Essas fotos foram feitas em junho de 2025 e ainda não tinha postado.
Pouco tempo depois desse dia, a
@moer.hc interrompeu suas atividades (ainda torço para que seja apenas uma pausa).
Acompanhei toda a trajetória da banda desde o surgimento. E, mesmo que a história da
@moer.hc tenha sido breve, foi intensa. Deixou memórias, legado, mensagens e músicas nos streamings para sempre serem revisitadas.
E talvez não exista data mais simbólica para publicar essas fotos. Amanhã é Dia da Mulher.
Apesar de meus amigos
@john.mexicolartist e
@diogoog serem queridos e incríveis, é impossível não destacar que a
@moer.hc foi uma banda ocupada por três mulheres/artistas talentosas em diversos aspectos.
E só quem é mulher entende completamente o peso e a importância disso.
Já ouvi muitas vezes o comentário simplista de que “mulheres não QUEREM participar da cena underground”.
Mas a realidade é outra e bem mais profunda.
Desde crianças, meninas são socializadas para serem discretas, delicadas, agradáveis. Aprendem cedo a não fazer barulho.
Tampouco somos incentivadas a ouvir som pesado, tocar instrumentos, montar uma banda de rock ou a ser politicamente ativas.
E isso é o que a sociedade continua esperando de nós por toda a vida.
Por isso, cada espaço que uma mulher ocupa na cena é l uma conquista. Esse lugar não foi feito para nós.
E, contra todas as probabilidades,
@vanlim__ ,
@v1scer4 e
@meawarga ocuparam esse espaço com a
@moer.hc .
Subiram nos palcos.
Tocaram instrumentos.
Cantaram músicas agressivas.
Falaram sobre política.
Gritaram contra o machismo.
E, somadas a elas, admiro profundamente todas as outras mulheres que também ocupam/ocuparam esse espaço, como:
@danielaserafim
@hewbarreto ,
@fralda_ , as meninas da
@raivacrust
@anytadeyse
@abiafaga
minha ídola-maior e amiga
@erikaspindola
e tantas outras que eu não conheço ou que virão, mas já admiro. rsrs
Porque, acima de qualquer diferença que possa existir entre nós, todas sabemos uma coisa:
o mundo é um lugar muito mais difícil para as mulheres.
E sempre que uma de nós ocupa um lugar que pensaram que não era nosso, esse lugar passa a ser de todas também.
E, no final, sempre seremos nós por nós.