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@padmateo

fantasma curadora em @bienalperformance editora em @do_hiato_litigio artista indisciplinar mestranda PPGAC-UFBA pós-graduanda em curadoria PUC-SP
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Por pura aliteração o Repelourinho repele. O Busto Brega do Bel Borba (uma outra aliteração), autohomenagem, erguido na Praça Tomé de Souza, nos dá pistas semióticas da terra de ninguém, a nova Salvador Neverland. Ou melhor, a terra de um alguém: do nosso fantasma Carlos, o Casper Camarada (mais aliterações). Não é muito difícil entender o carlismo e resumi-lo pedagogicamente em cultura clientelista - aquele aforismo “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. O carnaval, em seus moldes, como exemplo palpável. Repelourinho, o camarote. Que se esgarcem então as cordas. A ocupação Carlos Marighella, exemplo, dança outras pipocas, para que em um fevereiro, na parada clássica do Sulacap, possam os pagantes vangloriar o leilão. Reconheçamos a genialidade e o perigo da estratégia replicada sob a máscara da cultura. Quem se levantará contra o “para o bem da cultura”? Quem dirá da antimoralidade da arte quando lhe foi destinada a salvação, a civilidade? Quem interromperá a festa? A estratégia carlista faz qualquer levante parecer antissocial, anticultural, antiprogressista, blasé baiano - é nisso, no silêncio social profundo, e nas conversas aceleradas nos backstages dos botecos, que passa a boiada (e deixa ela seus estercos). Resumindo, nos diz Carlos sinicamente: Pra que ética? Estamos fazendo cultura! Tomemos o exemplo do Ruivo Baiano (@ruivobaiano ), influencer que recentemente expôs publicamente a taxa para o acesso do terraço do Cine Glauber Rocha, este que tem concessão pública, para um funcionamento privado (como parte de alguns patrimônios do Centro Histórico ou como agora será o espaço Coaty, etc.). Rapidamente a denúncia feita pelo influencer o mascarou, pela estratégia já dita, como um inimigo da cultura, evidente na matéria (má escrita e rasa) do Correio, intitulada: “entenda o surto dos alecrins dourados contra o Cine Glauber Rocha”. A estratégia está posta em prática: ao rebelar-se, no meio da multidão do carnaval, corre-se o risco de ser esmagado. O cinema retrucou, com um post, dizendo que a taxa de acesso é um controle de proteção contra vandalismo, uma proteção ao patrimônio. [Continua nos comentários]
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3 hours ago
💥Novíssima crítica de artes visuais saindo do forno! A merda da crítica. Link na Bio. por @padmateo “Vez, eu disse em uma aula da pós-graduação sobre a fisiologia da crítica e fui rapidamente repreendida. Tentava ali cooptar a crítica ao grau de excremento corpóreo, inerente às funções vitais (o que a regala ao escatológico), numa sala de uma universidade de Belas Artes, espaço higiênico que a propunha, inicialmente, enquanto constituição profissional da mediação e legitimação no mundo da arte – a sacralidade. Não recuso a descrição. Mas cada um não faz do seu excremento um adubo que lhe convém? Pensar a crítica pelo viés da sacralidade ou no purismo profissional não a torna menos excremental e, logo, menos democrática” Imagem em diálogo: Merda de artista, Piero Manzoni, 1961 Acesse a crítica completa na coluna de artes visuais ou nos novos lançamentos 📍Leia a Do Hiato, Litígio 🕹️ Navegue pelas colunas 💡Compartilhe 🪜Nos acompanhe
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8 days ago
Fantasma Trans Met Gala - 2026
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13 days ago
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19 days ago
