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Renata Larroyd

@rlarroyd

fotógrafa de almas e de tudo que pulsa 📍pessoas, lugares & histórias 📷: @rlarroyd.documentary Conheça mais sobre o meu trabalho e serviços 👇🏼
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Eu não faço mais tudo sozinha. e tem um motivo pra isso. A RLARROYD tá crescendo… mas não do jeito que você imagina. 🎥: @movimento.habitar
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1 month ago
Essa sou eu, descrita pela minha amiga @_lemeligia 📸Câmera na mão, coração e um pé na estrada para fotografar tudo aquilo que pulsa. Vem comigo? 🎥: @joaomanjericao
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1 year ago
A câmera como passaporte 📸 Sempre senti que faço fotografia de um jeito muito meu, porque tudo está profundamente ligado à minha história e às experiências que vivi até aqui. Antes de me tornar fotógrafa, fiz alguns intercâmbios, um incentivo dos meus pais, que sempre acreditaram que o aprendizado vai muito além da sala de aula. E assim, através das viagens que a fotografia entrou na minha vida – primeiro como uma forma de me expressar, depois como uma maneira de me conectar com o mundo. Com o tempo, fui investindo nos equipamentos que cabiam no meu bolso e logo percebi que a câmera era muito mais do que um objeto: era um passaporte para histórias, encontros e situações que eu jamais viveria sem ela. Em 2011, durante um intercâmbio acadêmico no sul da Espanha, minha câmera me acompanhava para todo lado (best friends)… registrando momentos e compartilhando tudo em um blog (hola, que tal? 💃🏻). Fotografando, fui conhecendo gente, criando laços e me inserindo de forma espontânea nos lugares por onde passava. No mesmo ano, morei na Rússia e a história se repetiu. Foi a fotografia que me apresentou a diplomatas brasileiros na balada 😂 e a bailarinas do Bolshoi – e olha que eu ainda nem pensava em seguir essa carreira! Meu plano era trabalhar em uma multinacional e morar no Rio ou São Paulo… mas mesmo sem saber, eu já estava completamente encantada pelo poder que a câmera tinha de abrir portas e aproximar mundos. Anos depois, quando fui estudar fotojornalismo na África do Sul, tive certeza: a fotografia era meu passaporte para acessar diferentes realidades e construir pontes entre elas. E se isso fazia tanto sentido para mim lá fora, por que não buscar essas mesmas conexões aqui no Brasil? A câmera me ensinou que nem sempre o melhor plano é ter um plano. O mais interessante acontece quando a gente aceita um café inesperado, engata uma conversa com um desconhecido e se permite viver o momento. No fim, não existe uma receita certa - é sobre olhar para dentro, entender o que te move e ter consciência que tudo é uma construção… E sim, existe muita potência em ser nós mesmos. #somostodosfeitosdehistorias
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1 year ago
para siempre en mi 🤍🇪🇸!
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2 days ago
Agora que estou de volta ao Brasil, desfazendo malas e tentando organizar tudo o que vivi nas últimas semanas, percebo o quanto essa temporada em Sevilha teve algo de “película“. Talvez pelo lugar onde eu estava morando, onde eu tinha a sensação de que tudo acontecia na porta de casa. A Semana Santa passava por ali. A Plaza de Toros estava a poucos passos. A Feria de Abril que tomava conta da cidade fazia seu “botellón“ nas redondezas. Entre uma caminhada e outra, cenas como essa simplesmente aconteciam diante dos meus olhos. E como eu fui feliz!! Esta foi uma das últimas fotografias que fiz em Sevilha oficialmente em campo. Era meu último dia de feria. Na manhã seguinte, eu pegaria um trem para Madrid. Naquela noite, fui jantar na tradicional Casa Morales e quando saí, encontrei essas três mulheres vestidas com mantilhas brancas, provavelmente ainda embaladas pela atmosfera da tourada, entrando em uma pequena bodega do bairro… em algo quase atemporal, como se essa imagem pudesse ter sido feita ontem ou há cinquenta anos. Sim…. Esse visual se remete à figura da manola, personagem icônica do imaginário espanhol e andaluz, associada à feminilidade, sofisticação e orgulho das tradições locais. Talvez seja justamente isso que torna a fotografia tão poderosa: a capacidade de reconhecer, em um instante aparentemente simples, tudo aquilo que continua vivo dentro de uma cultura. A cena estava pronta. E, por sorte, eu também. A gente nunca sabe quando a imagem mais importante vai surgir. Nem quando vai aparecer uma oportunidade de trabalho, um encontro transformador ou uma nova direção. Aprendi que de alguma forma, precisamos estar prontos. Prontos para reconhecer o momento. Prontos para agir. Prontos para confiar no próprio olhar. Sevilha me lembrou disso… Que muitas das melhores coisas da vida acontecem sem aviso! E que quando estamos presentes e disponíveis, elas encontram a gente. Essa fotografia encerra um capítulo muito especial. Um reencontro com a Renata de 15 anos atrás, que caminhava pela Andaluzia com uma câmera movida pela curiosidade. … continua nos comentários.
