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Moskow Comunicação

@moskow

Há 27 anos retratando a existência humana, com a paleta de cores do Brasil.
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Hoje é dia de @mcthaa e @gloriagroove no Projeto Aquarius, aqui na SP. Bora xo. A @agenciasrcom pra mais uma entrega linda. A arte salva!
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6 hours ago
Em 2008, um homem chegou do mangue e mudou a pauta. Não estava previsto. Chegou para mariscar. Foi apresentado, topou, e passou o dia nos mostrando o que significa pertencer a um lugar com raiz, com lama, com maré. Zaru era marisqueiro em Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro. Vivia sozinho numa casa simples do outro lado da estrada que separa o mangue das moradias. Conhecia cada canal, cada raiz, cada ritmo daquele ecossistema com a precisão de quem não estudou, mas viveu. No fim daquele dia, passou mal. Ficamos com ele. Recusou o hospital, disse que já já melhoraria, e nos acompanhou até a porta de casa. Nunca mais soube dele. Essas fotografias ficaram guardadas por dezessete anos. Não como arquivo. Como pergunta aberta. O ensaio completo está na Revista 'Alcova Visual' [link na bio] A arte salva. #fotografiadocumental #fotojornalismo #fotografiabrasileira #ensaiovisual #antropologiavisual #manguezal #barradeguaratiba #riodejaneiro #culturabrasileira #memoriavisual #moskow #alcovavisual #fotografiaautoral #documentario #pescadoresdobrasil
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2 days ago
"Divirta-se!" Foi a recomendação do Felipe Braz (Semente Visual), antes de eu ir pra ‘Arena Abelardo Barbosa’, em Pedra de Guaratiba. Confesso que, diante da energia do momento atual da minha vida particular, interpretei o imperativo quase como um deboche. Mesmo sabendo que não era. Fui. Com a Gaia, que me acompanha em mais essa. Chegando lá, graças às divindades, havia tobogã, pula-pula e muito espaço pra correr, cair e levantar. A cria se jogou nas brincadeiras imediatamente enquanto fui observar o espaço, onde a luz se punha ou ausentava; os instrumentos no palco, as pessoas chegando, os detalhes e o todo (Gestalt neles, Karate Kid!). A dinâmica que se apresentava pra mim, e eu, pra ela. Aí sim, o samba começou de verdade. Um repertório capaz de fazer saltar da boca, sorrisos espontâneos, largos, lindos. Depois, o grupo do Ponto de Cultura Terreiro Òbá Labi, se apresentou e tocou fundo em quem estava presente no evento da cultura popular brasileira. Café bom na cantina. ‘Guaraná camp’ de presente da produção pra Gaia. Conversa com gente boa dos 50+. Uma birra final da cria que, como o pai, não sabe lidar com vontade de dormir. Por quatro horas, me permiti ser feliz e curtir a vida tiquin. Felipe sabia o que dizia lá no início. A Arte Salva! 📷 Cobertura para @SementeVisual #fotografiadocumental #sambacarioca #fotografia #riodejaneiro #zonaoeste
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6 days ago
Entre 2007 e 2009, mergulhei em uma pesquisa de campo sobre pequenos circos itinerantes de lona no estado do Rio de Janeiro. Estruturas frágeis que cruzam bairros periféricos e cidades invisibilizadas, sustentadas por famílias inteiras que vivem da arte e da incerteza. O que encontrei foi uma dimensão mais profunda que o mero espetáculo - a vida que pulsa no entorno do picadeiro. O 'Baby Circo Show' é parte desse encontro. O brilho da cena convive com a dureza do cotidiano. Crianças crescem entre cordas, tecidos e lonas gastas, aprendendo desde cedo que o corpo é instrumento de trabalho e sobrevivência. A mesma menina que encanta o público suspensa no ar retorna, minutos depois, a um espaço doméstico improvisado, onde a televisão ligada divide atenção com o silêncio de uma rotina instável. Companhias circenses familiares de pequeno porte enfrentam historicamente precarização, ausência de políticas públicas contínuas e dependência direta da bilheteria diária. Ainda assim, resistem, reinventando o próprio sentido de permanência. Esse meu trabalho não é sobre o circo como espetáculo, mas o que acontece antes e depois