Entre milhos e cafés viajando pelo Sul de Minas celebro o encontro de vidas com amores sobrenaturais que vibram entre Serras, OVNIs, cristais, cachaça, lojinhas infinitas, pedras, bruxas, cachoeiras, fofocas sobre o brechó da Célia, risadas, música, bichos grilos, gnomos, encantarias da natureza e muito papo, e de saída surge essa primeira imagem emblemática onde começo um Domingo de retorno recarregado.
Love U @ederchiodetto@juchiodetto
A viagem por Portugal está sendo um encontro com minhas raízes portuguesas que, espelhando a história (trágico-afetiva) do Brasil, se fundiram com etnias indígenas. Pela primeira vez em Portugal, esbarro ao longo em características peculiares e muito representativas de mim e da minha região, o Pará.
Depois de ter passado rapidamente pela capital Lusitana, adentramos cinco dias pela região do Alentejo e alto Alentejo. Cidades rurais e medievais foram nosso foco e me fizeram entrar num estado suspenso no tempo.
Évora, Monsaraz, Marvão, Castelo de Vide, Nisa, Manteigas, Serra da Estrela e Óbidos me abriram os sentidos com suas paisagens, ovelhas pastando, azeites, sítios arqueológicos, plantações infindáveis de parreiras e oliveiras, a fonética do português de Portugal, vinhos, floradas, doces magníficos e esse povo acolhedor.
Em Óbidos, a última cidade visitada até o retorno para Lisboa, conheci dentro do Castelo circundado por uma grande Muralha Medieval, essa doce portuguesa, Manoela que me ofereceu ginginha, uma bebida típica e doce como ela. O que mais me interessava era conhecer essa mulher e saber um pouco da sua vida. De início me intrigou a sua poderosa cabeleira negra e avolumada que me fez lembrar Isabella Rossellini em “Blue Velvet”. Para iniciar a conversa, pedi um dos doces que ela vendia. Para minha surpresa, um dos melhores pastéis meia lua da minha vida.
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