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3 days ago
Ao longo dos anos, fui entendendo que o meu processo criativo tem menos a ver com aquilo que eu decido fotografar e mais com aquilo que eu vejo, sinto… O que eu já vivi e o que ficou guardado, mesmo sem que eu percebesse. Recentemente, ao rever as fotografias que fiz em Sevilha e compará-las com imagens do meu intercâmbio em Cádiz, nos anos anteriores… fiquei impressionada com as semelhanças. Muitos enquadramentos, cores, gestos e situações se repetem de forma quase inconsciente. Como se o meu olhar estivesse, há muito tempo, tentando contar a mesma história. Talvez seja por isso que fotografar seja também uma forma de revisitar lugares, emoções e versões de mim mesma. Esta edição é um recorte desse encontro entre passado e presente. Entre a jovem que caminhava pela Andaluzia com uma câmera recém-comprada, sem saber exatamente o que estava fazendo, e a fotógrafa que voltou anos depois para reencontrar, com mais consciência, aquilo que sempre esteve ali. Espero que gostem! #somostodosfeitosdehistorias
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4 days ago
A Feria de Abril era um dos momentos que eu mais esperava dessa temporada na Andaluzia. A minha primeira experiência com uma feira andaluza aconteceu há 15 anos, quando eu morava em Cádiz e fui com colegas do intercâmbio para a Feria del Caballo, em Jerez de la Frontera. Ainda lembro do impacto que aquela experiência teve em mim. A explosão de cores, os vestidos de flamenca, os cavalos, a música… e principalmente a sensação de que a cidade inteira se transformava para celebrar algo profundamente seu. Desde então, essa memória ficou guardada comigo. Ao longo dos anos, também fui alimentando esse imaginário através das fotografias de mestres como Pierre Verger e Cristina Garcia Rodero, além das imagens que inundam as redes sociais todos os anos e reacendem o fascínio pela moda flamenca, pelas tradições e pela estética tão particular dessa festa. Por isso, quando a feria finalmente chegou, a expectativa era enorme. E confesso que, no primeiro dia, foi quase avassalador. Era a primeira onda de calor do ano. A cidade estava lotada. Eu estava com amigas queridas do Brasil. E havia tanta informação acontecendo ao mesmo tempo que, num primeiro momento, foi difícil entender exatamente o que eu estava vendo. A Feria de Abril nasceu em meados do século XIX, como uma feira de compra e venda de gado. Com o tempo, tornou-se uma das maiores celebrações de identidade cultural do sul da Espanha. Hoje, durante uma semana inteira… o “Real de la Feria“ se transforma em uma pequena cidade, com centenas de casetas (tendas decoradas) onde famílias, grupos de amigos e associações se reúnem para comer, beber, dançar sevillanas e celebrar. A maioria das casetas em Sevilha é privada, e o acesso depende de convite. Mas mesmo do lado de fora, caminhar pela feira já é uma experiência em si. As ruas ficam tomadas por pessoas impecavelmente vestidas e o que vemos e sentimos são cavalos e carruagens circulando e música por toda parte. … continua nos comentários
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5 days ago
