Mais um single do novo álbum de Ivan Lins, que tive a alegria de produzir: o samba "Diplomação", com participação de Zeca Pagodinho.
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#Repost @selosesc
"Claro que tenho em mim
As marcas dos tempos ruins
Mas sou estudante é da felicidade
Sorrio da lua vir
Me comovo do sol raiar
Brigo na tempesrade" 🎵
Diplomação, um samba que celebra a alegria e beleza da vida em meio aos percalços, é uma das canções de Ivan Lins que compõem Sambadouro, seu álbum em homenagem ao Samba a ser lançado em 2026 pelo Selo Sesc.
Nesta versão, Ivan é acompanhado de um dos mestres em levar a vida com leveza, Zeca Pagodinho.
"Essa gravação com nosso querido Zeca Pagodinho, acho que foi a quarta que fizemos juntos, em estúdio. Nem preciso dizer que o Zeca é um cara muito especial", conta Ivan.
🎧 Ouça Diplomação nas principais plataformas de áudio
#música #músicabrasileira #samba music brazilianmusic
Aí, gente, vocês sabem que o single “Sambadouro” já está no mundo, né? Quem está ouvindo?
O álbum completo chega em breve e, nesse meio do caminho, vamos compartilhar toda a turma que fez parte deste projeto. Além dos músicos maravilhosos, há participações mais do que especiais: Zeca Pagodinho, Xande de Pilares, Mart’nália, Péricles, Ferrugem, Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda. Um time de peso, reunido neste trabalho. 🧡
Mas e aí, gostaram do single? Contem aqui.
EquipeIL
#IvanLins #Sambadouro #SeloSesc
Carnaval
Relicário de uma tradição
Imortal vitória da ilusão
Carnaval, coração...
Bordadeira e carpinteiro
Armam outro Rio de Janeiro
Escultor, artesão
Carnaval passional:
Veias de serpentina
A alma de isopor e purpurina...
Carnaval, missa campal do povo brasileiro
Onde a hóstia sagrada é o pandeiro
Carnaval, celestial império do trambique
Onde o crente idolatra o repique
Rio que passa e que não passou
Chama devassa purificou o meu sentimento
Na contradição de um ritual
Carnaval anormal:
O menino é menina
E o doutor juiz é a bailarina...
O carnavalesco é um deus maldito
E isso é que é bonito: recriar a criação
Pamplona, Julinho, Joãozinho Trinta dão a pinta
Que nada se acaba quando é feito por paixão
Arlindo Rodrigues, Fernando Pinto, isso é lindo!
- das cinzas à Ressurreição!
(Aldir Blanc/Moacyr Luz, Vitória da Ilusão)
Desde a última quarta-feira, o single Sambadouro já está no mundo.
Essa música abre um projeto que eu desejava realizar há muitos anos: revisitar meus sambas com a pulsação do samba de raiz, cercado de músicos que vivem essa tradição com verdade, com história e com coração.
Sambadouro é o começo dessa caminhada. Um trabalho feito com respeito, comprometimento e alegria de finalmente ouvir essas canções do jeito que eu sempre imaginei.
O lançamento é pelo @selosesc e já está disponível em todas as plataformas.
E agora eu quero saber: quem já ouviu? Quem já está com o refrão na cabeça? Me conta aqui o que achou.
Com o lançamento do primeiro single nas plataformas de áudio, divido com vocês a ficha técnica:
IVAN LINS - SAMBADOURO
produzido por Marcus Fernando
gravado e mixado por William Luna Jr
masterizado por Arthur Luna
Cia. dos Técnicos
voz Ivan Lins gravada por Didier Fernan
La Maison Studio
Rio de Janeiro, abril a outubro/2025
produção executiva: João Lins
assistente de produção: Flavio Loureiro
fotos: Monica Ramalho
texto: Hugo Sukman
produção: Girândola Produções
lançamento: Selo Sesc
single
Sambadouro
(Ivan Lins/Vitor Martins)
arranjo: Paulão 7 Cordas
violão: Paulão 7 Cordas
violão 7 cordas: Carlinhos 7 Cordas
cavaquinho: Alessandro Cardozo
baixo: Zé Luiz Maia
bateria: Luciano King
trombone: Fabiano Segalote
percussão: Waltis Zacarias e Pedrinho Ferreira
coro: Ari Bispo, Jussara Lourenço, Karla Prietto e Papau do Salgueiro
#Repost @selosesc with @let.repost
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✨Lançamento✨
Sambadouro é o novo single de Ivan Lins lançado pelo Selo Sesc que antecipa o álbum homônimo do músico carioca.
🎵 Nem vem dizendo que vai
Pois se você for, então não vou
Mas se por força maior
Cê se machucar, aí eu tô 🎶
A canção compõe o álbum que homenageia as raízes do músico e, assim, realiza um sonho do próprio Ivan Lins de fazer um disco só com seus sambas.
Para coroar esse feito, Sambadouro conta com grandes parcerias: Zeca Pagodinho, Xande de Pilares, Mart’nália, Péricles, Ferrugem, Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda nas vozes, além de Paulão Sete Cordas, Carlinhos Sete Cordas e Rafael dos Anjos nos arranjos. A produção musical ficou por conta de Marcus Fernando.
Vai curtindo o single enquanto espera pelo álbum completo 👀
🎧 Ouça Sambadouro nas principais plataformas de áudio
#música #músicabrasileira #samba #ivanlins
Amanhã estará disponível nas principais plataformas de áudio o primeiro single do novo álbum de Ivan Lins, que tive a alegria e a honra de produzir.
