arquiteta - @brunagranucciarte@sara.ramos.art@arte.camilasaavedra@neri.pedroso
Falamos sobre a arquitetura como MEIO e linguagem a partir da experiência da Rosane, da arte assumindo a dimensão simbólica, espacial, material, e o design híbrido tensionando função, forma e significado.
Tem muitas mais fotos que ainda vou colocar no @portalarqsc da @marianaboro 🫶🏼
Alguns destaques da minha passagem pela terceira edição da @designweek.poa , movimento que vem crescendo por meio da inquieta e articuladora @camilafarina_design , idealizadora do festival. Além da feira que aconteceu no @barrashoppingsul , o evento incorporou exposições em instituições culturais e rodas de conversa em lojas do setor. [@simonebobsin ] #arqscnoticia #design #designweekpoa
Se liga na Rota das Artes 👏🏻👏🏻👏🏻 A primeira edição, em janeiro, reuniu mais de 200 visitantes nos ateliês abertos do bairro. O sucesso foi tamanho que a segunda edição já está confirmada: dia 3 de maio, das 16h às 20h, com 11 espaços de arte abertos ao público.
A proposta é simples e potente: de portas abertas, artistas recebem visitantes para mostrar o processo criativo em atividades como cerâmica, pintura, gravura, dança, desenho, música e audiovisual.
"Não se trata apenas de observar quadros ou esculturas finalizadas, mas de acompanhar o processo, sentir o cheiro da tinta fresca, ver o pó da madeira serrada e conversar diretamente com quem dá vida à matéria-prima", conta Lucila Vilela, uma das idealizadoras.
A edição também convida à flânerie: caminhar sem pressa, guiado pela curiosidade, com um mapa de trajeto a pé pelo bairro.
Matéria completa no portal ArqSC.
#arqscnoticia #Rotadasartes #PortoDaLagoa #EconomiaCriativa #Arte Ateliê
Prestando atenção na apresentação — no flagra do ex-colega de redação @danconzi
Algumas considerações. Parabéns ao deputado @marquito.sc pela iniciativa levada à Comissão de Educação e Cultura, que promoveu a audiência pública pra conhecermos o projeto da Cidade da Cultura a ser implantado no Complexo Penitenciário da Agronômica incluindo @cicfloripa . Segundo o cronograma, a previsão de realocação dos detentos é dezembro. E aqui começa o maior equívoco do projeto: cronograma furado, não há plano de desocupação que respeite os apenados. O déficit no sistema prisional é de mais de 9 mil vagas. As novas construções não estão prontas — outras nem começaram. E já chegam sem vagas.
As falas mais fortes vieram de duas mães de apenados e da Pastoral Carcerária, que deram um choque de realidade nos representantes do governo. O professor Lino Peres foi contundente ao sugerir que o projeto olhe para os moradores do entorno, muitos familiares dos detentos, e os convide a participar. Ele também parabenizou a escuta ativa feita pelo governo antes de iniciar os estudos — mas aqui cabe uma ressalva: onde circulou essa pesquisa?
Entre tantas falas, fica o registro de alguns pontos: a transparência do processo; a participação ampliada, inclusive com atores da área cultural; a necessidade de concurso público, sugerida pelo arquiteto Bernardo Brasil, vice-presidente do @iabsantacatarina ; o debate sobre o que é — e como se promove — cultura (cultura não é entretenimento pago); e o alerta sobre manter o espaço público, gratuito e acessível à população local e do entorno. A cineasta @cintiadomitbittar , do Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina, foi cirúrgica ao refletir sobre cultura, economia criativa e o potencial do setor.
Foram muitas contribuições para reflexão. E reforço a necessidade de espaços como este para debater projetos do poder público — principalmente quando o assunto é sensível e envolve o instrumento da parceria público-privada (PPP).
Resumo: o que está sempre em jogo é uma visão de cidade. Paisagem virou produto, que virou ativo financeiro, que descartou as comunidades legítimas. Assistam à audiência no YouTube da @assembleiasc
Imperdível! O universo dos fazeres manuais concentrados no Festival Floripa Quilt é surpreendente, a força, principalmente, das mulheres que produzem e também das que apreciam a arte têxtil, o quilt, o patchwork, as bonecas de pano, o bordado, o crochê ... são muitas as facetas deste mundo mágico e potente (a matéria completa com a programação está no ArqSC)
A partir de amanhã, 22 de abril, até 25, sempre das 11h às 18h, o festival de patchwork e arte têxtil abre suas portas gratuitamente, no Centro de Eventos da Associação Catarinense de Medicina (ACM), com muitas atividades estruturadas em três eixos:
- Feira de Negócios com 52 expositores que apresentaram produtos, insumos e serviços; Concurso e Mostras com exposição das obras do Concurso Floripa Quilt 2026 e os vencedores das categorias Arte Têxtil, Boneca de Pano e Quilts para Iniciantes; Mostras Internacionais como a "Las Balconadas" que retorna com obras em grandes formatos, e a inédita "Mascaradas – Muito Além da Face" com trabalhos de 15 artistas da Argentina, Chile e Uruguai.
