__________________soundsystem
Seguindo as apresentações dos pilares fundamentais para uma experiência sensorial dentro dos eventos de música eletrônica, hoje vamos falar daquele detalhe que bate direto no peito, faz você fazer careta e jogar a mão pro alto inúmeras vezes durante a noite ou dia: o soundsystem.
Quando pensamos em criar um evento, iniciamos primeiro em qual tema iremos criar todo o contexto, vindo logo em seguida a escolha de line up, locação e soundsystem.
Uma pista redonda, que troca com o dj, que dança, que sente um clima quando o dj decide criar, é muito dependente de um som que faz tudo isso de fato ser sentido, com a escuta, com o corpo, com cada célula interior.
Com isso, existem algumas “regras” de etiqueta para quem quer fazer sua noite ser mais absorvida em todos os momentos.
Escolher o soundsystem correto e um técnico para encaixar o som dele na locação do evento é algo primordial. Cada locação tem seus ângulos, seus cancelamentos e seus pontos de soma, quanto mais passagens de som e testes forem feitos antes melhor, pois é bem provável que, mesmo com todos esses testes, no dia do evento ainda existam detalhes para acertar.
O evento nunca começa lotado, então da mesma forma que a quantidade de pessoas e a atmosfera estética do som vão progredindo, o som funciona muito melhor ao acompanhar essa progressão. Isso faz com que exista uma hospitalidade sonora agradável e para construir isso é sempre bom uma conversa com o primeiro dj e o técnico de som. Esse diálogo é essencial durante a noite toda com todos os artistas.
Com esse diálogo sempre ativo e com o ouvido sempre atento a esses picos e baixas da noite, acreditamos que você estará sempre mais no controle da experiência, e para quem é produtor isso é essencial.
E aí, vamos sentir o som juntos?
___________________rito.
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edição: @____caet
texto: @donelucas
___________________curadoria
Você já parou para refletir quais são os pilares que estruturam uma experiência cultural? Como ela se organiza, como cada detalhe pode ser absorvido - de forma consciente ou inconsciente - pelo público e quais são os valores e princípios que os baseiam?
Neste segundo episódio passaremos a falar sobre eles, iniciando pela curadoria - ato ou efeito de curar.
Mas curar o quê exatamente? A rito entende que a pista de dança é uma poderosa ferramenta de cura - uma transmutação de tudo aquilo que guardamos em nós - e para isso acontecer, a produção deve ter consciência, carinho e cuidado para tomar decisões e fazer escolhas que possibilitem que isso seja feito de maneira consistente e responsável.
A função de um curador vai muito além de apenas escolher nomes, abrange o interesse em conhecer artistas e seu trabalho de forma profunda e sensível, apresentar diferentes visões e estar atento ao novo, a potencialidades que podem se destacar ao longo de uma trajetória, uma história a ser contada.
Um evento consistente traz artistas com personalidade, que estejam de acordo com os valores, princípios e propósito dele e que também se comuniquem e se completem entre si. Ou seja, um curador, antes de precisar conhecer com atenção os artistas, precisa conhecer a si mesmo e o seu evento.
Frequentemente, nos vemos de frente com flyers com nomes repetidos, com nichos e bolhas claramente estruturados e um padrão organizacional muito claro. Como contornar essas e outras várias falhas que permeiam essa realidade? É normal, e inclusive digno, que dentro de nossas crews busquemos abrir espaço para os nossos, é mais seguro e confortável ouvir e ver o que já é comum a nós, isso faz parte da experiência humana, mas muito além disso, a experiência humana pode ser engrandecida quando procuramos arriscar, quando temos curiosidade de descobrir e a adrenalina de experienciar o desconhecido, que pode ser uma surpresa muito satisfatória.
Sendo assim, talvez o que tenhamos que curar é o medo de conhecer e a superficialidade em momentos de pesquisa e tomada de decisão, suprir a necessidade de trazer de volta aquela
_______________ ferramentas de ação
No mundo de hoje, existem duas formas de viver, o mundo real e o mundo digital. Com isso, para ser uma ferramenta cultural com propósito e conceitos bem definidos, é necessário que a gente saiba usar a nossa voz e agir, equilibrando essas duas realidades. Pensando assim, hoje iremos apresentar nossas ferramentas de ação, que são pedaços concretizados sobre nosso conceito e propósito como ferramenta cultural, assim como citamos no nosso último reels.
——- Informação é produção. ——-
Esse episódio é o primeiro de uma série onde iremos citar, lembrar, comunicar e ensinar sobre os mais variados temas dentro da cena eletrônica, seja produção, festas e outros materiais. Acreditamos que mostrar essa vivência é nada mais do que ensinar o público a respeitar, valorizar e se sentir parte de uma entrega de nossos produtores.
——- Vitrine para quem acreditamos. ——-
Os vídeo sets são um tipo de material muito rico e usado em vários contextos. Dentro da rito, apresentaremos uma temporada com artistas convidados que acreditamos que passam a sensação de um ritual através de seus sets e sua pesquisa. Dentro desse movimento, apresentaremos também making-off e entrevistas com pessoas que fazem parte da cena.