🏁🏁🏁🏁🏁🏁🏁🏁🏁🏁🏁 Em Janeiro de 2026 o “relógio do fim do mundo”, gerido pelo Bulletin of the Atomic Scientists, foi acelerado para 1 minuto e 25 segundos antes do fim total da humanidade. O que parece dramático, à primeira vista, se revela um convite ao movimento, quando a realidade escancara a crise humanitária, ética e climática que estamos vivendo. A Maratona de Intervenções Urbanas será uma abertura reflexiva pro vindouro XII Salão da EBA - Ponto de Não Retorno, propondo o “espectador emancipado”, um espectador maratonista e sugerindo o movimento como a atitude do já. O tempo urge! Corra! Faça! Na distopia do agora, todos nós estamos em uma maratona coercitiva pra “adiar o fim do mundo”. 🏁🏃🏾‍♀️🏃🏽‍➡️👩🏽‍🦽🚶🏻‍➡️🏃🏾‍♂️‍➡️🏃🏻‍♂️🏃🏼‍♀️‍➡️🏃🏾🧑‍🦼🏁 📍 Onde: Dique do Tororó (Partida: Academia do Dique, próximo ao BRT Barris). 🗓 Quando: 02 de maio, às 15:30. ⏱️ Duração de maratona: O público terá 1 hora e 25 minutos para maratonar, de forma livre, as obras em confluência com o Tororó, por todos os seus cantos. Aqui, artistas, artivistas, formigas, peixes, cogumelos, visíveis e invisíveis, se juntam, num manifesto pelo tempo, pela vida! #salaodaeba #ufba #ebaufba #arte #maratona 🕒🕗🕓🕜🕟🕔🕣🕖🕡
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26 days ago
💥Novíssima crítica de artes visuais saindo do forno! Mover o bicho. sobre a obra Bicho, de Lygia Clark, na exposição Uma História da Arte Brasileira. Link na Bio. por @padmateo “Sempre me surpreendo ao ver a obra de Lygia paralisada numa redoma, como se visse pela primeira vez, e de novo. A mesma surpresa do Wagner Schwartz, ao tentar libertar o Bicho com seu próprio corpo desnudo, em La Bête, antes de tentarem prendê-lo. Com a vitrine, a obra que instituía a interatividade neoconcreta brasileira, contra a racionalidade visual e matemática do concretismo, transforma-se num adereço hypado, um pingente. As ideias terapêuticas da artista, a anti-passividade (a da obra e do público) e a própria imposição petrificada e arquivística dos museus e mercado da arte - refletida no simples gesto de mover o bicho-, são destituídas pelo aviso “não toque!”. Quando lá, pré-ditadura, a ideia se sobrepunha à matéria, e a transformação do humano e do bicho em movimento era a própria obra em si, parada, aqui, hoje, democraticamente mostra que não nos transformamos em nada. Possível, amanhã um artista se surpreenderá em ir ao museu e ver o Schwartz parado, numa redoma de vidro.” Imagem em diálogo: Acervo online de Lygia Clark Acesse a crítica completa na coluna de artes visuais ou nos novos lançamentos 📍Leia a Do Hiato, Litígio 🕹️ Navegue pelas colunas 💡Compartilhe 🪜Nos acompanhe
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1 month ago
Tenho o prazer de colaborar com a edição de 15 anos da @revistaceleste - Destruir a entrevista 3, com o texto/programa performativo/ jogo “Proposta para destruir uma entrevista, pela opacidade”, em diálogo e cia das fantasmagorias absurdas de @yhuricruz ❤️‍🔥👻 - série Retrato do Espírito (2021 - 2026) - O formato entrevista, tradicionalmente, tem como ponto nevrálgico um desvelar lógico, uma construção linear de pensamento sobre uma história, uma ideologia, um fato, uma subjetividade. Há um interesse, objetivo, por parte do entrevistador, em recorrer às lacunas do pensamento do entrevistado, a fim de conectar aquilo já apreendido por ele, anteriormente, com uma nova informação adquirida. A entrevista é glutona e a transparência é seu mote. Proponho uma entrevista movida pelo inverso de seu desejo primário, pela mediação da opacidade e da permissão ao resguardo de ideias, informações na abertura de novas lacunas, um programa performativo para a entrevista. 📘Leia o texto e a revista completa na celeste.art.br Agradecimento especialíssimo a toda equipe Celeste e a Yhuri Cruz.
