Salve, salve, fãs de música boa!
A maioria de vocês já conhece os ouvidos por trás da Rádio Imodular e a curadoria incrível que esse projeto de valorização e acesso à música de qualidade proporciona. Não poderíamos deixar de relembrar os artistas que formaram a primeira temporada de DJ sets incríveis para a Rádio Imodular.
A primeira temporada executada em 2024, contém 5 episódios. Entre os convidados, destacam-se os 3 residentes: Enj(ã)oado(@enjaoado ), DJ Ricardo Paiva (@convoque_ricardo ) e K4rinhoza (@k4rinhoza ), além dos aliados do coletivo Cesão (@ce.sao ) e Konnatus (@_konnatus ).
Todos os episódios estão disponíveis no SoundCloud e Youtube da Rádio Imodular, e você pode encontrar tudo isso no link da bio do perfil deles ;)
Enquanto isso, fique ligado na curadoria que o Quarta Mídia fez dos melhores momentos desses sets.
Saduki, integrante do grupo 011Bando, lança seu primeiro trabalho solo, o EP “Amores Não Vivídos”, marcando um novo capítulo em sua carreira musical com referências de grandes artistas como Djavan, Budah e Sant.
O EP é composto por cinco faixas produzidas por Jonnas Rosa e Mack Carmo, com histórias fictícias e reais, Saduki constrói uma linha do tempo sobre os amores que deseja viver e os que quase viveu.
Cada faixa oferece uma experiência única, com temas que variam desde reflexões pessoais até colaborações emocionantes, como a participação de Dandara na faixa “Djavan” e do pai de Saduki na faixa de abertura, “Histórias”.
Como forma de se apresentar artisticamente para o mundo, o lançamento deste EP marca o início de uma trajetória musical cheia de versatilidade, solidificando as suas referências musicais dos anos 80 e 90.
Durante a entrevista, Saduki comentou sobre as colaborações musicais e criativas do seu EP, afirmando: “Estou trabalhando com pessoas de quem sou fã”.
A Ficha Técnica desse trabalho conta com o Stylist: @jennzyz e Fotografia: @dumaless e, outras grandes colaborações.
Eai, já escutou o EP? Conta pra gente qual a sua faixa favorita aqui nos comentários.
Travas da Sul (@travasdasul ), uma grande referência de coletividade no Grajaú e no extremo sul de São Paulo, reuniu-se com a sAGITO (@festasagito ) no último domingo para mais uma edição da festa Diz_Trava, que acompanha o coletivo desde 2019. Além das importantes articulações que o coletivo realiza para comunidade LGBTIAPN+ do extremo sul de São Paulo, abrangendo áreas da saúde, lazer, educação e economia, a festa Diz_Trava celebra a existência dessas pessoas, promovendo um ambiente seguro e acolhedor.
O encontro da sAGITO com as Travas da Sul reforça sua missão de promover cultura e diversidade nas periferias da zona sul de São Paulo, com uma equipe majoritariamente Trans/NB e preta produzindo um evento “no veneno de escorpião” a sAGITO entrega versatilidade musical e multiplicidade em mais uma edição.
A potência dos dois coletivos juntos é ainda mais nítida quando o line up é composto pelas mais ATORMENTADAS de São Paulo, Katy da Voz e as Abusadas (@katydavozeasabusadas ) , realizando um pocket show de tirar o folego no Calçadão do Centro Cultural Grajaú. Tudo isso 0800.
Com mais de 6 edições no currículo, a sAGITO tem feito muito barulho na Zona Sul e por onde passa com sua bandeira. Em dezembro, a sAGITO completa 1 ano, e as expectativas estão altas para o que será entregue nessa edição.
Estão animades para descobrir o que vem por aí?
No último Dia das Bruxas, DJ Dayeh ( @djdayeh ) lançou nas pistas sua mixtape em parceria com a @tropadobruxo_ : "De Rolê na 011 Mixtape". Estivemos presentes na audição, e a diva compartilhou conosco um pouco sobre o processo de construção da mixtape e suas colaborações.
Inspirando-se na fama dos rolês aleatórios do Ronaldinho Gaúcho, a produtora convida o jogador e o público para explorar São Paulo através das diferentes vertentes do funk.
Dayeh tem ganhado destaque na cena por produzir beats que desafiam o cenário predominantemente masculino do baile funk, ampliando possibilidades e democratizando o mandelão e a bruxaria em parcerias de sucesso, como em "FOOD FOOD" (Irmãs de Pau) e "Vem Dudu Remix" (Katy da Voz & As Abusadas).
