🚨 SAIUUUUUUUUUU! 🚨 O disco mais esperado dos últimos anos está entre nós! Estão preparades? 😍
Moon Kenzo, a bela dama amarga e intacta, acaba de lançar seu primeiro disco, “𝗔𝗠𝗔𝗥𝗚𝗔”! 🎶🔥
Ouça agora! Link na bio!
📌 APOIO
Este projeto foi aprovado no Edital FUNARTE RETOMADA 2023 - MÚSICA.
#MoonKenzo #Funarte #Circulação #Música #cantora
Clipe de CAPITAL será lançado no dia 15/06 no YouTube 🫶🏾
🎬 • SOBRE O VIDEOCLIPE
O clipe de Capital é sobre afetos proibidos, seja pelo fator social ou seja pelo cotidiano de luta. Amor é uma linguagem esquecida por corpos como o meu, essa videoclipe é pra nos lembrar que o amor acontece nas entrelinhas, nos olhares e toques, não está proibido pra nós. Por enquanto, fiquem com o card feito por @monstrava .
🎶 • SOBRE A MÚSICA
"Capital" foi a última música escrita para o disco AMARGA, inspirada pela ideia de incluir um Slow Blues na tracklist. Surgiu durante um ensaio cancelado em Fortaleza, onde a frase "Eu não vou pra Capital..." gerou a narrativa mística de criar uma contranarrativa, um contracaminho, um contra-feitiço que aponta apenas uma única saída.
Essa música trata de mulheres nunca sendo amadas, sempre sendo as madrinhas, nunca as noivas. Habita nesta música, influências de Etta James, Billie Holiday e Nina Simone misturadas com tons atuais de Arctic Monkeys e Black Pumas. Co-composta por Moon Kenzo e Jandê, com Izma Xavier no baixo, Susannah Quetzal e Gegê Teófilo nas guitarras, este último também atuando como produtor e arranjador.
📽️ • LANÇAMENTO
O clipe estará disponível no canal de Moon Kenzo no dia 15 de junho (sábado) no youtube a partir das 19 horas.
💰 • APOIO
Projeto financiado pela Secretaria da Cultura e Turismo de Sobral com recursos provenientes da Lei Federal Complementar Nº 195/2022 - Lei Paulo Gustavo, de 22 de Julho de 2022.
#Capital #MoonKenzo #youtube
𝗔 𝗘𝗦𝗣𝗘𝗥𝗔 𝗔𝗖𝗔𝗕𝗢𝗨!!
Os EPS INVIDIA e SANHA, finalmente estão disponíveis nas plataformas digitais. Link na Bio! 🫶🏾
🎶 • SOBRE O EP INVIDIA
INVIDIA é a segunda de três partes que precedem o disco "AMARGA". Em outras palavras, INVIDIA é inveja: inveja dos amores que eu nunca tive e dos sentimentos que não foram permitidos sentir. É a inveja de viver grandes amores, de sentir-me amada, segura e plena. INVIDIA aborda a ausência, solidão, esse espaço vazio que a vida impôs sobre as relações humanas, pessoais e interpessoais em que estive.
🎶 • SOBRE O EP SANHA
SANHA é ira. SANHA é raiva e ódio. SANHA é a terceira parte que precede o lançamento do disco "AMARGA".
Este EP também aborda política, reflete sobre o sentimento de estar à margem da sociedade. Este pilar da política dentro do "AMARGA" é permeado por um ódio revolucionário, um ódio que organiza e motiva a ação. É um ódio político, que, embora se manifeste em vários aspectos emocionais e formas diversas, é na esfera sociopolítica que encontro minha maior vontade de me organizar, de ser mais felina, violenta e direta na construção da persona "AMARGA".
🎼 • LANÇAMENTO
Ambos os EPS já estão disponíveis nas plataformas digitais!
💰 • APOIO
Projeto financiado pela Secretaria da Cultura e Turismo de Sobral com recursos provenientes da Lei Federal Complementar Nº 195/2022 - Lei Paulo Gustavo, de 22 de Julho de 2022.
#EPS #MoonKenzo #musica
Quem não se lembra daquele momento épico em Abril de 2026? Em plena Feixe de Fogo Worldwide Tour em Fortaleza, BUHR convida uma anônima para uma performance digna de estrela. Até hoje, a identidade da ‘Participação Soberba’ permanece um enigma. Quem era ela? Onde vive? Como se alimenta? Como produz arte? Mistérios da música autoral do Nordeste que permanecem guardados a sete chaves.