“Sambadouro", parceria com Vitor Martins, é inédita na voz de Ivan, dá nome ao disco e ganhou um arranjo do craque Paulão 7 Cordas.
... ANDO MEIO DESLIGADO
A história da contracapa merece capítulo à parte. Os diálogos foram mais ou menos assim:
“Estamos sérios demais na capa, temos de descontar na contracapa!”
“Precisamos chocar!”
“Que tal nós três num café ménage a trois da manhã?”
“Sim, nós três pelados numa cama king size atacando uma bandeja de guloseimas, enquanto Dinho (o amigo deles que arranhou a bateria nas gravações) nos observa fantasiado de general nazista!”
Ótima ideia. O problema era produzir aquilo tudo em estúdio. Arnaldo resolveu a questão sugerindo um cenário prático e barato: a cama dos pais dele. Para isso, tínhamos que retirar a mãe Clarisse da casa por pelo menos três horas. O jeito foi despachá-la ao Teatro Municipal para “assinar um contrato para um recital de piano e orquestra a ser marcado”. Claro que tal “comunicado” do Municipal chegou exatamente um dia antes pelo correio e foi Arnaldo o datilógrafo do texto.
Essa parte do plano deu certo, a outra, mais ou menos.
Pois bem. Estávamos lá, belos e fogosos tirando fotos sensuais no quarto do casal Baptista, quando a porta do quarto se abre e entra Clarisse, de cara, tropeçando no tripé do fotógrafo. Rapidamente, Dinho, o “general nazista”, a acode ao perceber os refletores de luz também desabando sobre a intrusa. Quando finalmente se recompõe e olha para sua cama, dá de cara com os filhos nus e eu nua no meio deles tomando suco de laranja e comendo biscoitos.
Aí, sim, Clarisse teve um belo motivo para desmaiar e justificar sua mania de angina. Se desmaiou mesmo, não sei, mas a urgência era desmontar tudo o mais rápido possível antes de a pobre beber o último gole de água com açúcar gentilmente oferecido pelo general nazista. Naquela mesma noite, Clarisse liga para Chesa e conta da pouca vergonha que aconteceu em sua própria cama e de como havia sido destratada pela diretoria do Teatro Municipal. Tal episódio foi a gota d’água para minha mãe começar a me cobrar um possível casamento com um dos irmãos, com qual deles agora já não sabia mais.
(em Rita Lee, uma autobiografia)
os emojis são os novos hieróglifos
não há como fugir dos algoritmos
agora querem extinguir os livros
por que será que ainda estamos vivos?
certezas proliferam nas cabeças
no espectro da tela estão ilesas
disparam sem parar nos olhos fixos
os movimentos de milhões de pixels
as vozes multiplicam seu alcance
nos meets do onlyfans não tem romance
ninguém mais compartilha a mesma história
se tem o google pra quê memória?
bem-vindo ao novo mundo
que vai se desintegrar no próximo segundo
(Novo Mundo, Arnaldo Antunes)
"Acho que o tempo pode ser medido, por exemplo, na quantidade do pó de café no pote – que vai diminuindo, diminuindo, diminuindo, até acabar.
Nunca consegui explicar essa teoria direito. Nem pra mim mesmo. Mas acredito que a equação seja mais ou menos esta, como algo dentro de um pote, cujo conteúdo a gente vai consumindo, consumindo, consumindo, até se esgotar.
Às vezes, no imprevisto de um gesto desastrado do destino, o pote se quebra antes do término do seu conteúdo tão valioso – e este conteúdo se esparrama pelo chão, e aí nos damos conta de que o tempo, na verdade, não nos dá nada, e por isso também não nos tira, porque, no fundo, ele, o tempo, apenas nos empresta.
O tempo não se importa com os egoísmos humanos, que nos fazem querer pra sempre coisas e seres apenas emprestados, ou com o viço ou a necessidade do que ou de quem é absolutamente vital pra gente. Ele, o tempo, só resolve e dá, ou chama de volta pra sua reciclagem eterna quando bem entende.
O tempo, com suas idiossincrasias, torna o céu fechado e anuncia tempestade; ou se faz aberto e traz alegria e promessa; o tempo soberano, imparável, senhor do passar das horas, decide e determina à revelia de qualquer um de nós.
A gente fica feliz quando o tempo nos traz algo, mas fecha a cara pro mundo, triste, se ele nos arranca este algo tão bom. De algum momento não muito distante pra cá, já adulto, percebi a importância de homenagear o tempo todos os dias e aproveitar tudo que ele nos empresta, porque não sabemos quando ele vai pegar nosso presente de volta. Em algum instante, ele vai fazer isso, nem que seja no nosso próprio desaparecimento."
Marceu Vieira (1962-2025)
"Pega a Avenida Brasil no km 32
Quando à direita aparece o Motel Carbonara
Você vai ver uma placa indicando Bangu
Entra à direita na placa
Passa por baixo do elevado
E procura o Jabour
Segue à direita, depois à esquerda
Sobe o viaduto por cima da linha do trem
Mas tudo bem porque você já sai na Avenida Santa Cruz
Mas cuidado pra não se perder
Sai na Avenida Santa Cruz
Cuidado pra não se perder
Segue direto até ver a pedreira do lado esquerdo (olha lá!)
Do outro lado, você vai ver um supermercado
Muito cuidado, se ligue num muro branco com uma chaminé
Depois, entra à direita na rua do edifício
E é lá"
(Na casa do campeão, Joyce)
Segue em paz, campeão!