CONVERSÕES ELITISTAS!
Eu assisti a fala de um padre num podcast que entregou, sem querer, um certo elitismo na conversão de protestantes ao catolicismo.
Discorrendo sobre a “qualidade” das conversões.
Ele disse que o tipo de católico que se tornava evangélico era esse culturalmente pobre, o exemplo era alguém vindo do funk e que evangélicos que se tornavam católicos eram de alto nível intelectual.
Para ele isso era um trunfo, não percebia que esse expunha a fraqueza da evangelização católica que não comunica com o povo comum.
Eu fiquei feliz porque mostra como o pentecostalismo está mais próximo da experiência do cristianismo primitivo pela escolha de Deus “das coisas que não são!”
A conversão em massa de católicos “desse nível” ao evangelicalismo expõem como a igreja católica tradicionalista ou da teologia da libertação perdeu contato com o povo comum na evangelização e por isso eles se tornam pentecostais.
Isso é verdade também sobre outras igrejas protestantes históricas que estão começando a crescer por transferência de membros de igrejas pentecostais de segunda geração, educados e de boa vida, dada por pais a avós pentecostais semi-analfabetos.
Existe até aquela piada com fundo de verdade, do jovem que vira luterano-anglicano, fixado na vida litúrgico-sacramental porque avó assembleiana não deixa ele virar católico romano.
As vezes é aquele tipo reformado confessional chato, fanáticos de uma forma que nem os nativos presbiterianos são e quando você vai atrás, são de origem pentecostal.
Depois de uma segunda geração, tirada do lixo, dos prostibulos e das drogas, evangelizadas, alfabetizadas, o proselitismo reverso fica mais fácil.
Enquanto isso, Deus continua preferindo os pobres e os pobres escolhidos preferindo Deus.
Costumo dizer que desconfio do discernimento teológico do teólogo que só lê autores de sua própria tradição.
Reformado que só lê reformado, pentecostal que só lê pentecostal, carismático que só lê carismático, missão integral que só lê missão integral.
Não acredito que os tesouros de Cristo estejam todos depositados numa única tradição cristã. E que é muito pobre quem só lê autores de sua tradição, seu horizonte de consciência é curto.
“Uma vez Jesus morreu e se SOLTOU da sepultura”( At 2.24- The Message).
Desde a leitura orante pela manhã, to com esse trecho das Escrituras na cabeça: “Quebrados os grilhões da morte, pois não era possível que o prendesse.” “soltas as ânsias da morte” “despedaçados os cordéis do inferno.”
Sei que toda a vida de Jesus foi vivida em meu favor, para que os méritos de sua justiça e de sua obediência perfeita me fosse imputada, sei que sua morte na Cruz foi o meu o meu castigo, que sua ressurreição foi a minha vida.
Mas o quase total silencio da teologia e tradição da Igreja ocidental sobre o “Foi sepultado e desceu ao Hades” do credo apostólico, é no mínimo curioso.
Entendo que quando Jesus estoura a sepultura, despedaça as portas do inferno, junto com ele, todas as minhas prisões caem, o poder do pecado é quebrado, e sou livre do cativeiro da inconstância, da língua ferina, da lascívia etc.
Mas porque continuo agindo como cativo?
Por que continuo agindo como aquelas gordonizes indianas, que parecem encantadas, amarradas numa corda e adestradas desde que nasceram para girar num circulo, mesmo depois do corte dos cordões, elas continuam girando em círculos?
por isso que o apostolo Paulo orou pra que os olhos do entendimento da Igreja fossem abertos para VER “A suprema grandeza do poder de Deus” que ele exerceu ao Ressuscitar Cristo dentre os mortos.
Deus não quer apenas nosso perdão, ele quer nossa theosis, conformação plena com a sua imagem, e isso ele já fez ao quebrar o poder do tirano, tenhamos pois Revelação do Espirito e entremos na terra.
O Espírito Santo não está confinado aos sacramentos. Ele age de forma ordinária pelos sacramentos, mas tem aquilo que Jonathas Edwards chamava de “obra extraordinária”. Confinar a obra do Espírito exclusivamente aos sacramentos é sacramentalismo, Ele é livre e sopra onde quer.
Padre @pejoseduardo falando sobre o dom de línguas no podcast @nobarcopodcast com meu amigo @evertonnobarco
Você entra no página do Instagram e assiste apanhando o link na bio do podcast no barco no YouTube se você quiser acompanhar.
Lembrando que os irmãos são católicos e não evangélicos e de repente você pode se sentir ofendido por uma fala ou outra, mas examine tudo e retenha o que é bom, fazendo as transposições para o nosso contexto, uma riqueza.
🙏🏻 O ARCO especial de Pentecostes está chegando e será um tempo cheio da presença de Deus!
📖 A palavra ficará com o Rev. @marcondesss , o Bispo @ivanroc e a MC @ullypelomundo . O louvor será com o ministro Caio Rocha.
🕊️ Também será o lançamento do livro 23 semanas com o Espírito Santo do Bispo Ivan Rocha.
🔥 Venha e chame todo sua família para este momento especial!
TUDO VAI FICAR BEM
Excluir a soberania de Deus para abraçar a angústia da filosofia existencialista misturada com teologia, não me traz conforto.
Crer que Deus dirige a história, trouxe conforto a mim quando perdi meu pai, aos 60 anos de idade, como consequências de uma série de erros médicos.
Trouxe conforto a Corrie Teen boom, quando perdeu a família num campo de concentração nazista, e concluiu que quando Deus virasse o bastidor, tudo faria sentido.
