Mateus Bayer

@mateus.bayer

Doutor em Psicologia pelo PPGP-UFRJ. Perfil dedicado à comunicação de atividades profissionais.
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Oi, gente! Este aqui é um perfil de comunicação profissional para que todas as pessoas possam ter um acesso mais direto aos trabalhos realizados por mim e pelos grupos a que me associo. Espero com isso que algumas redes de interesse possam se formar...nada mais é do que uma aposta! Que todas as pessoas possam se sentir bem-vindas aqui!
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5 months ago
#AnoteNaAgenda: Na próxima terça, 19/5, os pesquisadores Fernanda bruno e Mateus Bayer se encontram na Livraria Leonardo da Vinci (@livrarialeonardodavinci ) para conversar sobre “ O que é a crítica?”, último lançamento de Michel Foucault, para  dar início às celebrações de 100 anos do filósofo. O livro reúne duas conferências – “O que é a crítica?”, de 1978, e “A cultura de si”, de 1983, – em que Michel Foucault retoma a ideia de “crítica” a partir de um texto de Kant, “O que é Aufklärung?” (“O que é Esclarecimento”). ⁠ ⁠ Conheça os convidados:⁠ ⁠ Fernanda Bruno (@febr )  é professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura e do Instituto de Psicologia da UFRJ. É coordenadora do MediaLab.UFRJ, pesquisadora do CNPq e membro-fundadora da Rede latino-americana de estudos em vigilância, tecnologia e sociedade/LAVITS. Foi pesquisadora visitante na Sciences Po, Paris (2010-2011) e no Departamento de Humanidades Digitais do King’s College, Londres (2019-2020).  ⁠ Mateus Bayer (@mateus.bayer ) é doutor em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRJ, onde atuou junto à linha de pesquisa “Processos Psicossociais, Históricos e Coletivos”. Recentemente iniciou junto a equipe o projeto de organização e tradução dos cadernos e folhetins do Grupo de informações sobre as prisões (GIP) – grupo ativista que Michel Foucault integrou vivamente no início dos anos 1970.⁠ ⁠
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2 days ago
Amanhã estarei na UFPA para falar um pouco sobre as transformações na trajetória foucaultiana no final dos anos 1960 e do importante papel que seu período de estadia na Tunísia teve nesse processo. É muito impressionante o fato de que Foucault tenha abandonado as 660 folhas manuscritas (frente e verso) que estava preparando para o que viria a ser o livro "Arqueologia do saber" (1969) e reescrito inteiramente um texto novo em seus anos tunisianos. Apresentar algumas linhas gerais dessa poderosa inflexão e as suas implicações para os anos posteriores da trajetória foucaultiana será o objetivo dessa fala de amanhã. Estarei muito bem acompanhado pelo prof. Ernani Chaves (@ernanipinheirochaves ) e pela profa. Flávia Lemos (@flavialemos01 ). Até lá!
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3 days ago
Lançamento em Belém: Terça, 12/5, teremos uma conversa com dois especialistas sobre o livro "O que é a crítica?" na Livraria Travessa (@travessia.livraria ) para dar início às celebrações dos 100 anos de Foucault (e de 50 anos da visita do filósofo à Belém) em grande estilo!⁠ ⁠ O livro reúne duas conferências – “O que é a crítica?”, de 1978, e “A cultura de si”, de 1983, – em que Michel Foucault retoma a ideia de “crítica” a partir de um texto de Kant, “O que é Aufklärung?” (“O que é Esclarecimento”). ⁠ ⁠ Conheça os convidados:⁠ ⁠ Ernani Chaves (@ernanipinheirochaves ) é Professor Titular da Faculdade de Filosofia e foi Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Pará (2010-2013 e 2021-2025). É também Professor Permanente no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFPA. ⁠ ⁠ Mateus Bayer (@mateus.bayer ) é doutor em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRJ, onde atuou junto à linha de pesquisa “Processos Psicossociais, Históricos e Coletivos”. Recentemente iniciou junto a equipe o projeto de organização e tradução dos cadernos e folhetins do Grupo de informações sobre as prisões (GIP) – grupo ativista que Michel Foucault integrou vivamente no início dos anos 1970.⁠ ⁠ Marque aqui quem não pode ficar de fora!