Cheguei novamente em Sevilha depois de um final de semana no Porto (Portugal)… ainda tentando processar tudo o que essa temporada representava. Apesar de já estar há algumas semanas fisicamente ali, sentia que ainda não tinha aterrissado de verdade. Foi a @juliarosarrr - minha anfitriã maravilhosa em Sevilha, quem me convidou para assistir a uma tourada na @lancesmaestranza . E foi justamente naquele dia que caiu a ficha. Ao caminhar ao lado dela pelas ruas do Arenal, vendo as pessoas elegantemente vestidas, os cavalos, as bandeiras nas sacadas e a cidade inteira se movendo em direção à arena, tive a sensação de estar vivendo dentro de um cenário de cinema. A tourada é uma tradição profundamente ligada ao imaginário e estereótipo da cultura espanhola e, ao mesmo tempo, uma prática cercada de controvérsias. Confesso que assistir a tudo aquilo despertou sentimentos ambíguos. Por um lado, era impossível não se impressionar com a estética, o ritual, a solenidade e a importância cultural daquele evento para tantas pessoas. Por outro, havia um desconforto inevitável diante do que acontecia na arena. E talvez tenha sido justamente essa complexidade que mais me interessou. Talvez a maturidade também esteja em sustentar essas contradições sem a necessidade de respostas simples. Enquanto a tourada acontecia, eu me peguei observando tanto a arena quanto as pessoas ao meu redor. O senhor ao meu lado comentava cada movimento com a intimidade de quem acompanha aquilo há décadas. Em outro canto, uma mãe explicava ao filho o que estava acontecendo. O público reagia de diversas formas: prendendo a respiração, aplaudindo, levantando seu lenço branco pedindo “- oreja!“. … continua nos comentários
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7 days ago
Voltar à viver nesta parte do sul da Espanha 🇪🇸 depois de 15 anos foi um reencontro comigo mesma. Em 2011, eu era estudante de Administração e vivia em Cádiz: o semestre mais feliz da minha vida. Naquela época, a fotografia ainda era apenas um hobby. Eu tinha acabado de comprar minha primeira câmera semiprofissional e para ser bem sincera, não fazia ideia do que estava fazendo. Eu não sabia fotografar no modo manual, não entendia de técnica e tampouco tinha qualquer intenção artística clara. Mas havia algo que já estava presente: a curiosidade, o encantamento e a vontade genuína de me aproximar das pessoas e dos lugares através da câmera. Hoje ao revisitar aquelas imagens, percebo que mesmo sem técnica já existia ali um olhar. Uma sensibilidade intuitiva que me permitia registrar aquilo que me tocava. Anos depois, quando comecei a questionar os rumos da minha vida profissional e a considerar uma mudança de carreira, essas memórias voltaram com força. Lembrei da felicidade que sentia viajando com uma câmera pendurada no pescoço, da liberdade de observar o mundo com atenção e da sensação de pertencimento que a fotografia me proporcionava. Talvez de alguma forma, o caminho já estivesse sendo desenhado ali. Por isso que desta vez a volta foi diferente. Muito mais consciente, planejada e intencional. E profundamente simbólica… Porque foi justamente a fotografia, aquilo que nasceu como uma curiosidade despretensiosa que tornou possível esse retorno. Cheguei a Sevilha em plena Semana Santa, uma das manifestações culturais e religiosas mais importantes da Andaluzia. Durante vários dias, as ruas são tomadas por procissões organizadas pelas irmandades religiosas. Os impressionantes pasos, estruturas monumentais com imagens sacras, percorrem a cidade acompanhados por nazarenos, bandas e uma multidão de pessoas que ocupa as ruas em silêncio, devoção e contemplação. Mas, como fotógrafa documental, o que mais me interessava não era apenas o ritual e sim a forma como as pessoas se relacionavam com ele. … continua nos comentários.
