Um pouco do muito que foi a FLAP. Pra mim. Eu escolhi não me dedicar profissionalmente ao mundo da literatura e da escrita. Embora a advocacia criminal caminhe de braços dados com essas duas coisas. Sou muito feliz como advogada. Mas sempre há algo lá dentro que me sussurra, que me provoca, que me cutuca. A literatura e a escrita me constituem também. E organizar essa Festa Literária foi a minha forma de homenagear esse lado em mim. Foi um projeto que nasceu da cabeça do
@pereira_lf - conheço poucas cabeças como a dele - e tinha a pretensão de ser algo bonito. Para a advocacia resgatar o amor pela literatura. Aí o
@guilhermeshibata se juntou a nós - esse leitor entusiasmado que entusiasma a tudo e todos em volta. E veio um time que acreditou nas nossas ideias. Vieram patrocinadores que apostaram no projeto. Vieram autores incríveis que confiaram em nós. Vieram as editoras, os livreiros, os leitores. Veio o Museu do Olho (MON), esse símbolo maravilhoso de cultura que só Curitiba tem. E, quando chegou o dia, nós, que colocamos nosso coração ali e não sabíamos se seria para 4, 40, 400 ou 4.000 pessoas… vimos mais de 10 mil pessoas comemorando a arte, a escrita, os livros, a literatura, a cultura. Foi, pra nós, a realização de algo grandioso. Porque é grandioso pensar, no mundo em que vivemos, quanta gente ainda lê, ainda se importa, ainda está lá para ouvir, para pensar, para debater, para se reunir, para dizer sim para os livros. Foi uma homenagem a toda literatura paranaense e a todos que corajosamente vivem da arte, que organizaram e organizam festas literárias incríveis - antes e depois da gente. Foi algo que fizemos pensando em somar, em proporcionar, em vivenciar. E foi inesquecível. Somos só alegria e agradecimento. E que venha a FLAP 2027.