O médico baiano Juliano Moreira, nascido no dia 6 de janeiro de 1872, em Salvador, é uma das figuras mais importantes da saúde mental no Brasil e precursor de práticas que seriam a base da Luta Antimanicomial. Fundador da disciplina de Psiquiatria no país, Moreira revolucionou o tratamento de pessoas com transtornos mentais ao combater teorias racistas da época e instituir abordagens mais humanizadas nos asilos.
Moreira implementou medidas humanizadas para pacientes chamados de “alienados” e criou a Lei Geral de Assistência a Alienados (decreto nº 206-A, de 15 de fevereiro de 1890), que garantia socorro a indivíduos com transtornos mentais independente de nacionalidade, rompendo com a lógica de prisão em hospícios sem tratamento.
O nome de Moreira permanece marcado na história: a Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, último manicômio carioca, foi definitivamente encerrada em outubro de 2022, marco simbólico da Reforma Psiquiátrica e da desinstitucionalização de pacientes psiquiátricos no Brasil. A unidade, que chegou a abrigar 5.300 internos em seu auge, foi transformada em CAPS, unidades de saúde e residências terapêuticas.
Fontes: Prefeitura do Rio de Janeiro, SciELO, Instituto de Psiquiatria Pr, Outras Palavras, Brasil de Direitos
A Unidos do Porto da Pedra (@gresuportodapedra ) aposta na força da ancestralidade, da música e da memória para o Carnaval 2027. Em entrevista para a nossa cobertura, os carnavalescos Caio Cidrini (@caiocidrini ) e Alex Carvalho (@alexcarvalhob ) falaram sobre “Porto Kalunga”, enredo que levará para a Sapucaí a histórica missão artística que reuniu grandes nomes da MPB em Angola no fim da década de 1970, poucos anos após a independência do país africano.
A travessia reuniu artistas como Martinho da Vila, Clara Nunes, Djavan, Dona Ivone Lara e Chico Buarque em um encontro que transformou a música brasileira e fortaleceu os laços entre Brasil e África através da arte, da espiritualidade e da cultura popular.
Dados do Índice de Justiça Econômica Racial (IJER), divulgado pelo Fundo Agbara em parceria com a Fundação Volkswagen e a ActionAid, mostram que, entre 2016 e 2023, mulheres negras receberam, em média, cerca de metade da renda dos homens brancos.
Em 2016, a renda domiciliar per capita das mulheres negras era de R$ 862,98, enquanto homens brancos recebiam R$ 1.821,55. Em 2023, a disparidade permaneceu praticamente intacta: R$ 1.191,66 para mulheres negras contra R$ 2.381,43 para homens brancos.
O estudo, baseado em dados do IBGE e do Ipea, aponta que a estrutura da desigualdade econômica brasileira segue funcionando como uma “pirâmide rígida”, com homens brancos no topo e mulheres negras na base dos indicadores de renda e justiça econômica.
Os números também reforçam um debate urgente sobre gênero, raça e desigualdade em meio às discussões sobre o fim da escala 6x1 no Brasil, já que são mulheres negras as mais afetadas pela precarização do trabalho, baixos salários e jornadas exaustivas de cuidado e sobrevivência. Vía: G1
A escola de samba Estácio de Sá (@gresestacio ) firmou uma parceria inédita com a Secretaria Municipal de Educação do Rio para aproximar educação formal e cultura popular, com foco no legado histórico do Estácio como berço do samba. O marco inicial da cooperação é a cessão do curta “O Rugido do Leão” (2005), que será sugerido como proposta pedagógica na rede pública municipal.
A oficialização aconteceu no último sábado (9), durante a Feijoada do Leão, na quadra da escola, com presença da diretoria da agremiação, do secretário municipal de Educação, Hugo Nepomuceno, e de equipes técnicas da SME/Rio. A ação abriu as celebrações do centenário da Estácio de Sá e antecede a primeira edição da FLILEÃO, no dia 30 de maio, que vai receber mais de 800 alunos em oficinas de cinema, literatura e experiências interativas sobre o samba.
Fontes: Estácio de Sá, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, SME/Rio
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No dia 22/05, às 19h, acontece o segundo Aulão do projeto NINJA na Avenida, com o tema “Os Ciclos do Carnaval”, reunindo nomes que vivem os bastidores e mudanças da maior festa popular do país.
Participam do encontro: 🎤 Leonardo Bora e Gabriel Haddad (Vila Isabel) 🎤 Elisa Fernandes (Portela) 🎤 Jean Santos (Sustenta Carnaval)
📍 Centro Cultural Cândido José de Araújo (Rua Sacadura Cabral, 345 - Rio de Janeiro)
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Milena se torna a primeira personagem da Turma da Mônica a protagonizar um gibi solo em quase quatro décadas. A novidade marca uma nova fase da linha editorial da MSP Estúdios e chega às bancas com periodicidade quinzenal, publicada pela Panini.
