Minha grande amiga dessa e de todas as outras.
(ou)
“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.”
(e ainda mais, mas opcional)
“Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que um pássaro sem voos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.”
cabeça, tronco, membros, teatro.
começo fim de teatro tarde ano de chuva e notas lá no alto lá no alto como quem nada café pão buscando ensaiando um fim de peça que conte que fique depois que acaba no O que é das coisas e possíveis outros - pra isso, não esquecer, ver teatro com o ouvido no peito, não, melhor peito e ouvido e olhos por todo o corpo aconteceu mais cedo nesse dia quase sem perceber a beleza de tão cotidiana mas em tempo de perceber sempre perceber não deixar de perceber inquietar SI à beleza à graça à dor de tudo a grande desculpa do teatro amar encostar insistir nas coisas gentes, isto é a glória da vida.