Eram seis e cinquenta e oito. E finalmente chegamos. O grande encontro estava marcado para às sete. Subimos as escadas, do casarão conhecido, eu e
@alinessiq , digamos que embalados com música. Era como se ao pisarmos, em cada degrau, a batida da tecla do piano compusesse o ritmo para uma noite que iria abraçar a gente, aliás muita gente. E os ventos fortes sopravam um segredo, que se revelaria só no dia seguinte. Bom, como se fosse possível dissociar o que aprendi como ofício do meu ser, trago aqui uma coletânea do que vi, vivi, do que ecoou nos que se permitiram estar em mais uma
@flip4_feiraliterariap4 .
Primeiro ela. Regina abriu a noite. Tocou com charme, concentração, e ao final confessou que tinha errado. Ninguém tinha notado. Erro só existe quando a gente conta. Palmas.
Anfitriões apresentados e que time. Eles são curadores, organizadores, amigos, sonhadores e queridos das palavras. Resistem. Dali da Casa de Cultura,
@pedrodonizettiribeiro , nos levou para uma escola cheia de histórias e suas fragilidades. Perfis de mulheres e um olhar atento de um faxineiro aos comportamentos delas. Risos, aplausos, reflexões. Em seguida, uma homenagem dela,
@girleneverly , para ele que veste sua arte para viver tantos outros fazedores de cultura. Depois, a ancestralidade tomou o espaço.
@joyce_msza emprestou sua voz e ainda cantou, o que
@fabiomotap4 escreveu. Ele se emocionou, eu vi. E não só ele.
Depois, Gabriel e Thobias (
@duoaduar ) juntaram brasis diferentes no mesmo acorde. E trouxeram as composições deles, novas conhecidas de tocar o coração. E ficou o aviso: no dia seguinte teria mais. Num Jardim dos Leões, a festa que celebra a literatura, em Passa Quatro, estaria abraçada e protegida, pelo colo das montanhas.
E vou contar mais…posso? Espere um cadim.