Te amo Panterona 🌹 @_buhr_
Não adianta chorar, não adianta gritar
Não adianta, não adianta
Tudo que se quer, tudo que se ama
A vida nos dá, o problema é encontrar…
Seja feliz Serena, eu imploro ❤️
Feliz 2.9 🌹
Que as águas de março tenham lavado minhas feridas pungentes e inflamadas. Sinto nos ossos que o período de reclusão está se esgotando. O ciclo encerra para que outro nasça. Finalmente abandonar os escombros da destruição interna.
Não se prender ao que era: recrie, repense, reexista.
Que eu não esqueça de nada do que aprendi. Que Deyse me guarde da imbecilidade dos homens e me liberte dos pesos e mortos do passado. Que eu atravesse invisível o vale dos imundos, pois eu descanso na sombra da minha própria integridade.
Março de chuvas, trovões e mistérios.
Sigo acreditando em mim e nas magias que nos conectam e nos conduzem.
Hora de sorrir e acenar de novo.
Pedi caminho, me recuso a não caminhar.
Tem estado muito frio, mais frio do que eu gostaria de admitir, mover-se com saudade e medo mas mover-se.
Fevereiro, de folia e de avaria.
Aliviar os pesos do ontem, mirando no próprio norte.
Não há pressa de chegada, só a teimosia da partida.
Entre o que finda e o que vinga, escolho ir.
Sem donos, sem amarras, por fim, contemplada.
O que o tempo não corrói, ele revela.
Nas constantes horas entre a ânsia de ser grande e o fracasso de ser humana, sempre me encontro sozinha, pensando e planejando meu próximo passo.
Esses dias, eu não precisei dar um passo, precisei olhar para trás e por cima do ombro. Enquanto todos se reuniam na entrada da casa, decidi, depois de meses tentando parar, que ia fumar um cigarro no quintal da casa dos meus avós. Me encostei na pia onde todos os netos foram banhados, olhei para o grande espaço vazio que ficou depois que cortaram a goiabeira. Olhei mais à frente e vi a porta de onde agora era a oficina de marcenaria do Vô, mas que era o mesmo quartinho onde meu pai morou com minha mãe, com a mulher depois dela e a depois dela... onde o Cabeção morou com a Cilana.
Lembrei do cheiro. A casa tinha cheiro de madeira cortada em quase todos os cômodos, menos na cozinha. Lá, tinha cheiro de tempero na hora do almoço e café passado na hora. Não tinha prato para todo mundo, mas a gente sempre revezava, todo mundo comia. Muito ou pouco, todo mundo comia. Lembrei do cheiro da cabeça da Vó e da Tia Dudu, do cheiro de sabão de coco.
Terminei meu cigarro, passei pelo corpo do Vô no corredor de entrada, me despedi com o que tinha, honestidade e coragem, e fui embora. No dia seguinte, o enterramos. Na hora do último adeus, os mais próximos não aguentaram. Perto da Vó Totó, o Vô Raimundo, enfim, descansou.
Voltamos para a velha casa. Sempre que possível, eu olhava em volta e me via criança, crescendo... na TV de tubo, nas hoje plantas mortas, nos altares de Nossa Senhora, nos crucifixos e fotos das paredes. Eu paguei meu preço por ser quem eu sou. Espero poder envelhecer, ver minhas sobrinhas crescerem, mesmo que de longe. Quero ser uma boa ancestral: uma velha sábia que mora distante da cidade, onde minhas irmãs possam levar suas crias, onde eu possa cuidar das minhas plantas e, quem sabe até, dar sobrinhos às minhas irmãs. Que o mal nunca me encontre e que eu possa ser abrigo para quem eu quero tanto proteger.
Que o tempo sempre seja soberano.
Janeiros em silêncio.
Cínico ou pacífico, institucional e civil.
Sem convite, sem diálogo.
Moon? Não me chame.
Janeiro de inércia, vazia, constante, assombrosa.
Fevereiro será barulhento e vou me prender a ouvir.
Janeiro ensinou: não há nada a ser dito.
Que a ação se imponha para que não haja a reafirmação da fala.
Feliz Ano Novo Filhas e lembrem-se, se não forem uma vagabunda cretina falsa e imunda, a mãezinha estará sempre com vocês ✨ ✨Sejam Felizes ✨✨✨
Por aqui, só boas energias ✨✨