do aplauso. Sobre confiança construída com o tempo, até deixar de ser intruso, sobre ser autorizado a ver o que normalmente não se mostra. Cada foto carrega esse pacto silencioso, um testemunho de vidas que existem em constante deslocamento. O circo, nesse contexto, é um forte documento histórico da cultura popular brasileira. E talvez, ao olhar com atenção, você perceba que essas imagens falam sobre todos nós, sobre instabilidade, adaptação e a tentativa diária de manter alguma forma de luz acesa, mesmo quando tudo ao redor é provisório. Se isso te abraça, compartilhe, salve, comente. Texto completo na revista 'Alcova Visual' [link na bio] A arte só cumpre seu papel quando encontra outro olhar disposto a ver. Prints à venda. A art3 salva 2026 Moskow
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11 days ago
Retrato é um corte no tempo. Não,  corte, não! É uma marca, uma construção. Há uma firmeza nesses rostos, que vem de antes da fotografia e que a foto só reconhece, quando acerta o lugar da alma. A luz revela o que já estava inscrito, a pele como superfície de inscrição do mundo, o olhar como campo narrativo entre o que foi e o que ainda se anuncia, história. O preto e branco é (tbm) escolha estética, é contenção, é forma de aproximar a comunicação. Retratar alguém é assumir uma responsabilidade direta sobre como a personagem atravessa o tempo depois do ato fotográfico. Cada retrato carrega uma decisão ética, uma tomada de posição, uma inscrição que pode dignificar ou reduzir, pode afirmar ou distorcer. Nessas fotos, de 2016, o retrato se sustenta como documento, não no sentido burocrático, mas como prova sensível de uma existência datada. Há história nesses rostos, há uma continuidade que escapa ao instante, mas que se eterniza nele. Duas presenças que dividem o mesmo quadro. Uma afetividade que se afirma na proximidade. O retrato, quando encontra esse nível de rigor, deixa de ser apenas imagem e se torna posição no mundo. A arte salva 2016 Moskow
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12 days ago
A arte salva 2025 Moskow
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13 days ago
Salve Jorge! ♥️♥️♥️♥️♥️♥️♥️
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24 days ago
Vinte anos não cabem em calendário, nem em linha do tempo organizada, mas cabem em encontros improváveis, em histórias que começam antes mesmo da gente perceber que iniciaram. Eu achava que tudo tinha começado em 2007. Não foi. Começou antes, numa noite qualquer na Lapa, empurrado por um amigo insistente, diante de uma banda que não queria ver, até que uma presença em palco desmontou qualquer resistência, e sem aviso, algo ficou. Não foi imediato, não foi épico, não teve construção consciente, foi quase um ruído que permaneceu. De lá pra cá, o que existe entre mim e Letícia Persiles não cabe em definição simples. É amizade, é parceria, é ironia satirizada, é afeto que ri da própria desgraça, é a capacidade rara de transformar o peso da existência em alguma coisa bonita, às vezes só suportável. Entre ensaios improvisados em corredores, capa pra livro, fotografias que circularam o país, ligações longas, silêncios e reencontros adiados, construímos uma espécie de pacto, não declarado, mas profundamente sólido. Um vínculo que não depende de frequência, nem de presença constante, mas que resiste ao tempo com uma naturalidade quase desconcertante. Esse ensaio memorialístico autoral é um recorte disso. Imagens feitas ao longo de duas décadas, atravessadas por fases, mudanças, trabalhos, estados de espírito, mas sempre carregando o mesmo fio invisível que sustenta tudo. E o texto, que entra apenas quando a imagem já disse tudo. No fundo, talvez seja isso que mais me interessa na fotografia, não o instante isolado, mas aquilo que insiste em permanecer entre um e outro. Escrevi sobre essa história, com todas as suas curvas, falhas de memória, detalhes e desvios. Não é um texto sobre começo, meio e fim. É sobre tudo o que permanece. Se quiser ler inteiro, ele está na ‘Alcova Visual’. Link com todas as fotos e texto completo nos stories e bio. A Arte Salva!
