Sexta-feira 13 é dia de boas notícias por aqui.
Hoje damos as boas-vindas ao escritor, jornalista e fotógrafo documental Pedro Prado, novo autor representado pela casa.
Ao longo de mais de dez anos de trabalho de campo, Pedro construiu uma trajetória marcada pela escuta atenta da realidade, colaborando com veículos como The Intercept Brasil, The Guardian, Folha de S. Paulo, TIME e BBC Brasil, sobretudo em coberturas sobre direitos humanos e violência urbana.
Da experiência no jornalismo e no documentário nasce também sua escrita literária. Em seus projetos, ele desenvolve o que chama de realismo desobediente: uma proposta estética e ética que tensiona o real até revelar suas camadas mais inesperadas, onde o absurdo não aparece como fuga, mas como consequência.
Entre a ficção, a não ficção e a linguagem audiovisual, sua obra investiga personagens em conflito e territórios marcados por tensões sociais.
Celebramos a chegada de Pedro Prado à Riff e estamos animados com os caminhos que essa parceria vai abrir.
Bem-vindo! 📚
#LiteraturaBrasileira #RealismoDesobediente #LiteraturaContemporânea
Há nove anos atrás, uma noite quente na Lapa, eu era um jovem fotógrafo com 4 anos de profissão, um capacete de skate azul, uma máscara de gás e alucinado atrás de adrenalina. Eu costumo dizer que tudo começou raso: fetiche, adrenalina e aventura. Mas o tempo passa rapidinho e essa porra te leva pra lugares tão profundos, que nem oxigênio tem. Aos novos navegantes, tomem cuidado.
Muita gente veio me perguntar se eu tinha ido cobrir a chacina na Penha. Não fui. Por sorte, ou talvez destino, tinha trabalhado a madrugada anterior num projeto e acabei dormindo até tarde. Quando acordei, as notícias já estavam por toda parte. Em outros tempos, eu teria me arrependido. Dessa vez, o que senti foi alívio. Muito alívio. Fiz esse tipo de cobertura por muitos anos. Vi muita coisa.
Mas nada que se compare à carnificina da última terça-feira. E mesmo assim, sei que esse tipo de trabalho precisa ser feito. A memória tem que existir.
Cada repórter, fotógrafo e cinegrafista que esteve lá cumpriu um papel essencial: informar, dar luz aos fatos, documentar o absurdo.
Mas enquanto os sites bombam e os jornais vendem mais, a imprensa lucra, às custas do sofrimento das pessoas e da coragem dos profissionais que enfrentam o inferno de perto.
Porque é o fotógrafo que sente o cheiro da morte. É o cinegrafista que escuta o desespero das famílias e que precisa apontar a câmera no pior momento da vida de alguém. E ninguém imagina o custo que isso tem. Viver com essas imagens na cabeça, com o estômago embrulhado, com o som do choro e dos tiros ecoando na memória.
E o pior, ainda ter que brigar pra receber de forma justa.
Editor regateando, agência pagando diária de R$700, material vendido por R$1.500, R$3.000 se tiver sorte. Foto, então, vale menos ainda.
Mesmo quando devia valer R$10 mil, pra garantir o aluguel, a terapia, o respiro em casa com a família. Enquanto isso, o repórter “especialista em segurança pública” escreve da redação.
Salário fixo, prestígio, assinatura da matéria.
E o fotógrafo? Só o crédito da imagem.
Meus parabéns aos colegas que foram.
Vocês são gigantes. Meus sentimentos as famílias que perderam seus amigos e familiares.
E aos veículos: sejam justos.
Parem de sinismo.
Dá pra pagar melhor.
Dá pra creditar melhor.
Tá passando da hora.
❤️🔥❤️🔥❤️🔥🥳🥳🤩
#youtube
VISUALIZER LANÇADO - VOCÊ SOME
Venho com muita felicidade e alegria informar que o meu mais novo trabalho SAIU!! VÍDEO COMPLETO NO MEU CANAL NO YOUTUBE @dougcairooficial@dudadalm obrigado por ter dirigido e acreditado nesse projeto. Você foi implacável! Gratidão! @pradop obrigado! Ficou moda demais 🤩
@merlin__cdl@stonefire.rec obrigado por essa parceria! Esse trabalho ficou lindo.
Aos meus amores, artistas e incríveis atores @eumanzotti e @yaxmimrodriguexs@mcbracaoppg obrigado por ter nos indicado a locação ❤️🔥
@negrolindodosanjos obrigado pela parceria, e assistência na produção.