Atenção pessoal porque o nível de energia acabou de subir. 🔥 Os Vaiapraia estão confirmados e vêm prontos para deitar o palco abaixo. Preparem se para o moche para o suor e para cantarem até ficarem sem voz. O Indie Music Fest não seria o mesmo sem eles. Quem é que já tem o bilhete na mão? 🎪🤘
Em 2020 comecei a juntar músicas para um futuro primeiro album. Na altura era uma ideia megalómana com 20 tracks e vários features.
o disco foi ganhando forma à medida que a vida foi acontecendo, entre confinamentos, outros trabalhos, batalhas de saúde mental e até mesmo a perda dos projectos das músicas.
‘Bejaflor 3’ é um microcosmos de conflitos interiores e exteriores, de sair/voltar a casa, do isolamento social e crescimento pessoal.
Obrigado ao @rodcastano por me ajudar a produzir e recuperar boa parte deste disco. A @filipesambado tem um verso na ‘E quê’ muito divertido de se fazer e deu um toque em alguns dos masters
Aos meus pais, à @1m1ana1 , à @lun2mun , à @ivy0neta e à @xaulawra por estarem cá para mim
8 (Um Oceano de Lágrimas) do meu disco 5678 lançado em Março.
O António Variações sugeriu esta imagem duma moldura espacial onde caberia um mundo de influências na sua obra. Eu penso na dimensão de sofrimento que contém o oceano que separa estes dois lugares.
5678 é um reencontro com um passado reconstruído e num lugar de agora. É uma ida às compras e ao café numa solidão incapacitante, num lugar de memória duma prática emparelhada, que agora se faz na alienação de tudo o que me rodeia. Antes fazíamos a dois agora não há ninguém, nem a mim me tenho, já não me encontro.
Na estação de serviço da A5 há um Lidl, um Mac Donalds, Via Verde, My Force, uma Farmácia, um laboratório de análises, um hotel, um miradouro natural para o Bugio, mas não há nada para a vida que morreu em mim. E agora sempre que voltar a este sítio lembrar-me-ei de ti (são vários tis, todos os tis) até que essa lembrança se dilua em todas as recordações bonitas e feias de todas as relações que em mim são uma experiência una, onde sou o único denominador comum.
A flor que aparece aqui é um pequeno gerânio.
Deixo aqui a letra completa:
Aqui faz sempre tanto frio
Entre vultos e silhuetas
Eu miro-te ao fundo no Bugio
Aqui perco-me em etiquetas
Pregado, robalo, safio
Douradas quietas
Vou tarde, no fio
Destas dores secretas
Entre Nova Iorque e a Sé de Braga há um oceano
De lágrimas e aziaga por vários anos
De tumultos e desgraça
De ruínas nos meus planos
Qualquer coisa que tu faças
Tanta mágoa, tantos danos
Não vejo nada a olhar pra tudo
Vejo-te em tudo, vejo-te em tudo
O frio que eu sinto aqui
E só levo um balde de grego
Uma iceberg e um skyr
Vísceras em desassossego
As vezes em que eu penso em ti
As vezes em que tudo ficou azedo
Ainda compro o que compravas pra mim
Apodreceu tudo neste arredo
Entre Nova Iorque e a Sé de Braga há um oceano
De lágrimas e aziaga por vários anos
De tumultos e desgraça
De ruínas nos meus planos
Qualquer coisa que tu faças
Tanta mágoa, tantos danos
Não vejo nada a olhar pra tudo
Vejo-te em tudo, vejo-te em tudo
DADA // Fechado em Casa
em streaming e no bandcamp
Bejaflor 3 > 8 de Maio
com a ajuda de @rodcastano na produção e mistura e de @filipesambado na masterização
ALERTA LISBOA
Próxima sexta-feira dia 3 DE ABRIL estamos na Bota dos Anjos para dançar convosco!
Apareçam! Vai ser divertido :)
bilhetes já disponíveis através do link na nossa bio!!
Abracitos,
Marquise
Vida Salgada de @filipesambado editado em CD pela primeira vez, numa parceria Revolve/Maternidade. Disponível a preço de lançamento no bandcamp.
Hoje celebramos os 10 Anos de Vida Salgada no @rca_porto - venham cantar connosco.
Telhados de Vidro 2016
Durante esta comemoração de 10 anos do Vida Salgada, além duma reedição física pela Revolve, irei partilhar neste formato caseiro, à semelhança do que fizera antes, realizado na altura pela Ana Viotti (@anaviotti_ , as nove canções do meu primeiro disco, até culminar finalmente nas duas datas comemorativas, a acontecer no Porto no RCA no dia 27 de Março e em Lisboa na Casa Capitão no dia 4 de Abril.
Partilharei numa frequência quase diária com o intuito de recordar estas músicas ❤️
——
Letra
Se há telhados de vidro
Há estilhaços no chão
Estendeu-te a mão um amigo
E tu culpas o puxão
Em manobras de perigo
Ninguém tem razão
Faço o melhor que consigo
Que a força destes laços não são só calores de verão
Foi na brincadeira
Fizemos asneira
Não dá pra negar
Iguais como dantes
As noites errantes
Dão pra tropeçar
Nao há flores pra colher
Nao há flores pra pisar
Não há flores pra colher
Não há flores pra cheirar
Searas de trigo
Curvadas de empurrão
Torcidas de riso
Pela brisa de alguma opinião
Se há mal-entendido
Ninguém tem razão
E o melhor que consigo
É ver da minha janela na tua os meus vidros no chão
Foi na brincadeira
Fizemos asneira
Não dá pra negar
Iguais como dantes
As noites errantes
Dão pra tropeçar
Nao há flores pra colher
Nao há flores pra pisar
Nao há flores pra colher
Nao há flores pra cheirar
Filmado por @rodcastano
6 (O Meu Sangue) - Filipe Sambado
5678 é o meu novo trabalho e surge 13 anos, 3 meses e 27 dias depois do meu segundo EP 1234, neste ano em que celebro 10 anos de Vida Salgada.
Faço de todas as tragédias uma só memória. Em todos os fins sou eu na minha dor e na minha solidão.
Um pedido de desculpa a quem comigo protagonizou as memórias destas canções, lamento profundamente continuar monetizar o vosso empenho, generosidade, amor e no pior o vosso sofrimento.
Um agradecimento muito especial ao Teatro da Garagem e à estação de serviço da A5
Maternidade/Altafonte 2026
5678 tem 7 músicas. Uma introdução contextual, quatro canções que reclamam a continuidade do 1234 regressando e um diálogo com Maurice Ravel em dois andamentos com samplagem do
Piano Concerto in G Major, M. 83: II Adagio assai
Interpretada por Seong-Jin Cho e a Boston Symphony Orchestra dirigida pelo Maestro Andris Nelson.
Não tem mal chorar, mas não dá pra voltar atrás.
Um pedido de desculpa às pessoas que protagonizaram comigo estas memórias que aqui canto, por continuar a monetizar o vosso empenho, generosidade, amor e nos piores momentos sofrimento.
A capa é do @nelson_vassalo
As fotos são do @rodcastano
As canções são minhas e o Rodrigo Castaño foi dando sugestões em áudios de watsapp super valiosos.
Um agradecimento à estação de serviço da A5
Um agradecimento ao Teatro da Garagem ao Carlos Pessoa, à equipa de produção e a todo o elenco do espectáculo O Lidl da Estação de Serviço
Maternidade/Altafonte