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9 days ago
Essa semana lançamos o segundo volume do dossiê comemorativo de 50 anos de “Vigiar e Punir” pela revista Mnemosine da UERJ. Nele, contribuí com um artigo a respeito das relações entre a genealogia e a militância política de Michel Foucault, além da revisão técnica da tradução feita por Laura Lessa (@laura_lessa ) e Maria Zaú (@psimariazau ) de um trecho dos cadernos do Grupo de Informações sobre as Prisões (GIP) – grupo militante em que Foucault participou ativamente. Até onde nossa busca alcançou, essa parece ser a primeira tradução de um arquivo do GIP que temos no Brasil*. Escrevemos um texto de apresentação para a tradução intitulado “A tomada da palavra”, onde buscamos situar ponto por ponto o que está em jogo. Todo esse material envolvendo o GIP é, sem dúvidas, também uma forma de homenagearmos a professora Heliana Conde, que nos deixou faz pouco tempo e que foi tão importante para a revista Mnemosine. Se não fossem as aulas de Heliana, provavelmente nós não teríamos acesso a esse material e a toda dimensão histórico-política que envolve a atuação do GIP. Por fim, o dossiê ainda conta com artigos de César Pessoa Pimentel, Arthur Arruda Leal Ferreira e uma tradução para o espanhol de um texto recente de Vinciane Despret. Para quem se interessar, o link do dossiê estará na bio e fixado nos destaques. * consultamos Phillipe Artières (um importante ator para a organização desses arquivos) a respeito de traduções do material do GIP para o português e ele relatou também não ter ciência de nenhuma tradução anterior a essa. Sobre o “Grupo de informações sobre a saúde” (GIS) – movimento próximo ao GIP e que Foucault também participou ativamente – temos a importante tradução feita por Heliana Conde e Alessandro Franscisco lançada na revista Ecopolítica em 2016 e que indicamos ao final da apresentação.
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1 month ago
Semana que vem tem dose dupla de lançamentos pela @ubueditora no Rio! “O que é a crítica?”, de Michel Foucault, faz parte da série de inéditos do autor no Brasil que a editora tem publicado nos últimos tempos. Estarei nessa junto com Claudio Medeiros (@medeirosclaudio1 ) e Arthur Arruda.
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5 months ago
Oi, gente! Passando aqui rapidinho pra deixar esse recado! Chega mais!
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8 months ago
Hoje faz 30 anos da morte de Francesc Tosquelles, psiquiatra e revolucionário catalão ao qual dediquei um capítulo de minha tese. Considerado uma figura fundadora da psicoterapia institucional, Tosquelles e sua trajetória nos permitem compreender como a politização da subjetividade no Ocidente esteve historicamente ligada a batalhas reais contra a ascensão nazifascista. Aliás, este é o argumento que defendo na tese: o de que o domínio que chamamos hoje de "produção de subjetividade" tem sua formação nos campos de batalha das grandes guerras do meados do século XX, quando psicólogxs, psicanalistas e psiquiatras converteram seu ofício numa arma de luta. Em breve estará disponível no banco de teses e dissertações da UFRJ. No momento em que sua obra começa (enfim!) a ser publicada no Brasil, retomar a história de Tosquelles a partir de suas lutas é de fundamental importância para não esquecermos que nosso ofício "psi" é, antes de tudo, uma forma de combater.
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1 year ago
"Quando se fala dos palestinos implicados na resistência, fala-se de resistência popular levada a cabo seja por jovens de Jerusalém, seja por pessoas que resistem de maneira mais formal, como em Gaza… As considerações não são financeiras e não seguem um cálculo, cálculo de vidas perdidas, cálculo de prejuízos econômicos, cálculo de vantagens possíveis… Não, as razões são psicológicas. Os palestinos são atacados em sua dignidade e em suas convicções profundas, em sua crença — não falo de religião institucional, mas da crença em seu direito a essa terra. Por isso é difícil gerir a resistência do povo palestino. Pois conforme um cálculo dos riscos, os israelenses não podem esperar uma tal resistência da parte dos palestinos, pois a diferença é enorme, Israel tem um poder e meios imensos… Hoje, Gaza se tornou um espaço de guerra sem saída… 160 aviões militares sobrevoaram a faixa de Gaza. Eles podem demoli-la inteiramente, vimos isto em 2014. Há também uma diferença no número de mortos entre israelenses e palestinos: em 2014 os bombardeios israelenses mataram mais de 2000 pessoas, ao passo que do lado israelense houve uma dezena de mortos… E não obstante, isso continua, esse confronto mortífero para os palestinos… Pois os aspectos psicológicos são muito importantes. A importância da justiça, da dignidade humana… Através da resistência, os palestinos retomam sua capacidade de agir. Eles recusam ser reificados e desumanizados, eles exercem sua subjetividade… Se não se compreende isso, os atos palestinos parecem insensatos. Por isso a resistência palestina permanece incompreensível para muitos poderes, para muita gente que toma decisões na esfera internacional… Eles pensam que são atos suicidários, que os palestinos trazem a catástrofe neles mesmos… Mas há aspectos psicológicos decisivos. E é através de uma resistência conduzida por alguns indivíduos ou grupos, que tem por efeito reconstruir a humanidade e a dignidade do povo palestino." (Samah Jabr, presidente da Unidade de Saúde Mental do Ministério da Saúde da Palestina, em "Palestina: resistência como terapia").