Além de suas produções, que provam de uma vez por todas que bruxaria também é coisa de garota, DJ Dayeh se uniu à DJ Bonekinha Iraquiana ( @bonek1nh4iraquiana ) em uma sociedade para apresentar ao público a festa @estoracaixa que acontece mensalmente, a festa já conta com sua sétima edição, e o evento traz DJs de mandela, que tocam nos bailes de favela, para outros espaços, fazendo uma conexão entre a quebrada e a pista.
E aí, já conhecia a mais bruxona?
“Tinha que ser Funk”: A Jornada de Jonnas Rosa
O novo álbum de Jonnas Rosa, “Tinha que ser Funk”, é uma fusão de influências e experiências pessoais. Jonnas traz uma mistura única de funk e música espanhola. “Eu escutei muito MC Hariel e C. Tangana, e suas influências são claras no álbum”, diz Jonnas.
Contando com um forte time o álbum explora diversos elementos visuais, e constroi uma narrativa focada na vivência periférica, o amor e o desamor são os temas centrais, refletindo um período emocionalmente intenso na vida do artista. “Estava amorosamente afetado, mas já estou ampliando os temas para o próximo disco da trilogia. Depois de ler Bell Hooks, quero abordar o amor de outras formas”, compartilhou o artista.
Jonnas também busca equilibrar suas facetas de rapper e professor, no single ‘’Armado’’ faixa 2 do álbum, disponível em todas as plataformas digitais, isso fica evidente, tanto no refrão, quanto no clipe, que vale a pena ser conferido.
“Tinha que ser Funk” terá seu show de lançamento no dia 28/09 e é uma obra rica e pessoal, refletindo a jornada artística e emocional de Jonnas Rosa. Com uma abordagem única, o álbum promete levar o público a uma viagem musical e audiovisual inesquecíveis.
Depois de ouvir o Jonnas, o Quarta Midia quer saber, já ouviu o álbum?
Conta pra gente qual a sua faixa favorita aqui nos comentários.
Nessa terça-feira (14/08) aconteceu o lançamento da primeira Frente Parlamentar do Funk na ALESP. Uma frente parlamentar é uma forma de unir forças no Legislativo em torno de causas comuns; nesse caso, o FUNK, parte fundamental da cultura de São Paulo.
Durante todo o evento, foi ressaltada a importância política do funk na democracia. Por diversas vezes, o funk foi citado e exemplificado pelos convidados da mesa como um movimento legítimo e de construção coletiva.
A mesa do debate foi formada por Renatta Prado, dançarina, pedagoga, produtora cultural e representante da Frente Nacional de Mulheres no Funk; Beto Teoria, representando Leci Brandão, que não pôde comparecer ao evento; Nego Bala, cantor de funk, roteirista e produtor; Vinaum, pesquisador, palestrante e professor de filosofia; Layne Gabriele, pesquisadora e comunicadora; MC Cebezinho, cantor de funk; Maria Cristina Querino, mãe de Denys Henrique Quirino, morto no Massacre de Paraisópolis em 2019; Thiago Torres (Chavoso da USP), professor e sociólogo; e a deputada Ediane Maria, que propôs o evento dentro da Assembleia.
O evento contou com a presença de artistas do funk como Marabu, Mu540, e Fernanda Souza (Corre Rua), que simbolizaram a importância de reconhecer espaços políticos como nossos, enquanto funkeiros e periféricos, buscando cada vez mais dialogar de forma legítima com o Estado.
É de extrema importância frisar a necessidade de ver espaços políticos como locais de pertencimento e de reconhecer a cultura do funk como constitucional, justa e lícita.
O funk tem sido utilizado como política de retaliação às nossas vidas, e o lançamento dessa frente promove direitos e espaço para que possamos cobrar dos governantes a garantia desses direitos. Na bio, está o link para assinatura de apoio e a carta de compromisso da Frente Parlamentar do Funk.
Quando a cena se movimenta de forma independente, a informação chega assim também, pensando nisso, o Quarta Mídia assume o papel de veículo informativo de e, para o movimento underground de São Paulo.
Colamos no Baile da K4rinhoza e conversamos com os artistas pra conhecer melhor um pouco desse movimento, as entrevistas na integra saem no nosso canal do YouTube no dia 13/08.
(Link na bio)