eu passei o ano sendo chamado de Jesus por qualquer doido da rua—a cabeleira chama isso—, mas tendo sido o ano que eu fiz 33 anos, fiquei levemente preocupado. a real é que não teve nada de mártir esse ano, foi tudo bem pé no chão. me reconectei com estudar instrumentos, li mais do que lia fazia anos, trabalhei bem, me conectei com meu corpo (como bem sabem os coleguinhas que perdem pra mim no gymrats). Fiz show em homenagem ao David Lynch com a
@vedetematinal e
@vishvohs , trabalhei num show bem lynchiano também com o
@vitoraraujo.b no
@sescpompeia , voltei do carnaval com a camisa destruída sem saber como isso aconteceu, fui pro
@inhotim com meu amigo de longa data
@ciro.aneto (e que baita lugar), fiz um monte de música legal para os filmes das
@twolostkids , gravei coisas pra músicas de gente tipo o
@yagoproprio ,
@ro.rosa_ e
@sinteserap , fui pra Curitiba tocar com o
@felipeparra , fui pra Salvador fazer uma peça de teatro,
@umjulgamento.teatro da
@christianejatahy com o
@wagnermoura_brasil , reencontrei os parceiros do teatro e conheci um monte de gente incrível na Bahia, conheci lá um Brasil que é familiar pela música e pela arte mas que antes era distante do coração, fui pro Rio de Janeiro, e percebi só agora no final do ano que não visitei minha cidade natal (foi mal, pai e mãe), mas lá eu chego já, que se eu sinto que esse ano que me reconectei com várias coisas minhas, o lugar onde eu nasci deve minimamente participar. obrigado a todo mundo que correu junto esse ano.