Onirografo III inspira-se na obra de Borges, onirógrafo argentino que ampliou para além dos portais o orbe demônico, o mundus imaginalis, onde o sonho nutre-se de si mesmo em sua vertigem labiríntica.
O lançamento se aproxima. O disco Onirógrafo constitui o espelho retorcido de um mundo onde a escuridão é a única essência. Traça um círculo cujo vazio foi preenchido pelas dobras lodosas de carne putrefata. Nos labirintos erguidos sob seus olhos, o caminhante registra, tenta em seus sonhos unificar o que está disperso em uma imagem aberrante. Eis o orbe demônico manifesto, o espaço atormentado onde se é empurrado para o êxtase da anulação.