Eu pensei muito em escrever ou não sobre isso, porque fiquei realmente assustado com tudo o que aconteceu. Mas decidi que sim, precisamos falar — e não só sobre o presente, mas também olhando para o passado recente do Brasil, para entender os ataques que as indústrias criativas sofrem sempre que isso interessa a políticos e figuras fascistas.
O que aconteceu com a Vogue e a Zaza Pecego não é novidade. E me surpreende quem ainda se assusta com esse tipo de modus operandi dessa corja criminosa. Em 2017 vimos a exposição Queermuseu ser atacada por políticos e influenciadores de extrema-direita. Quando um banco como o Santander acolheu aquelas denúncias descabidas, feitas por gente que sequer entendia de arte, acabou expondo um sistema já frágil ao escrutínio público. Artistas, curadores, instituições foram perseguidos, e governos municipais, estaduais e federais passaram a ser mais rígidos em relação ao que podia ser exposto em aparelhos públicos de cultura. Eles venceram muito naquela época e atrasaram anos do nosso pensamento crítico e do acesso à arte. Tudo isso como cortina de fumaça para criar pânico moral e avançar em seu projeto de destruir uma sociedade mais inclusiva e igualitária.
Hoje, eles repetem o mesmo movimento com a moda — um alvo fácil. Nunca vamos ver um deputado como Nikolas Ferreira defender a indústria da moda. Aliás, não vemos nenhum político falar sobre ela. E mesmo sendo uma das indústrias que mais empregam no Brasil, com capilaridade que vai do agronegócio aos serviços, do varejo à cultura e ao soft power nacionais, a moda não tem linhas de investimento, não tem uma bancada, não tem órgão que nos proteja. Isso facilita muito que discursos como o de Mônica Salgado se espalhem. Ao dizer que vivemos em uma “bolha woke”, ela tenta demonizar justamente o lado mais interessante da moda: ser espaço de subversão e pioneirismo em representatividade (apesar de todas as dificuldades e do muito que ainda precisa melhorar).
E é também por isso que figuras como ela perderam espaço nos lugares de destaque da moda. (Continua nos comentários)
Estilo é narrativa, e @ofelipelago sabe como conduzi-la. ✨
Com mais de 10 anos de experiência no mercado de moda editorial, publicidade e audiovisual, ele une pesquisa estética e direção de estilo para criar produções autênticas e contemporâneas.
Na Hub Boop, soma sua visão apurada e escuta criativa, transformando identidade e propósito em imagens que falam por si.
Stylist: @ofelipelago
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How many loved your moments of glad grace,
And loved your beauty with love false or true;
But one man loved the pilgrim soul in you,
And loved the sorrows of your changing face.
Yeats
Aging and its evidence remain life's most predictable events, yet they also remain matters we prefer to leave unmentioned, unexplored.
Joan Didion
S36 EP01
🥂🎂✨️
Nas páginas da #GQMaio, os stylists Pedro DDN (@pedroddn ) e Paulo Martinez (@arruda ) mostraram na prática o poder de uma peça coringa ao criarem composições diferentes a partir do mesmo item. Deslize para conferir os looks e conte nos comentários: qual versão tem mais a ver com você?
Fotógrafo: Paschoal Rodriguez (@paschoalrodriguez )
Styling: Paulo Martinez (@arruda ) e Pedro DDN (@pedroddn )
Modelos: Rodrigo Calazans (MEGA MODEL) e Jean Ferreira (MEGA MODEL)
Beleza: Raul Melo (CAPA MGMT)
Gerente de fotografia e produção: Enzo Amendola (@enzoamendola )
Editor de arte: Victor Amirabile (@victoramirabile )
Assistente de fotografia: Igor Viana (@igor.vianag )
Produção de moda: Felipe Lago e Ed Xavier
Assistente de beleza: Elton Bergamo Botteon (@eltonbergamo )
Tratamento de imagem: Brooklin estudio (@brooklinsestudio )
Estudio: Brooklin estudio (@brooklinsestudio )