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1 month ago
Revisitar arquivos é como reencontrar um estado de espírito que já foi vivido e que ainda vibra, silenciosamente, nas camadas do tempo. Estes retratos de Tay Dantas e Glaucio Cristelo nasceram em 2017, mas continuam latejando como se tivessem sido feitos ontem. Tay, com sua potência vocal, compositora e instrumentista de personalidade única no cenário do rock independente, e Glaucio, pianista, produtor e parceiro criativo, formam um eixo afetivo e artístico que percorre a música com intensa verdade. Sempre tratei a fotografia como construção e não como simples documentação. Fotografo contextos, símbolos, tensões, silêncios, pessoas. Antes de apertar o obturador, existe um percurso sensível. E esse caminho passa pela observação minuciosa, pela pesquisa e pelo mergulho na cidade. Para esse ensaio, fui atrás de uma locação que pudesse amplificar a energia deles, e encontrei um conjunto de galpões abandonados na Barra da Tijuca, uma antiga estrutura ligada ao universo automobilístico, marcada por arquitetura industrial, brutalista, resistente ao tempo e ao esquecimento. Aquele espaço era riquíssimo em matéria, textura, alguma memória ali esquecida, abandonada, onde paredes, linhas, sombras criavam um diálogo, um elo com a figura dos personagens. A rigidez do concreto confrontando a organicidade dos movimentos, a luz infiltrando os vazios, a música (o ruído) quase audível mesmo em silêncio de toda aquela amplitude arquitetônica. Tudo era parte do retrato. Meu processo nasce dessa busca: unir rigor técnico, leitura antropológica do espaço, sensibilidade estética e intenção narrativa. Toda escolha importa e não há aleatoriedade; existe construção. Olho para essas imagens e vejo mais que divulgação artística. Vejo testemunho de uma época, de uma relação com a cidade, de dois artistas em plena expansão criativa. Vejo a essência do meu trabalho, que é traduzir humanidade em imagem, sem abrir mão da poesia e da contundência. Existe um universo inteiro por trás de cada fotografia, e ele só ganha sentido quando encontra quem olha. A arte Salva!
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1 month ago
Em maio de 2004, fui do RJ até Curitiba com um propósito que ia além da cobertura de um festival. Naquele momento, mantinha o ‘Imagem Zero’, um banco de imagens online onde disponibilizava parte do meu acervo para venda. Meses antes, recebi um e-mail de Paola Wescher, produtora do ‘Curitiba Pop Festival’, interessada em adquirir uma obra minha. A foto, um plano fechado de um baixista em cena, no peito, a tatuagem “rock n roll”. Lugar de fotografia é no papel. Combinamos a produção do print e, no mesmo movimento, surgiu o convite para cobrir o CPF. Embarquei de ônibus na noite do dia cinco. Cheguei pela manhã do dia seis. Dormi em um estúdio de gravação, reorganizei o corpo e, no dia seguinte, segui para a arena. Cheguei cedo. A prioridade, então, não era o palco, era o encontro com Paola. Na sala de imprensa, nos encontramos. Conversamos longamente sobre música, fotografia e expectativas. Entreguei a ampliação em mãos. Paola abriu um sorriso largo ao ver o print e disse que a imagem ocuparia um lugar especial em sua casa. Antes de qualquer clique naquele festival, a fotografia já havia cumprido outro papel. Deixava de ser apenas registro para se afirmar como circulação real entre pessoas, documento de época, história impressa. As imagens deste carrossel pertencem a esse tempo. Mais do que lembrança, são parte de uma trajetória de 27 anos dedicados à fotografia. O festival aconteceu nos dias 7 e 8 de maio, na Ópera de Arame, reunindo uma programação que atravessava a cena local, nacional e internacional, com nomes como Teenage Fanclub e o retorno do Pixies aos palcos. Lineup CPF 2004 Dia 7: No Milk Today, Kingstone, Pipodélica, Íris, Sonic Jr, Hell on Wheels, Teenage Fanclub Dia 8: Tarja Preta, Poléxia, Grenade, Excelsior, Autoramas, Pelebroi Não Sei, Ludov, Relespública, Mombojó, Frank Jorge + Flu + Wander Wildner, Pin Ups, Pixies A arte salva
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1 month ago
Pedra de Guaratiba, 1999 a arte salva Original em filme reversível Fuji Velvia 50
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1 month ago
Basílica de Aparecida/ SP filme reversível Fuji Provia 400, puxado 1 ponto ISO 800) © Moskow 1999 a arte salva
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1 month ago