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8 days ago
Um dia de princesa (de verdade) 👑💖 O aniversário de 6 anos da Donatella foi, literalmente, um dia de princesa. E não só pelo tema (que teve SPA, desfile e todos os detalhes pensados com muito carinho), mas principalmente por quem ela é. A Donatella é daquelas crianças que chegam ocupando o espaço com alegria e uma confiança rara. A @emafarahbandoch , mãe dela, me contou algo que ficou comigo: que a autoestima da Donatella é quase didática. Ela se acha maravilhosa (e com razão). Existe ali uma segurança genuína, uma forma muito própria de estar no mundo. Ela ama viver. Ama estar com a família, com os amigos, ama surpresa. Inclusive, fez questão de não saber todos os detalhes da própria festa, pois queria sentir tudo acontecendo, no tempo certo. Uma fofura, não? A Ema e o Júnior construíram uma família linda. Estão juntos há muitos anos, têm a Laura, a filha mais velha e a aniversariante do dia. E dá pra perceber, nos detalhes, no cuidado e na forma como tudo foi pensado, o quanto de amor que existe ali. Esse foi mais um encontro que chegou até mim através da noiva do ano @lununesc (que fotografei em Joinville no começo do ano), e que reforça algo que eu sempre falo: no fim, é tudo sobre pessoas. A Mari foi quem esteve presente nesse dia, registrando cada momento com sensibilidade — os rituais da festa, as brincadeiras, os olhares, as pequenas cenas que, juntas, constroem memórias de longe prazo que amamos. Mais do que documentar, é entender quem está sendo celebrado. ✨️📸 Concordam? #somostodosfeitosdehistorias
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11 days ago
Bárbara & João, o casamento religioso 🤍 Eu conheci a @baaalbuquerque no primeiro trabalho do ano no Brasil, também em Joinville, no casamento da @lununesc e do @xisito (que inclusive são padrinhos deles). Depois de um tempo, me escreveram dizendo o quanto tinham se conectado com a sensação das imagens e com a forma como tudo foi sentido e registrado. ✨ Naquele momento, eu já sabia que estaria em trânsito, então expliquei que o atendimento seria feito pela minha equipe… e eles escolheram o Wally para viver esse dia com eles. Organizamos tudo com muito cuidado, briefing, alinhamento, conversa, e ele foi... Foi um casamento religioso, intimista, que aconteceu em Joinville. E durante a cobertura, o Wally foi entendendo e se adaptando aos desejos do casal. Ela buscava fotos mais clássicas, mais tradicionais, enquanto ele também tentava trazer um pouco do meu olhar: os movimentos, os borrões sutis, o preto e branco, a atmosfera mais sensorial. Foi um equilíbrio bonito entre respeitar o desejo deles e manter a identidade da nossa linguagem artística. Wally como sempre conquistou os dois, conquistou a família, soube respeitar o tempo deles e criar esse olhar cuidadoso com muita naturalidade. E isso só reforça aquilo em que eu mais acredito dentro da fotografia e dentro do meu negócio: o fator humano. Muito além da técnica, da estética ou do serviço em si, existe a experiência. A técnica a gente aprimora. O serviço a gente ajusta. Mas essa capacidade de conexão, de presença e de cuidado, isso é o que realmente permanece. É o que faz alguém lembrar como se sentiu. Amamos a sensação de que quando tudo flui é porque existe abertura de verdade dos dois lados. Aos queridos noivos, muitas felicidades! #somostodosfeitosdehistorias
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13 days ago
Os 15 anos da Maria 🤍 No dia em que embarquei para a Espanha, a equipe estava fotografando o aniversário de 15 anos da @mariaa.buffon . E, de certa forma, isso simboliza muito bem essa nova fase: mesmo em trânsito, seguimos presentes. A festa foi uma balada para celebrar com os amigos e alguns familiares mais próximos. No ano passado, ela já tinha vivido o baile de debutantes, com valsa e toda a tradição… mas como ela é muito festeira e ama essa energia de pista, a família decidiu fazer também essa comemoração mais divertida e com a cara dela. Conheci a Maria nos eventos da família dela no ano passado e a nossa conexão foi imediata. Desde o início, eles já sabiam que, no dia da festa, eu estaria em viagem… mas ainda assim escolheram seguir comigo, confiando na minha equipe e na direção de todo o trabalho. ✨📸 Dessa vez, quem foi fotografar foram a Mariana e a Natália, em dupla, garantindo que tudo acontecesse com o cuidado e a atenção que esse tipo de evento merece. Existe um compromisso em realizar esses eventos sem perder a sensibilidade, algo que sempre fez parte do nosso trabalho. Tenho um carinho enorme por essa aniversariante 🤍 sempre foi muito aberta, muito carinhosa e super confortável sendo fotografada. Ela gosta desse processo, se entrega, participa. E isso faz toda a diferença. Antes da festa, a Maria Antônia nos enviou referências visuais que ajudaram muito a entender o que ela esperava das fotos e o que queria sentir quando olhasse para aquele registro no futuro. A partir disso, as meninas conseguiram trazer esse equilíbrio entre uma estética mais editorial e a nossa linguagem documental, que é sempre muito guiada pelo afeto e pela verdade do momento. Porque no final… o que fica não é só a festa, é como você se lembra dela. Me chama pra contar a sua história 📸. Somos todos feitos delas.✨️
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16 days ago