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1 month ago
Faço 27 e sinto que o saturno já retornou 7 vezes. É dessa vida não binária que insiste em ser outra e outra coisa, e eu amo! Acordei, tomei meu café, deitei na rede e vi que o céu tá de praia - aquele desanuviado. Talvez eu faça um bolo, ou adiante aquela demanda de trabalho, ou dance nua na frente do espelho ou mesmo entre no mar, pro reset baiano. Mas por hora, aqui na minha rede, recebendo sol na fuça, consigo agradecer demais demais por ter chegado até aqui, pela amizade da coragem, que não me abandonou nunca. Me relembro erê enfrentando tudo e todos pra bancar minha existência, me imagino velha fazendo crochê até pra geladeira. São muitos cartões postais, outros que virão. Até aqui, sou feliz! Obrigada vida, pelo envelhecimento! Quero depoimentos no meu orkut ❤️‍🔥🤣
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1 month ago
O PARQUINHO CUIR sobre a série Narrativas de Si de Breno de Sant’ana (@bre_n00 ). sobre o espetáculo Criança Viada: ou de como me disseram que eu era gay, de Vinícius Bustani (@viniciusbustani ) e Paula Lice (@paulalices ). sobre a exposição Vico e a exposição cintilante, de Vico (@vico.com.br ). por Padmateo É um universal brasileiro: viadinho. O bicho, que contém mil bichas. Não por acaso, na mesma semana, depois do encontro de minha criança com a criança-Breno, estive no espetáculo Criança Viada: ou de como me disseram que eu era gay, com direção da inacreditável Paula Lice e atuação de Vinícius Bustani e na exposição Vico e a exposição cintilante, com curadoria do inacreditável João Gravador e obras da própria Vico cintilante. Pareceu-me então, de fato, que aquela fotografia de Breno abriu um grande portal sobre a parede, me engolindo como uma Alice, sem maravilhas e apátrida. Achei que minha adulta pudesse brincar de imagem, um tanto, com minha criança e com essa de Breno, com essa de Vico, com essa de Vinícius. Sim, a fotografia de Breno abriu um buraco de minhoca no território soteropolitano e nos sugou para um parquinho cuir, sem adultices – sem boletos, burocracias de artista e, principalmente, sem ofensa. Lá nos encontramos. Disclaimer: Caro leitor_, atenção! Aqui não escreve uma crítica, mas uma criança fabuladora. Leia como Lego. 💥 Para leitura completa, link na bio Acesse a coluna artes visuais ou Últimos lançamentos dohiatolitigio.com.br imagens da capa: Breno de Sant’ana, Caio Lirio, Pedro Pinheiro
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1 month ago
1000x abaporua over espontânea e moderna fotos: @tass1nho
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1 month ago
autodump selftrash
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1 month ago
SAL NA LANGUE sobre a obra Ossalitres de @plataformaaraka por Padmateo La Langue – a carne do sentido, em um quase versus a lalangue – o sentido da carne. A divergência é simples: enquanto a primeira, encarnada, dita as próprias vias da carne (inclusive o desencarne e carnificina), inaugurando a diferença, a outra é o fantasma em seus ecos e hiatos, o poltergeist na boca, o primeiro assombro da criolização. Em uma das TVs da instalação surge fantasmagoricamente: “O documento é mudo até que se faça uma pergunta”. Pergunto rapidéx a minha memória vaga: Há tilápia no Nilo? Há sal na água doce? Elza pergunta, no Cinema Falado: “o que quer, o que pode essa língua?”. O público se pergunta: onde estamos agora? Movemos os arquivos. 💥 Para leitura completa, link na bio coluna artes cênicas dohiatolitigio.com.br imagem da capa: Caderno de uma viagem pelo Nilo, Édouard Glissant
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1 month ago