Talvez o Sol tenha aparecido durante uns minutos, mas não muitos. Por isso, cá dentro da cabeça, e a apenas aí, ouvi muitas vezes durante aquele dia que hoje está como tu gostas, Pedro. Efetivamente, é com tempo nublado que mais gosto de fotografar na rua. O meu cérebro delicia-de mais de ver o verde das árvores e das plantas assim com nuvens. Com consentimento, aproveitei-me das cores, mas não foi por isso que aquele dia me marcou. Foi pelas pessoas, é sempre por elas. Não só pela simplicidade de trato e vaguear criativo dos @narvifilms nem pelo olho fotográfico e apurado da @dalibora_bijelic_photography (safa-te a traduzir isto 🥲). Mas também por todas as pessoas do casamento. É sempre sobre elas (já devo ter escrito algures).
Quem já anda nisto há algum tempo vai perceber quando vos disser que nós, esta raça, já temos um método intuitivo de perceber quando vai ser bom. Bastam as primeiras palavras de uma primeira mensagem ou um primeiro mail e o nosso sensor-aranha dispara antecipando coisas boas. Mais tarde, a forma como nos recebem e decorre o dia, confirma sempre. Sempre.
Neste casamento no @vidagopalacehotel tudo foi bom e bonito. Mas garanto, aos três que leram até aqui e viram as imagens todas, que no fundo é sempre sobre as pessoas (só para que fique claro). E até nisso fui mais uma vez um sortudo.
#CasamentoemPortugal #LisbonWedding #PortoWedding #DestinationWeddingPortugal #PortugalWeddingPhotographer
A roll of film from this wedding in the North of Portugal, full of soul, laughter and that kind of effortless beauty you can’t plan for.
Julia and Louie created a day that felt more like a long, warm hug than an event.
I had the honour of being their invisible observer, a quiet superhero (or so I like to think), blending into the background to capture all the in-between moments.
I’m so grateful for the incredible people who trust me to tell their story, couples with personality, heart and a way of making everything feel just right (and I have a new pair of cool socks from Ireland 🥹).
#PortugalElopement #IntimateWeddingPortugal #GettingMarriedInPortugal
Consigo combater isso, mas tenho um problema assumido com ver os últimos episódios de boas séries. Por vezes, adio os últimos capítulos e começo um livro novo. Volto a ele passado uns meses. Não vos fará sentido, mas é una espécie de egoísmo de degustação.
Cada vez que publico fotografias, estou a despedir-me delas. Deixam de ser, se alguma vez o foram, só minhas.
Por isso tenho largado este casamento devagarinho. Podem já estar fartos de o ver aqui. Eu ainda estou ligado àquele dia como se ainda andasse por lá. Lembro-me da chuva que me fez companhia até ao Porto e de algumas músicas que tocaram no carro e em mim. Na despedida, falámos de Kerouac.
Até já, fotografias. Vemo-nos por aí.
Exploring the world through the 7Artisans 75mm F1.4. Testing new cameras and lenses is one of my favorite ways to keep the creativity flowing.
Check them out: @7artisansofficial ✨
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É preciso sensibilidade para se gostar daquilo a que chamam mau tempo. Até para o aceitar. Com esta observação que um dia li, não quero dizer que todos os sensíveis gostem do mesmo que eu. Há beleza no calor, no suor e na pele bronzeada.
A chuva, a neve, o vento e o nevoeiro fazem parte de mim e da minha infância. Gosto de ver como escurece o alcatrão molhado, como os verdes da natureza perdem saturação e das montanhas exageradamente maquilhadas de neve, apesar de não usarem batom. Mas deviam. Deste dia, deste íntimo elopement, não me lembro de qualquer sensação de frio. O meu cérebro decidiu guardar as cores, as lágrimas e o sorrisos da Joana e do Bítor. E, para nos certificar que há beleza em dias cinzentos, até o Sol apareceu, vestido de fato laranja sem gravata. Talvez publique demasiadas fotos. É que são mais do que vinte, tenho eu pensado. Mas pensar também é algo que faço a mais, diz-me quem mais percebe de mim. Hoje, para vos provar que sou mesmo muito relaxado, publico só dezoito (espero conseguir enganar-vos).
Obrigado por me lerem e por acreditarem que sou mesmo relaxado.
Andei perdido pelas ruas do Porto com a Beatriz, a Rafaela e a conexão delas.
Aconteceu depois de dias chuvosos seguidos em que estive sem fotografar pessoas. As mãos não tremiam, mas lembro-me claramente da ânsia de voltar e de começar logo com elas.
Foi bom para mim.
Ainda não consegui decifrar o que tanto nos atrai, a nós humanos, em ver água a cair. Quanto mais concentrada e de mais alto, melhor. Ao resto dos animais, o fenómeno, não causa grande impacto. Também não ligam a praias de areia preta nem a sítios altos onde se pode olhar para longe.
Eu, que muitas vezes duvido se pertenço à espécie por ter algumas inadaptabilidades, não fujo a este espanto. Por isso, tenho bem interiorizado a sorte que tenho por conhecer a Islândia e de a poder viver com casais igualmente apaixonados por aquela fábrica de vulcões.
As fotografias aqui em cima deste texto são muitas e talvez tenha exagerado na seleção. Poucos chegarão até estas palavras e à última das imagens. Mas aos dois que o fizerem, obrigado pela paciência.
Tomem uma prenda, podem escolher e levar para comer amanhã: 🍰 🥨 🌭