Prisão
é estar entre chegar e não ir
entre estar lá e estar aqui
entre o amor que não doía
e o saber que não sabia
entre os distorcidos conceitos
de pardo, mulato e moreno
sem saber que o mundo é tão pequeno
mas a história que ouviu era veneno
e a verdade a vida toda lhe doendo
se o chão do agreste pôde e limpou
se a água de Oxum pôde e lavou
se a minha alma com um só golpe guerreou
num instante, o que era lagoinha, mar virou.
Linn da Quebrada.
“Você é poesia, Cauã, merece amores, amizades e pessoas tão poéticas quanto ao seu lado, lhe dando o amor nas doses que você quer e que tem razão em reivindicar. Quando pensar em ter alguém, espero que esse alguém lhe dê esse amor.“
ultimamente tenho (re)descoberto coisinhas das quais eu gosto muito, e estou tentando ficar mais atento à elas.
fiquei muito feliz em ter conhecido Angela RoRo, muito feliz com a quantidade de livros que tenho lido (obrigado mamãe pelo incentivo mensal), muito feliz por ter colado minhas telas na parede depois de meses guardadas desde que me mudei. algumas mofaram no processo e isso me deixou bem triste. feliz que a natureza tem me guiado e cuidado de mim e quanto mais eu me aproximo dela, mais próximo da minha natureza eu fico. a arte tem sido o ladrilho desse caminho que estou seguindo.
acredito muito em magia e quando estou tendo esse relacionamento comigo, é quando mais ela se mostra real. me sinto mais lúcido e confiante, disposto e corajoso pra correr atrás de algo, porque no fundo eu sinto a certeza de que vale a pena.
passar um tempo fora das redes me ajuda muito a ser eu.