a vida tem uma métrica. de quem eu atendo a uma chamada sem aviso? de qual lugar não quero ir embora? as respostas dessas duas perguntas montam a geografia do meu afeto. em tempos super estimulados, atender e querer ficar são boias no meio do oceano. pistas interessantes para observar.
a verdadeira evolução espiritual reside no ato de revisitarmos a nossa desimportância. é para colar na agenda. na porta da geladeira. fazer um colar. tatuar no antebraço. escrever. até que entre. Feliz 2026
o meu almanaque da loucura informa: a vida tem leitura. dá para ler. você para, assim, um pouquinho, e de repente as linhas tremidas são uma redação nota dez. sem papo de coach, mas um dado de realidade. nota dez é da técnica.
como > o quê
34 🎂 a este ponto já tenho um repertório significativo de tudo que não consigo mais desver. E por mais que escreva de animo leve, isso marca a minha negociabilidade com a vida. Eu sei quem eu sou e aquilo que não quero. Os quereres vão mudando. Esse é o desafio. Não temos controle de quase tudo, mas se identificarmos do pouco que temos, direcionamos a angústia e aí pode ficar um pouquinho menos insuportável. Anarriê.
nada resiste ao poder da ação. falei em voz alta. várias resoluções. estou na sexta extinção em massa. ao vivo e a cores. não dá para desperdiçar.
sintetizo
quanto mais se tem a dizer mais as palavras faltam. a vida é um constrangimento. há várias violências nas sutilezas. quem é antena não perde os sinais. glitch.