O Santo: Benedito Santana Nogueira.
Nascido no Complexo da Cauré, Benedito, carinhosamente chamado de Bené, desde cedo mostrava sua luz no olhar. O menino que cativava todos à sua volta era o mais responsa da Cauré; os mais velhos, sempre impactados por sua presença, diziam que ele era o “Menino que fez Deus sorrir”.
Bené, desde pequeno, era um verdadeiro bom malandro: sempre elegante, impecavelmente vestido, cheiroso, com papo afiado e jogo de cintura que encantava quem estivesse por perto. Aprendeu cedo a benzer, a rezar e a se portar com malícia e respeito — um malandro de alma pura, daqueles que sabiam a hora certa de sorrir, de conversar, de ajudar e de se divertir sem perder a honra. Era o tipo de garoto que, mesmo aprontando pequenas traquinagens, conquistava o respeito e a admiração de todos.
De dia, era devoto: ajudava nas missas, carregava imagens em procissão, andava sempre com seu terço e tinha uma reza pronta na ponta da língua. Para ele, fé, reza e ervas eram ferramentas para enfrentar o mundo, pois Bené era tão puro e protegido que ninguém ousaria fazer-lhe mal.
De noite, se transformava em um autêntico boêmio. Conhecido nos bares, amante da ginga e de um bom samba de malandro, seu riso preenchia mesas e iluminava corações. Sua luz era tão forte e contagiante que, sempre que o viam dançando e bebendo, as pessoas comentavam: “Vem coisa boa por aí”. Bené era sinal de bons agouros e alegria garantida.
Para Bené, a vida era feita de fé e samba. O copo de cerveja nunca anulava a vela acesa; pelo contrário, ambos completavam o poder da sua existência - a malandragem sábia e a pureza do coração caminhando lado a lado.
Créditos:
Arte e concepção:
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Direção criativa:
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