Segundo a empresa, o lançamento foi pensado no momento certo para renovar a franquia e destacar a personagem em histórias centradas no seu cotidiano e no de sua família. A última revista solo inédita da Turma da Mônica havia sido a da Magali, em 1989.
Fontes: jornal do Comércio, MSP Estúdios, Panini
A passista Pinah Ayoub (@pinahayoub ), símbolo do Carnaval carioca e integrante da diretoria da Beija-Flor de Nilópolis (@beijafloroficial ), será homenageada com a Medalha Pedro Ernesto, maior honraria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Indicada pelo mandato da vereadora Tainá de Paula, a premiação reconhece sua trajetória de 50 anos na escola, desde 1976, quando foi convidada por Joãosinho Trinta e Jésus Henrique. Nascida em Minas Gerais e radicada no Rio, Pinah ganhou fama mundial em 1978 ao encantar o Príncipe Charles com seu samba durante sua visita ao Brasil.
A lendária passista, que começou na moda e se tornou destaque eterno na avenida, representa a raiz comunitária e a representatividade da mulher negra no samba. Sua imagem inspirou o enredo “A Grande Constelação das Estrelas Negras” em 1983, com refrão que a eterniza como “Cinderela negra”. Emocionada, Pinah agradece à comunidade nilopolitana e celebra o reconhecimento em vida, destacando o amor pela Beija-Flor.
Tainá de Paula enfatiza a contribuição de Pinah à cultura carioca e à memória do Rio. A medalha, criada em 1980, premia serviços relevantes à cidade.
Fontes: G1, O Globo, Agência Brasil
Em Ribeirão das Neves, cultura nunca foi detalhe, sempre foi sobrevivência, identidade e construção de futuro.
Djonga (@djongador ) resumiu o significado do Festival Pá na Pedra ao falar sobre a importância de ocupar a Esplanada com arte, música e presença periférica. Mais do que um evento, o festival surge como afirmação de narrativa, pertencimento e memória coletiva.
“A pá batendo na pedra” vira símbolo de resistência e construção: de quem transforma território em potência e insiste em contar a própria história a partir de dentro.
Vídeo: @festivalpanapedra
AJULLIACOSTA (@ajulliacosta ) fez sua estreia no COLORS nesta quarta-feira com uma performance de “Nasci Pra Ser”, faixa que mistura produção eletrônica e ritmos brasileiros.
Reconhecido mundialmente por destacar artistas de diferentes cenas e sonoridades, o COLORS já recebeu nomes como Doja Cat, Little Simz, Jorja Smith e Kali Uchis.
Do Brasil, artistas como Emicida, Luedji Luna, Liniker e Xênia França também já passaram pelo projeto, que se consolidou como uma das principais vitrines globais da música contemporânea.
Pela primeira vez em Buenos Aires, os coletivos O Pente e Baile do Gui levam suas pistas para a Festa Kilombo (@fiestakilombo ), que acontece nesta quinta-feira, 14 de maio, a partir das 23h, no terraço da Niceto Club, em Palermo.
Os DJs e curadores Uran Rodrigues (@uranrodrigues ) e Gui Breno (@guibrenoporai ) comandam a noite ao lado de Florência Gomes e Queen Kilombo em uma celebração atravessada por música preta, diáspora afro-latina e sonoridades brasileiras.
“É muito simbólico levar o O Pente para Buenos Aires pela primeira vez”, afirmou Uran Rodrigues sobre o encontro entre diferentes cenas culturais da América Latina. A entrada será gratuita, com ingressos disponibilizados pelo Instagram da Festa Kilombo.
Entre os dias 15 e 17 de maio, o projeto Festeja Tradição Mineira chega ao Quilombo Mangueiras, em Belo Horizonte, para uma formação em comunicação, fotografia, vídeo e redes sociais voltada à valorização das narrativas e saberes da comunidade.
Reconhecido em 2018 como patrimônio cultural do município pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte, o Quilombo Mangueiras carrega uma história centenária de resistência, memória e relação profunda com o território. A construção da identidade da comunidade atravessa mais de 100 anos e está diretamente ligada à formação dos municípios de Sabará, Santa Luzia e da região de Venda Nova. Em Mangueiras, a memória dos antepassados permanece viva no modo de ocupar a terra, nas práticas cotidianas e na preservação das tradições.
Atualmente, 32 famílias vivem em uma área de 19,9 hectares e seguem resistindo às constantes tentativas de invasão, à especulação imobiliária e ao descaso do poder público. O território possui grande importância ambiental, com nascentes, vegetação nativa, fauna e flora preservadas.
A passagem do Festeja Tradição Mineira pelo Quilombo Mangueiras fortalece a comunicação comunitária como ferramenta de autonomia, memória e preservação cultural, contribuindo para que a própria comunidade registre e conte suas histórias a partir do seu olhar e da sua vivência.