Durante os meus vintes não tinha a certeza se queria ou não ser mãe, não sabia se estava preparada para ter alguém mais importante que eu própria na minha vida. Quando cheguei aos trinta o relógio biológico tocou e, devagarinho, comecei a preparar-me para te receber… Assim que que soube que estavas a crescer na minha barriga, de repente, tudo fez sentido e tive a certeza de que estava preparada! Ser a tua mãe está a ser a aventura mais bonita - e desafiante - da minha vida. Obrigada Zé Afonso por me escolheres! 🤍
#happymothersday #mothersday #motherhood
Estar grávida foi o maior misto de emoções que já senti.
Em 2024 estava numa fase muito boa da minha vida: tinha comprado casa com mais um quarto; carro a contar com a tralha de um bebé; tinha tido imenso trabalho e pela primeira vez sentia-me realizada profissionalmente; fazia Pilates - sentia-me forte e saudável e sabia que era a altura certa (apesar de nunca ser, sentia que estava preparada) e a desejada notícia chegou com a maior felicidade e muitos enjoos!
Foi na primeira consulta que começaram as inseguranças: a gravidez ainda era frágil e foi-me recumendado parar de fazer exercício e não carregar pesos - imaginem trabalhar em guarda-roupa sem carregar pesos e sem puder explicar às minhas colegas o porquê - foram três meses sufocantes: senti imensa ansiedade; passei muitas noites em branco… a par disso estava sempre tonta, mal disposta e sem energia; não puder treinar não ajudou, perdi peso, sentia-me doente!
Depois veio finalmente o segundo trimestre e estava tudo bem. Tudo melhorou: Votei a treinar com a maravilhosa Joana @__jocx (que me acompanhou até à véspera do Afonso nascer e depois); pude partilhar com o mundo o milagre que estava a acontecer dentro de mim; amei cada mudança no meu corpo à excepção da retenção de líquidos; e, até ao último dia dormi bem, senti-me bem e estive tão tão feliz.
Ajudou, claro, o meu marido que durante 9 meses me levou o pequeno almoço à cama e todos os outros mimos que uma mulher grávida (e todas as outras) merece!
Ajudaram também, imenso, todos os amigos que estiveram lá (a gravidez e a maternidade são o maior filtro de amizades).
Foi uma experiência mágica e sinto-me privilegiada de ter conseguido aproveitar os últimos dois trimestres plena e feliz mas também foi uma altura de muitas dúvidas e inseguranças que me continuam a acompanhar: trazer uma criança a este mundo louco e doente; ser freelancer e nunca saber com o que contar; imaginar-me a trabalhar 12h longe do meu bebé; duvidar se estarei à altura de educar um menino para ele ser um Bom homem… entre tantas questões…
(Continua nos comentários)