Tô repostando isso porque me atravessou de um jeito muito real. Cheguei até a mandar mensagem para
@yaeskrota dizendo: ‘preciso repostar, porque isso é exatamente o que a gente vive.’
Isso não é novo, e é justamente por isso que vamos continuar falando, quantas vezes quisermos e for preciso. Sempre rolou com a gente,
@sandrapdrba , enquanto banda e enquanto produtoras.
São camadas e mais camadas de uma cena que muitas vezes fecha, exclui e tenta ditar quem pode ou não ocupar espaço.
Hoje pode até parecer ‘bonitinho’ dizer que uma mulher está à frente de um festival há mais de três décadas. Sim, é. Mas quase ninguém fala do quanto isso foi, e continua sendo, duro. Pior ainda quando a própria ‘cena’ insiste em não sair desse mundinho ostra do caralho…
Sempre existiram os sabidões que acham que devem ditar como o
@palcodorock deve ser. Quantas vezes ouvimos que precisávamos ter um dia só de Metal, outro só de Hardcore… E a gente ali, sendo chamadas de ‘porras loucas’, por defender um festival construído para a coletividade.
E é assim que seguimos: com orgulho. Duas mulheres baianas assinando line-up, puxando a maior diversidade musical possível, artistas de todas as idades, cidades e estilos.
E a
@yaeskrota com a
@tamy_leopoldo seguem no corre, levando
@eskrotacs pro mundo, se posicionando, encorajando, produzindo e criando sem parar.
Estamos em 2026 e ainda enfrentamos tudo isso. E não, a gente não vai ser simpática.
Então você, cuzão, que não recebe a gente bem, não acolhe, segue daí com seu rolê feito por homens e para homens. A gente sabe bem de que lado tá.
Porque os palpites nunca foram sobre construir. A gente sabe bem como os ‘carinhas’ da cena sempre acham que sabem mais, que podem mais.
E sim, é só mais uma camada do que é ser mulher dentro dessa cena: um espaço ainda escroto, separatista e estruturalmente machista, onde produzir, existir e permanecer já é, por si só, um ato de resistência.
No fim, a gente sempre foi as bruxas que essa cena tentou queimar.