Dessa história toda eu tirei pelo menos quatro lições: perguntar tudo antes (briefing é sobrevivência), deixar claro como o valor do trabalho influencia a entrega, levar redundância de equipamento e entender que às vezes montar o circo faz parte do jogo.
E sim, muitas vezes o mínimo já resolve, mas a percepção de valor pesa.
Nesse corte eu resumo esses aprendizados que eu levo pra qualquer trampo até hoje.
O vídeo e o texto completos estão no Substack do Videofotista, link na bio.
Na segunda sessão, com o estúdio lotado de equipamento, o clima mudou: ninguém elogiava só a atriz, todo mundo elogiava o set.
Parecia até que eu tinha virado outro profissional de um dia pro outro, mas tecnicamente a luz era praticamente a mesma.
Nesse corte eu falo sobre como a percepção de valor muda quando o “circo” aparece.
O vídeo e o texto completos estão no Substack do Videofotista, link na bio.
Quando eu voltei pro estúdio cheio de equipamento, descobri que o cenário tinha mudado: a mesma tapadeira, mas outro neon, com outros dizeres.
Só então eu soube que o problema das fotos do primeiro dia não era a luz nem o “flechinho”, e sim o texto no neon e a roupa da atriz.
Nesse corte eu conto como eu percebi que a culpa tinha caído no lugar errado.
O vídeo e o texto completos estão no Substack do Videofotista, link na bio.
No dia seguinte ao trabalho, toca o telefone: “Renato, a gente vai ter que refazer a foto.”
Eu aceitei e decidi montar o circo: levei praticamente todo o estúdio e dois assistentes.
Nesse corte eu mostro esse momento em que eu decidi virar o jogo na base da estrutura.
O vídeo e o texto completos estão no Substack do Videofotista, link na bio.
O que um flash Metz, uma atriz famosa e um painel de neon têm em comum?
Na prática, nada. Mas num job de novela das oito isso virou a frase: “Mas Renato, você vai me fotografar com esse flechinho?”.
Nesse corte eu conto como foi tomar essa voadora no peito, travar por dentro e ainda assim entregar o trabalho.
O vídeo e o texto completos estão no Substack do Videofotista, link na bio.
Essa parte da história é quando eu percebo que não era mais só o cara que faz foto “bonita”, mas alguém que ajuda a construir personagem por meio da imagem.
Fotografar pelos olhos de outra pessoa, mesmo que fosse um personagem inventado, mudou completamente meu jeito de pensar qualquer trabalho com câmera, seja filme, digital ou celular.
Se esse tipo de bastidor e reflexão sobre fotografia e vídeo fez sentido pra você, comenta aqui o que mais te mexeu: sair de si pra enxergar como o personagem, a mudança na forma de trabalhar ou o peso de colocar a imagem a serviço da história?
Como era tudo filme 35mm PB, com cenas de nudez, algumas atrizes tinham medo real de vazamento.
Quando pediam os negativos, eu entregava. Isso me garantiu zero problema e muita confiança pra trabalhar com elas de novo no futuro.
Já teve que entregar algum negativo para o cliente?
Em Pedra sobre Pedra eu entendi que não estava ali como “Renato fazendo a minha foto”, mas fotografando por um personagem que nem existia na vida real.
Até hoje eu levo esse olhar pra qualquer job: cliente, marca, vídeo com celular, o que for.
Como você faz nos seus trabalhos?