DESTAQUES
MODA UDESC com as exposições: “Design Têxtil Criativo para Moda”, apresentada pela Teciteca; “Trama Viva do Território”, de Monica Alencar; e “Esculturas e Bandeiras Têxteis”, desenvolvida por estudantes da 6ª fase do curso de Moda, sob coordenação das professoras Fabiana Ludwig e Gabriela Kuhnen.
CASA DE TODOS: uma casa construída de forma coletiva de crochê pela artista Leila Alberti. Trabalho que nasceu em Curitiba e seguiu para muitas viagens.
RODA DE CONVERSA - Rede Criativa: Diálogos para Transformar Saberes mediado por Lu Gastal, autora do livro “Relicário de Afetos” e colunista em diferentes plataformas. Um encontro para trocar experiências, refletir e fortalecer os laços que unem o fazer manual, a criação e a vida - sexta-feira, 24/04, às 15h
Centro de Eventos da Associação Catarinense de Medicina (ACM) - Rod. José Carlos Daux, 3854 - Saco Grande, Florianópolis
#arqscnoticia #floripaquilt
Sobre a Bienal de Arquitetura Brasileira, com a palavra o arquiteto Jeferson Branco, catarinense selecionado para apresentar o Pavilhão de Santa Catarina, que propõe uma leitura crítica sobre identidade e território, contrapondo o discurso hegemônico no estado que reforça uma visão eurocêntrica de mundo. O evento ocupa o Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), no Parque Ibirapuera, em São Paulo, até 30 de abril de 2026. Jeferson expõe sua opinião sobre a polêmica que ainda tem provocado debates acalorados.
“Eu até entendo o ponto de confusão de todo mundo. De verdade. Acho que tem muita coisa, muitos termos, que são passados de forma errada desde a academia, e isso gera uma confusão enorme de profissionais no mercado depois. Mas, sinceramente, a gente tem tantas outras problemáticas pra lutar dentro do setor, em todos os níveis, em todas as frentes. Arquitetura, design de interiores, engenharia. E aí a gente vai gastar energia brigando um contra o outro? Pra mim, isso simplesmente não faz sentido.
O que mais me chama atenção são uns vídeos viralizados que me parecem proportion uma hierarquização do próprio designer de interiores se colocando abaixo da arquitetura, como se a arquitetura, e somente a arquitetura, pudesse discutir temas mais relevantes, como sustentabilidade, futuro das cidades, qualidade de vida, e o design de interiores não (...)
E seguindo essa lógica, pra mim, entra outra incoerência: uma Bienal de Arquitetura Brasileira… por quê? Porque é um termo guarda-chuva. É um campo ampliado que abrange arquitetura, design, arte, engenharia, estrutura, materialidade, pesquisa. Ali dentro tem tudo isso (...)
Entre outras questões, Jeferson sugere que os atores do segmento deveriam se unir e trabalhar para enfrentar os problemas reais da arquitetura.
O próprio CAU não chegou em um consenso. O CAU-BR apoiou, outros lançaram nota de repúdio e o de SC aplaudiu. “Tá todo mundo perdido nesta narrativa”, diz Jeferson.
O debate é complexo e compreende muitos pontos de vista, certeza que o assunto não acabou.
#arqscnoticia #arqscpontodevista
A primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), que ocupa o Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), no Parque Ibirapuera, já nasceu polêmica e é não à toa. O nome ambicioso cria uma expectativa que o evento não sustenta. Nas redes sociais, esse foi o assunto desde antes da abertura – vale lembrar que a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (BIAsp) é um dos principais eventos de arquitetura e urbanismo do Brasil e um dos mais relevantes no cenário internacional, organizada pelo IAB-SP deste 1973.
A proposta da BAB é apresentar projetos inspirados nos biomas brasileiros, uma sacada bacana — Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal — e, segundo os idealizadores, ampliar o acesso à arquitetura. A iniciativa é dos fundadores da plataforma Archa, Anna Rafaela Torino e Raphael Tristão.
“A Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) é uma plataforma cultural dedicada a ampliar o acesso, a compreensão e a presença da arquitetura no imaginário coletivo brasileiro. Criada para reposicionar a arquitetura como linguagem cultural, pensamento crítico e parte da vida cotidiana, a BAB propõe novas formas de aproximação entre o público e os espaços que habitamos”.
No discurso, e no papel, é sedutor, mas tornar a arquitetura mais acessível exige mais do que uma mostra majoritariamente de interiores, com ingresso pago e rodas de conversa patrocinadas.
Nada contra o Boteco da Suvinil ou a Casa Electrolux, por exemplo — pelo contrário, são espaços lindos assinados por nomes reconhecidos. A questão não é a qualidade, mas o enquadramento. Arquitetura virou publicidade sofisticada! Na prática, a Bienal se aproxima mais de uma CasaCor do que de uma mostra crítica de arquitetura.
#arqscnoticia #arqscopiniao