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2 years ago
A história da psicoterapia institucional passa por um momento de reformulação. As recentes organizações dos arquivos de Saint-Alban por ocasião das novas exposições artísticas referentes à trajetória de Tosquelles levantaram novas questões até então negligenciadas. É o caso da participação das mulheres na construção dessas experiências. Quanto a isso, uma das referências utilizadas no curso “Introdução ao movimento da Psicoterapia Institucional” é o artigo de Joana Masó, o qual deixo aqui o resumo e a indicação para quem se interessar. É um artigo de difícil acesso, pois ainda muito recente. Agradeço a @luizabrilhante por ter me permitido acessá-lo. Título: Do coletivo com as mulheres: Cuidados e política em torno do Hospital Psiquiátrico de Saint-Alban, 1930-1960. Resumo: O hospital de Saint-Alban-sur-Limagnole, em Lozère, é um dos lugares onde, entre os anos 30 e 60, desenrolaram-se práticas psiquiátricas experimentais a uma só vez políticas e artísticas, em particular sob a direção do psiquiatra catalão exilado François Tosquelles. Nesta história, que se tem convertido em mítica, a presença de grandes homens tem frequentemente eclipsado, por um lado, o hospital como lugar de vida e de cuidados coletivos e, por outro, o trabalho das mulheres que delinearam seus novos contornos. Este artigo segue os passos de mulheres cujo papel tem sido ocultado na transmissão da psicoterapia institucional e da “geo-psiquiatria”: psiquiatras, como Agnès Masson e Germaine Balvet, assim como trabalhadoras sexuais e freiras que nesse momento foram reconhecidas plenamente como enfermeiras. Assim, Tosquelles pôde recorrer não só à sua experiência como psiquiatra durante a Guerra Civil espanhola, como também às práticas institucionais e terapêuticas destas mulheres. Se trata, pois, de resgatar uma parte da história reprimida da psiquiatria a partir da maneira com que elas tiveram que encarnar o cuidado político. Link: /revue-cahiers-du-genre-2022-2-page-233.htm Título original: Du collectif avec des femmes: Soin et politique autour de l’hôpital psychiatrique de Saint-Alban, 1930-1960. * contém texto alternativo. ** legenda da foto fixada nos comentários.
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2 years ago
Em parceria com a Ubu Editora (@ubueditora ) nós conseguimos descontos de 25% nos livros de Fanon para todas as pessoas que se inscreverem no curso “Introdução ao movimento da Psicoterapia Institucional” que começa neste dia 14 de Setembro! “Pele Negra, Máscaras Brancas” e “Alienação e Liberdade: Escritos Psiquiátricos” são parte importante da bibliografia, visto que não só trazem registros dos movimentos de Fanon pelas teorias psiquiátricas da época, como também apresentam seus movimentos de filiação e distanciamento da Psicoterapia Institucional. Por exemplo, na foto vemos um frame de uma das raras imagens filmadas que temos de Fanon. Ela foi gravada por Francesc Tosquelles por meio de uma câmera de 8mm no Congresso de Médicos Alienistas e Neurologistas da França e dos Países de Língua Francesa, realizada na localidade francesa de Pau, em julho de 1953. Nesse congresso, Fanon apresentará trabalhos assinados com Tosquelles e com Maurice Despinoy (ambos supervisores de sua residência em Saint-Alban). Todos esses trabalhos passaram a estar disponíveis ao público brasileiro a partir da publicação de “Alienação e Liberdade”, assim como os primeiros textos em que Fanon, a partir de sua experiência argelina no hospital de Blida, opõe-se a Tosquelles. Abordaremos com detalhes essas questões no curso! Até lá! *contém texto alternativo.
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2 years ago
Sobre a imagem de capa do curso "Introdução ao movimento da Psicoterapia Institucional": escultura em madeira e diversos materiais de Auguste Forestier. Sem título, 1934-49. Nascido em Lozère, na França, Forestier foi internado no hospital de Saint-Alban em 1914, na altura de seus 27 anos, após ter feito um trem descarrilar. A problemática apropriação das obras de Forestier e outros "enfermos-artistas" por expositores de arte e pelo que ficou conhecido como "Art brut" foi alvo de intenso debate crítico. Por exemplo, em sua tese doutoral defendida em 1950, Jean Oury demonstrava justamente uma preocupação a respeito da separação dessas obras das circunstâncias "vivas" da sua realização. O sofrimento e o sentimento de expropriação que isso podia causar em alguns artistas era por ele destacado como uma pauta fundamental desse debate. A passagem de Éric Fassin e Joana Masó a seguir em "Art brut i apropriació cultural" (2021) também é elucidativa a este respeito: "A apropriação cultural [dessas obras] consiste em sua conversão em obras de arte que pertencem a uma coleção, borrando os contextos de dominação e desigualdades nos quais foram produzidas". [continua nos comentários] *contém texto alternativo.
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2 years ago