——- Pista como ritual. ——-
Por último, mas não menos importante, os nossos rituais. Pensamos em usar de fato nosso nome e fazer jus a ele, concretizando o significado de ritual através de nossos eventos. Para se criar uma RITO. vamos longe, pensando e pesquisando sobre rituais já existentes e transportando eles para o tema da nossa festa. Assim, de fato, o nosso evento se torna o que ele realmente é, um grande ritual, onde unimos tudo que estudamos, pesquisamos e apresentamos através das ferramentas anteriores.
E aí, vamos ritualizar?
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rito. ferramenta cultural
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edição: @____caet
texto: @donelucas
_____rito ferramenta cultural
A rito. entende que ser uma ferramenta cultural traz consigo responsabilidades e reflexões.
A cultura eletrônica é formada por momentos dentro e fora das pistas, festas e clubes. Para quem vive nela - ou dela -, ela faz parte do dia a dia. Ela cria comunidades que compartilham vivências, comportamentos, posicionamentos e até mesmo apresenta novas formas de ver e perceber o mundo e isso vai muito além da música, atinge também as artes visuais, o mundo digital e analógico.
Para quem vive da cultura eletrônica, a pesquisa e momentos de estudos fazem parte de quem nós somos, uma sede por aquilo que ainda não conhecemos ou descobrimos. Desenvolver uma noite com curadoria assertiva, construção sonora, um set ou produzir uma track, demanda horas de dedicação, bagagem e até mesmo uma entrega do próprio eu, é um movimento que parte do subjetivo e se entrega através de diferentes formas de expressão.
Ao unir e apresentar o trabalho de diferentes artistas e produtores, se cria um novo cenário onde essas horas de estudo e dedicação se tornam acolhimento e ensinamento ao próximo. Uma conversa subjetiva entre os vários eus que frequentam e tomam posse da vivência eletrônica. Em uma noite com progressão calma, experiências sensoriais diversas, espaço para diversidade e entrega, se cria abertura para que todos possam se expressar dentro de si. Isso é claramente um ato político e por isso se deve ser responsável ao produzir e consumir cultura.
rito. ferramenta cultural_______________
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edição: @____caet
texto: @____caet e @donelucas
E saiu nosso aftermovie pelo olhar sensível da @veronicamfe , muito carinho por essa noite, por quem fez nosso ritual acontecer e quem esteve lá pra compartilhar disso tudo com a gente
Nos vemos em breve em novos rituais ❤️🔥
Track: Houdini (Robart edit)
As frequências do nosso rito de abertura ainda estão reverberando aqui entre nós.
Uma noite que arriscamos até a chamar de mágica, que foi dançante do início ao fim!
Nosso agradecimento a todos que dançaram com a gente, confessamos que foi difícil abaixar os faders as 7h da manhã.
Nos vemos em breve ❤️🔥
captação e edição @veronicamfe
Esses são os caminhos que levam ao nosso ritual.
Sugerimos ir de carro de aplicativo ou metrô até o @homeclubsp
Orientações carro de aplicativo:
Ao colocar a localização do home club, o motorista vai deixá-los na R. Boa Vista, é só seguir até o final dela, virar à direita e o club estará ao seu lado esquerdo.
Orientações metrô:
Desça na estação S. Bento (linha azul), siga pela R. Joao Bricola e vire à esquerda na R. Quinze de Novembro, o club estará ao seu lado direito.
R. Quinze de Novembro, 317 - 4º andar
Da saudade de uma pista onde os olhares se conversam sem pressa e da necessidade de um espaço onde possamos apenas ser através da música e das artes visuais, nasce um movimento artístico como uma resposta ao nosso tempo.
Com um line-up que conta com artistas locais, do sul e do litoral de São Paulo, mesclando novas energias e bagagem de pista, em janeiro a rito se manifesta como festa em sua primeira edição. Um ritual de celebração, abertura de ciclos e reconexão com a pista como portal, encontro e cura.
A rito tem como objetivo a retomada do que há de mais subjetivo dentro de cada um que compõe a pista de dança, buscando uma experiência imersiva, intimista e minimalista.
📍 Local: Home Club — Centro de São Paulo - @homeclubsp
📅 Data: 09.01.26
🎧 Line-up
@____caet@djdof_@djfuit_@eu_o_guiga@koll____@_stefanoz
Visuais
@italia_messina@pr7b_visuais@veronicamfe
Apoiar a cena é um gesto contínuo.
Que a pista seja o portal.
O ritual te aguarda.
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✨ Aqui na Go Techno, acreditamos que visibilidade também é construção de cena.
Por isso, mantemos um espaço de divulgação acessível para projetos independentes que retornam esse cuidado à pista, seja através de políticas inclusivas ou ações de acesso.
Esse é o compromisso.
Chegou o dia do nosso rito de abertura, começamos as 22h e vamos até as 7h no @homeclubsp
Cheguem cedo para prestigiar todos os artistas e viver essa experiência por completo.
Link dos ingressos disponível na bio.