Algures em 2023, comecei a escrever um livro nas notas do meu telemóvel. Chamava-se “De onde vêm as minhas roupas?” e contava a história de Aurora, uma menina curiosa que se lançou numa jornada em busca da origem das suas peças de roupa.
Mas esse não é o livro de que vos venho falar hoje. Após meses de e-mails desencontrados, dei por mim a bater à porta da
@penguinlivros e, em conjunto com a
@filipacasqueiro1978 , decidimos que talvez a ficção não fosse o melhor terreno para contar a história que eu procurava. A resposta estava na História com H grande. Afinal, não era eu uma jornalista e investigadora? E não eram os problemas que eu queria destacar o resultado das condições sociais, políticas, económicas e ecológicas que existiam muito para além do reino da imaginação?
Foi assim que comecei de novo. Deixei a Aurora para trás e abracei livros de História, artigos académicos e a ocasional National Geographic. Passei demasiados sábados de manhã fechada em pastelarias por essa Lisboa fora e, de mãos dadas com uma meia de leite, pesquisei, escrevi, reescrevi e editei, até saber citar da ponta da língua os trapos que vestimos desde a Pré-História até à Shein-who-shall-not-be-named.
Entretanto, juntou-se à equipa a
@littleblackspot . A Raquel leu-me, interpretou-me e fez nascer as personagens que outrora só existiam na minha cabeça, e ainda me deu a conhecer outras tantas que nunca pensei poderem existir. O casamento de criatividade(s) é uma coisa muito bonita, e que bom poder vivê-lo com ela.
Com a chegada dos primeiros esboços, comecei a ver a meta. Lá ao longe... Ainda tínhamos inúmeras barreiras para saltar. Felizmente, estava rodeada de mulheres que fizeram tudo o que estava ao seu alcance para que o produto dos meus sonhos literários se tornasse realidade.
O livro “Desfilar pela História” é o resultado desse sonho.
Estará disponível, a partir de dia 20 de outubro, em livrarias por todo o nosso Portugal e online, nos locais habituais.
Resta-me agradecer, do fundo do meu coração, a todas as pessoas que estiveram comigo nesta longa jornada.
Não é por estar à superfície que a moda tem de ser superficial, sabem?