Hoje celebramos aquelas que tecem cuidado, memória e resistência em cada gesto.
Neste Dia das Mães, honramos as mulheres indígenas que sustentam seus territórios, suas famílias e suas ancestralidades com força, sensibilidade e sabedoria.
Que o amor, o afeto e a presença dessas mulheres sigam florescendo através das gerações. 🤍
📷 @stressmenezes
Para celebrar o mês das mães, o Coletivo Moingobé preparou uma ação especial 🤍
Até domingo (10/05), todas as peças do nosso catálogo estão com 10% OFF.
Uma oportunidade de presentear com artesanias feitas à mão, valorizando saberes ancestrais, territórios e o trabalho de mulheres indígenas artesãs.
Neste 1º de maio, o Coletivo Moingobé e a Associação AMATÜ convidam à reflexão sobre o que entendemos por trabalho.
O ofício da artesã indígena não se limita à produção de peças. Ele envolve saberes transmitidos entre gerações, relações profundas com o território e um conhecimento construído a partir da prática, do tempo e da coletividade.
Ainda assim, esse trabalho permanece, muitas vezes, invisibilizado e desvalorizado.
Reconhecer o ofício da artesã é reconhecer também sua dimensão econômica, cultural e política. É afirmar que esses saberes são fundamentais para a continuidade das culturas indígenas e para a construção de outras formas de existir e produzir.
Neste dia, reafirmamos a importância de valorizar, respeitar e fortalecer o trabalho das mulheres indígenas, que sustentam, com suas mãos e seus conhecimentos, práticas que atravessam o tempo e projetam futuros.
Último dia de Feira na Foz
das 10h às 19h, no Museu do Estado de Pernambuco.
O Coletivo Moingobé está por aqui, trazendo a economia criativa indígena em peças feitas à mão, conectadas aos territórios e aos saberes das mulheres que criam.
Um convite para conhecer de perto nosso trabalho. 🤍
Neste final de semana, o coletivo Moingobé chega à Feira na Foz com peças que nascem do encontro entre mãos, território e ancestralidade.
Brincos, colares e outras criações artesanais, produzidas por artesãs indígenas de diferentes territórios, de Pernambuco à Amazônia. 25 e 26 de abril, das 10h às 19h
📍 Museu do Estado de Pernambuco
Av. Rui Barbosa, 960 – Graças
DOMINGO NO MAMAM
Saberes Ancestrais em Diálogo Contemporâneo
Uma vivência entre artes, oralidades e territórios indígenas
O Coletivo Moingobé promove um intercâmbio cultural reunindo artistas indígenas do Amazonas e de Pernambuco, com participação de Rose Tikuna e do Grupo Naaxia Fulni-ô. A atividade propõe o compartilhamento de saberes tradicionais, como a cestaria indígena, a dança cafurna e a preservação da língua Yathê, fortalecendo o diálogo entre diferentes povos originários.
Além das apresentações e conversas, haverá exposição e venda de artesanato indígena.
Local: Rua da União, 88
Entrada gratuita
Indicação: Livre
Subir na árvore, retirar a matéria-prima, preparar a fibra… cada etapa carrega um saber inseparável do território.
É assim que o artesanato nasce: como continuidade da vida, da memória e da relação com a terra.
Nos dias 30 e 31 de março, aconteceu a oficina de escultura em madeira na sede da associação Amatü, ministrada pelo artesão Justiniano Ticuna.
Tivemos a honra de contar com a presença de diversos jovens da comunidade, tornando esse encontro um importante espaço de troca intergeracional, onde saberes tradicionais são compartilhados, fortalecidos e reinventados coletivamente.
Essa ação contou com o apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do edital de apoio a espaços culturais no estado do Amazonas.
Ontem, 27 de março de 2026, teve início a oficina de grafismo no pacará, realizada na sede da associação Amatü, em Benjamin Constant (AM).
Ministrada por Maura e Guita, artesãs da Amatü, a oficina reuniu jovens e artesãs em um potente intercâmbio de saberes, fortalecendo a transmissão dos conhecimentos tradicionais Tikuna por meio da aprendizagem de novas padronagens e de seus significados.
Com 25 anos de existência, a Amatü segue sendo um importante espaço de fortalecimento cultural, onde os saberes ancestrais são compartilhados entre gerações, garantindo sua continuidade e reafirmando a identidade do povo Tikuna.
A atividade integra ações de fortalecimento de espaços culturais, em diálogo com a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), no estado do Amazonas.
Mais do que decoração: história, cultura e saber ancestral.
Valorizar o trabalho manual e o artesanato indígena é também reconhecer e fortalecer os povos originários. 🌿
Hoje, no Dia da Artesã e do Artesão, celebramos mãos que sustentam modos de vida, territórios e relações profundas com a floresta. Apresentamos Clementina, vice-coordenadora da AMATÜ, Associação das Mulheres Artesãs Ticunas de Bom Caminho.
Seu fazer nasce de uma relação de cuidado com a terra e com os ciclos da natureza. O arumã, matéria-prima de seus cestos, surge de uma planta que depende de condições específicas da floresta, como a luminosidade, os períodos de inundação e o manejo cuidadoso de seus talos para continuar existindo e se regenerando.
Ao coletar, preparar e trançar o arumã, Clementina mobiliza um conhecimento que articula técnica, tempo e responsabilidade ecológica. Trata-se de um saber que compreende quando cortar, como manejar e de que forma garantir que a planta siga brotando, estabelecendo um equilíbrio entre uso e continuidade que atravessa gerações.
Entre seus fazeres artesanais, destacam-se os cestos de palha de arumã, cujas tramas carregam uma complexa rede de relações entre floresta, cultura e vida social. O artesanato, nesse contexto, é também prática de manejo, estratégia de subsistência e expressão de identidade coletiva.
O trabalho de Clementina revela que cada peça nasce de um território vivo, onde natureza e cultura não se separam. É por meio de suas mãos que se mantém um modo de existir que afirma a continuidade do povo Ticuna, em diálogo constante com a floresta.