@manoelaborgesjornalista , sete meses passam rápido e algumas coisas ficam. A gente já era amigo antes, mas esse período apresentando o
@mg1.globo levou a nossa parceria pra um outro lugar. De confiança, de verdade. No ao vivo, a gente se encontrava no olhar que a Beth Carvalho cita no samba. Naquele silêncio entre uma fala e outra. E dali o jornal seguia. Isso fez diferença, principalmente nos dias mais difíceis. Quem acompanhou viu: foi um período de muita notícia, de coberturas longas… e da-lhe improviso! E, no meio do turbilhão, leveza. Teve aperto de mão forte, né? E toda essa quebra de protocolo acabava fazendo tudo funcionar melhor. Porque por trás sempre houve jornalismo sério, bem feito, apurado, questionador. Pra além disso, teve encontro. A nossa conversa no ar era muito a nossa conversa de fora também: na redação, no celular, dentro e fora do trabalho. E, com você, convenhamos, assunto nunca foi problema. Às vezes até de madrugada, na insônia, no apuro. Você me ensinou muito sem precisar fazer discurso, no jeito de escutar, de respeitar o tempo do outro e de jogar junto. A sua inquietação me inquieta também, no melhor sentido. E esse seu jeito de encarar tudo muda o peso dos dias. A gente só vira a página desse capítulo. Deixa de dividir a bancada todos os dias, mas segue se encontrando no mesmo jornal, na mesma redação, nas coberturas, nos plantões. Eu só não queria deixar passar o quanto foi especial dividir esse tempo com você. E levo comigo uma certeza simples, que foi crescendo aos poucos nesses dias todos: ganhei uma irmã (coisa que sempre faltou lá em casa, no meio de três homens). Minha mãe sempre quis uma filha… acho que, de algum jeito, a vida se encarregou de trazer.