Amadeu Resendes

@ph.amadeu

essentially a wanderer.
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Postals de Menorca #trs_members #therawsociety
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5 days ago
Somos muitos, muitos mil para continuar Abril. Todos os dias, #25deabrilsempre. #trs_members
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22 days ago
Heart full after this one 🫶🏼 Thank you to everyone who came and made it so special 💫✨ 📸 Amadeu Resendes.
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26 days ago
Escrevo só hoje, Mas escrevo de coração cheio de orgulho e feliz ❤️ O passado dia 14 de Abril ficará vincado na minha memória. O dia em que apresentei o meu livro a amigos, estranhos, e novos amigos que não serão mais estranhos. Este projeto não é só meu, mas sim de todos aqueles que querem partilhar esta viagem comigo. 14.4.2026 ❤️ 📷 @ph.amadeu #trumpet #newbook #mentalheath #healthylifestyle #classicalmusic
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28 days ago
Postkort fra København #trs_members
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1 month ago
Postais do Porto #trs_members
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2 months ago
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3 months ago
Partiu-se à procura de algo que não se sabia bem o quê. Talvez uma coisa num telhado. Um boi, dizia eu. Estrada fora, pingos de chuva miúda abrasavam o vidro dianteiro do carro e os prédios começaram a dar lugar a encostas e planícies de uma metrópole cercania. Passados o destino onde não se encontrou o que não se sabia que se procurava, chegámos, por acaso, a Lapão, sítio despojado de tempo e vagado de sorte. A cancela ao centro da estrada, ladeada por dois cilindros de cimento, impedia o avanço. Ainda assim, não tardou também o acaso a presentear-nos com indicações. Era por ali, disseram-nos, bastava afastar a cancela e seguir em frente - íamos lá dar. Só não podíamos deixá-la fora do sítio. Quando já mais não se avançava, a estrada transformara-se em ondas pretas e inertes. Placas colossais de alcatrão faziam tudo menos ângulos planos, próprios apenas para os hábeis de equilíbrio. A questão punha-se: que força que não a de um terramoto faria um serviço daqueles? A água, claro está. Adiante, já envoltos pelo cheiro a terra molhada, conhecemos a Dona Inês. (Confesso a falha de não ter perguntado à senhora o seu nome, mas, para este efeito e porque acho merece um nome, batizo-a de Inês, nome da minha avó materna, de quem me fazia lembrar) A sua casa não havia sido afetada, graças a Deus, mas conhecia todas as pessoas das casas que o foram. Lamentou tanto a desgraça, o bonito serviço que estava ali feito. Coisas havia que nem arranjo lhes valia - são para se deixar perder. Casas rachadas a meio, como que cortadas, vilipendiadas pelo solo que lhes fugiu de baixo, tal como à estrada. Após as mordomias, despediu-se com um aceno e dizendo "obrigada". Não tinha mesmo nada por que agradecer, a não ser pela graça de ter visto a sua casa pela catástrofe poupada. Na viagem de regresso, continuava a chuva pequena, juntou-se-lhe o nevoeiro e trouxemos nos sapatos o cheiro a terra molhada. A conversa demorou, lenta, e amiúde dava lugar ao silêncio. #trs_members
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