A maior conexão que tenho com meu pai é a música. O amor dele sempre chegou pra mim com uma boa história e uma canção. Seu orgulho de ser um homem preto, seu amor pela Bahia e a alegria de ser baiano transbordavam nas letras que ele cantava, nas músicas que ele fazia questão de dividir comigo. Aprendi a ouvir, a sentir e a entender o mundo sentado no banco do táxi do Seu Valter, entre uma corrida e outra, embalado pelas melodias que ele tanto amava.
Por isso, assistir juntos ao show do Gilberto Gil na sua última turnê foi como voltar pra aquele banco de trás. Gil sempre foi trilha do nosso afeto, um elo forte entre mim e meu pai. Cada música dele carrega um pedaço da nossa história, uma memória viva de conversas, risadas, lições silenciosas. Foi entender, mais uma vez, que a música é o lugar onde a gente sempre vai se encontrar.🤍
"Teu zoi era flor em meio ao samba de rua
De um ano sem Carnaval
Teve palma de mão cantando em coro com
Fundo de Quintal
E o mar engolindo lindo
Em Icapuí e Iracema
E os olhos grandes da menina
Lendo agora, o meu mais novo poema
Atravessou-me como um samba de Boscão
Seu coração tropical partiu esse gelo
Foi queimada ,incêndio que nada apaga
Rasteira sobre a razão
O Carnaval voltou e propôs o re-encontro
Com seu sorriso largo
Com seu beijo molhado
De olho fechado em meio a folia.
Ó meu amor que fazes aí parada
Se tu tens toda a caminhada
E o mundo pra correr
Venha que a paixão abriu a janela
Hoje mesmo eu passei por ela
E vim depressa te dizer
E vim depressa te dizer"
@tatiliima ❤️