Trouxe conforto a Joni Ericsson Tada ao ficar tetraplégica aos 19 anos de idade, num mergulho de cabeça num tronco, “se não fosse o acidente eu não o conheceria, eu não o amaria.”
Trouxe conforto a Elisabete Elliot, quando perdeu o seu marido Jim Elliot, assasinado pelos índios para quem foi evangelizar, em sua palavras “a morte de Jim trouxe muitos a vida”.
É certo que não é o tipo de resposta que devo dar a quem tá sofrendo, mas a reposta que quem tá sofrendo finalmente dará a Deus se não quiser afundar no desespero “bem sei eu que tudo podes e nenhum dos teus pensamentos podem ser impedidos”, ( Jó 42.2)
Esta foi a reposta final de um homem que perdeu filhos, bens, saúde e teve seu coração reconciliado com Deus, reconhecendo o seu governo sobre tudo.
O reconhecimento da soberania de Deus perturba uns traz conforto a outros, mas nunca vi ninguém que nega a sua soberania sobre todas as coisas ter descanso.
Término com as palavras de uma mística que viveu no tempo da peste negra, e que viu muito mais mortes e sofrimentos do que vemos hoje, Julian de Norwich, cuja fala se estendeu nas janelas italianas em tempo de pandemia:
“Ficaremos todos bem, tudo ficará bem e todas as coisas ficarão bem.”
Deus está conduzindo a história, sabe bem pra onde está nos levando, nas palavras de Corrie Teen boom “Não há pânico no céu...”
ORAÇÃO DE PETIÇÃO!
Assistia um programa de TV da Assembléia de Deus local.
Com testemunhos de gente muito simples, q viveram experiências com Deus em reposta as orações.
Lembrei q Foster disse q uma falsa piedade despreza e até mesmo hostiliza as orações de petições.
Frases bonitinhas do tipo “as orações não mudam circunstancias, mudam a nós mesmo”, são meias verdades q não casam com os ensinos constantes de Jesus sobre pedir “o pão de casa dia”, “livrai-nos do mal” e tanta insistência de Jesus sobre pedir.
Por contra dessa falsa piedade eu já me vi impedido de pedir a Deus coisas simples, como no principio em que pedia tudo.
Uma vez o sistema de “passe fácil” saiu do ar, então orei “Senhor faz esse sistema funcionar de novo.” E o sistem voltou.
“Senhor, preciso de uma vaga pra internamento do meu pai” e a vaga apareceu.
Descobri c/ disse outro dia o Kivitz q “quando eu oro mais coincidências acontecem.”
Nem sempre é “Sim”, muitas vezes não acontece nada, as vezes vem uma força pra enfrentar uma circunstancias q não muda, mas quase sempre algo significativo acontece.
Eu não entendo pq Deus responde a uns de maneira tão clara e a outros não. É um mistério.
Mas as Escrituras são claras, oração de petição e com fé não é uma invenção de Kenneth Hagin ou do movimento Palavra da fé. Um séc. antes George Muller e Hudson Taylor já oravam assim com coragem sobre todas as necessidades.
Vê um senhor na TV dizendo “Jesus me disse q ia mandar o leite do meu menino até ele parar de comer leite” e aparecer alguém, sem o irmão pedir e se comprometer com o leite do seu filho é emocionante.
Uma fé simples, um Jesus que fala com a gente de forma simples, como disse D.A Carson, a profecia é dada na linguagem do povo a quem é dirigida, Jesus não disse a esse senhor “até desmamar”, ele disse “até parar de COMER leite.”
Então deixe de querer ser mais sábio que Deus que nos ordenou a pedir e peça, se não for da vontade dele, nada vai acontecer, não existe nenhum mal em pedir, ninguém pede peixe a Deus e ganha uma cobra, e se for de sua vontade, ele estará usando o meio ordenado por ele para que sua vontade seja feita na terra: as nossa orações.
Henri Suso [1295-1366] - EFEITOS DAS DIVINAS CONSOLAÇÕES.
“Numa visão posterior, Cristo entrou no quarto, pediu-lhe um copo de vinho, e ofereceu a bebida a três pessoas que haviam ido com Ele.
O primeiro tomou um cole e caiu no chão desmaiado;
O segundo tornou-se um pouquinho tonto;
O terceiro não foi afetado pelo gole que tomou.
Então Cristo explicou que esse fato significava os diversos efeitos produzidos pela divina consolação nos PRINCIPIANTES, nos AVANÇADOS e nos PERFEITOS.”
( The exemplar: Life and writings of Blessed Henri Suso, O.P. Apud Francis MacNutt, O poder de curar, Ed. Loyola.)
Faça-o agora...
Abrace-me enquanto meus braços podem lhe retribuir, antes que se tornem inertes, gélidos, sem poder mais se abrir.
Antes que olhos fechados não lhe enviem um doce olhar, e lábios emudecidos não lhe possam abençoar.
O beijo carinhoso, recolhido, e o sorriso jamais aparecer...
Aproveite as oportunidades, porque o ocaso irá acontecer.
As palavras que nunca foram ditas, não adianta mais pronunciar; ouvidos já não ouvem, agora é tarde.
Diga-as hoje: há tempo de escutar.
Quem dormir no Senhor está seguro, pois o Senhor Jesus o recebeu; mas o pó volta à terra de onde veio, o espírito volta aquele que o deu!
Irmã Lídia Fernandes, Maio, 2026.