Hoje é dia de falar sobre algo que não tem uma única forma, um único rosto, nem uma única definição.
O autismo não tem cara.
E, sendo bem sincero…
eu mesmo não tenho diagnóstico.
Mas por muito tempo me senti deslocado, como se estivesse sozinho em um mundo onde as interpretações nem sempre fazem sentido.
Até o Heitor.
Conviver com ele foi uma das primeiras vezes que eu senti que não estava sozinho.
Ele trouxe uma nova forma de enxergar tudo:
mais sensível, mais criativa, mais verdadeira.
O mundo dele não é errado,
só é diferente do que a gente foi acostumado a chamar de “normal”.
E talvez o erro esteja justamente aí.
O Heitor não só mudou a forma como eu vejo o autismo…
ele mudou o nosso ambiente, nossas relações e a forma como a gente aprende a conviver.
E tem uma coisa importante:
existem vários tipos de autismo.
Cada pessoa é única.
Cada mente funciona de um jeito.
Cada jornada é completamente diferente.
Mas uma coisa é certa:
conviver com o Heitor é uma baita jornada.
incrível, desafiadora, cheia de aprendizado…
e, acima de tudo, cheia de vida.
Uma criança criativa, cativante, aventureira,
que ensina muito mais do que qualquer explicação.
💙