Caminho É Se Perder começou a ser feita muito antes da melodia pintar na minha cabeça. Acho que foi em 2022 que fui pro Uruguai com o Pedro e toda vez que ele pegava o violão em uma roda ele tocava uma canção linda, que sempre me impressionava. Fiquei prestando atenção nos acordes que ele fazia e pedi pra ele me ensinar os caminhos harmônicos: era Mistério do Som.
Voltando pra casa fiquei brincando com aqueles acordes e tentando encontrar uma melodia por ali. Até que lembrei das músicas que ouvi a vida toda com meu pai, aquele rock-folk dos anos 1960 do grupo Crosby Stills Nash & Young. A partir daí fiz a primeira parte inteira e mandei pro meu parceiro
@paulonovaes , que amou a ideia.
Pouco tempo depois fomos pra fazenda em Avaré, em uma época em surgiam aqueles gurus de internet prometendo ensinar a Verdade com V maiúsculo pra quem quisesse acreditar. Pensando nisso fizemos a letra da primeira parte e o Paulinho puxou a melodia do refrão, enquanto eu pescava trechos na letra que ajudariam a terminar a canção.
E como tudo é cíclico na vida, na viagem ao Uruguai de 2024 mostrei a música pronta pro Pedro, e ele se identificou instantâneamente - da mesma forma que tinha acontecido comigo no Mistério do Som. Tocamos ela muitas vezes no ano novo e depois, e essa tornou-se uma música não apenas minha e do Paulo, mas também dele.
A escolha dele participar de Caminho É Se Perder foi, então, natural, algo que a gente já comentava desde a primeira vez cantamos ela juntos.
A gente, que se conhece há uns 30 anos, lançamos hoje Caminho É Se Perder em todas as plataformas digitais. Pra mim é um sonho realizado. Obrigado, Petico. Amo você.