Monitorar um território do tamanho do brasil exige mais do que presença física: exige inteligência, escala e precisão.
A fiscalização remota, baseada em imagens de satélite e análise de dados, permite identificar, verificar e agir sobre áreas desmatadas com mais agilidade, especialmente em regiões de difícil acesso. É uma ferramenta técnica que amplia a capacidade operacional dos órgãos ambientais.
Desde 2022, iniciativas como o Guia de Boas Práticas desenvolvido pelo MapBiomas em parceria com governos estaduais vêm estruturando o uso responsável desses dados, com foco em segurança jurídica, eficiência e redução de custos.
O embargo, previsto na normativa conjunta do Ministério do Meio Ambiente, IBAMA e ICMBio, é uma medida administrativa que busca interromper atividades ilegais e evitar que a degradação avance ou se consolide. Nesse contexto, a rapidez na aplicação é um fator-chave.
O Conselho Nacional de Justiça também reconhece o papel das imagens georreferenciadas como prova em processos ambientais, destacando sua importância diante dos desafios logísticos do país. O protocolo mais recente cita o MapBiomas Alerta como fonte confiável de dados.
Os números ajudam a dimensionar esse cenário: entre 2019 e 2025, houve um avanço na sobreposição entre áreas desmatadas e embargadas. No período, 38,5% do desmatamento na amazônia legal teve algum tipo de embargo. Considerando apenas áreas sem autorização, esse índice chega a 50%. Em 2019, as ações relacionadas alcançavam cerca de 5% do total desmatado.
A gente sabe que essa dúvida é comum, então nós viemos esclarecer: o MapBiomas não é uma ONG. ❤️
Somos uma rede colaborativa que reúne instituições de ciência, tecnologia e sociedade para mapear e compartilhar dados sobre a cobertura e o uso da terra no Brasil. 🛰
Nosso trabalho, feito a muitas mãos, tem um objetivo único: tornar os dados públicos e gratuitos para todos. 📊 🌍
Faltam apenas 2 dias para o encerramento das inscrições do MapBiomas User Summit!
Se você é estudante de graduação, essa é a chance de mergulhar em um universo onde dados ajudam a entender o Brasil em camadas.
E não importa o seu curso: os dados do MapBiomas podem ser utilizados em diferentes contextos, pesquisas e objetivos. Vale para quem estuda geografia, biologia, jornalismo, engenharia, economia, direito, comunicação, arquitetura, ciência de dados e muito mais.
Do monitoramento ambiental à produção de reportagens, de análises acadêmicas ao desenvolvimento de soluções e políticas públicas, as possibilidades atravessam todas as áreas. As inscrições estão na reta final. Não deixe para a última hora!
Quando a floresta é desmatada, o impacto aparece através de cicatrizes no mapa. O módulo de degradação do MapBiomas revela justamente aquilo que nem sempre é percebido à primeira vista: os processos silenciosos que enfraquecem a vegetação nativa ao longo do tempo.
A ferramenta mapeia, em série histórica e para todo o Brasil, os principais vetores de degradação da vegetação nativa, e permite a analise de áreas de borda, tamanho dos fragmentos, isolamento, frequência do fogo e vegetação secundária.
Na segunda versão do módulo, os dados avançam ainda mais. Pela primeira vez, é possível visualizar um panorama nacional da fragmentação da vegetação nativa, além de acessar dados inéditos sobre distúrbios no dossel florestal e corte seletivo de madeira na Amazônia Legal nas últimas quatro décadas.
Quer saber mais? Acesse agora o nosso site e descubra!
Amanhã acontece o lançamento da segunda versão do Módulo de Degradação do MapBiomas.
Uma nova etapa no monitoramento ambiental do Brasil, com dados e análises ainda mais completos sobre os processos de degradação. Não perca!
Acompanhe ao vivo pelo nosso canal do YouTube.
As inscrições para o lançamento do RAD2025 já estão abertas!
Desde 2020, o MapBiomas elabora e publica o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil - RAD, e apresenta dados sobre perda de vegetação nativa disponibilizados na plataforma MapBiomas Alerta, além de abordar ações de combate e controle do desmatamento nos níveis federal e estadual.
📅 27 de maio, às 08h30 no horário de Brasília
📍 Sede do IBAMA, em Brasília
📌 Inscreva-se pelo formulário no link da bio!
O MapBiomas Alerta é um sistema de validação e refinamento de alertas de desmatamento com imagens de satélite de alta resolução.
Na plataforma, publicamos alertas provenientes de diversos sistemas de detecção para todos os biomas do Brasil.
Realizamos a validação, refinamento e definição de uma janela temporal para cada evento de desmatamento, além de realizar o cruzamento espacial com informações territoriais relevantes, como município, imóveis rurais, áreas protegidas, autorizações de supressão de vegetação, embargos e muito mais.
🔗 Saiba mais em alerta.mapbiomas.org/
Hoje é dia da Caatinga: o único bioma exclusivamente brasileiro. Os dados mais recentes do MapBiomas trazem informações importantes sobre como esse território vem sendo ocupado e transformado.
A região tem se destacado na geração de energia fotovoltaica no Brasil. Em 2024, 62% de toda a área ocupada por usinas solares no país estava dentro da Caatinga, com 21,8 mil hectares de um total nacional de 35,3 mil hectares. Só em Minas Gerais, são 5,6 mil hectares de usinas, o que representa 26% do total.
Entre 1985 e 2024, a Caatinga perdeu 66 mil hectares de superfície de águas naturais, uma redução de 21% em quatro décadas.
Hoje, a água presente no bioma está concentrada principalmente em hidrelétricas, que ocupam cerca de 390 mil hectares (42% da superfície de água total). A bacia do rio São Francisco responde por 96% desse total, com 375 mil hectares. Os reservatórios, por sua vez, representam 32% da superfície de água no bioma, 297 mil hectares.
Essas e outras informações estão disponíveis em brasil.mapbiomas.org/. Todos os dados são públicos e gratuitos. Acesse já!
🌳 Metade dos municípios brasileiros está em situação de alta ou muito alta vulnerabilidade climática, segundo a plataforma Adapta Brasil. O dado integra o relatório Cidades Verdes-Azuis Resilientes, lançado em 2025.
Ondas de calor, enchentes e a escassez de áreas verdes nas periferias fazem parte do cotidiano de quem vive nos grandes centros. 🌡️ É nesse cenário que as miniflorestas comunitárias ganham relevância, e projetos como o da @formigasdeembauba ajudam a promover resiliência e bem-estar nos territórios.
🌱 Plantadas com a participação dos moradores, as miniflorestas oferecem respostas concretas em pequena escala e se tornam espaços de aprendizado e cuidado coletivo.
Conta pra gente: tem algum espaço perto de você que poderia virar uma minifloresta?
O Pantanal em 2026 permanece sob a influência de um regime de seca persistente. O pulso de inundação essencial para a biodiversidade e as populações humanas do bioma não acontece desde 2018.
Em 2026 o nível do Rio Paraguai está subindo próximo da cota de 2 metros, mas seu transbordamento histórico é de 4 metros. Esse dado fundamenta a declaração de estado de emergência pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (@mmeioambiente ) para o bioma em 2026. A medida é preventiva e facilitadora no combate a incêndios florestais e desastres ambientais em áreas com risco crítico.
O cenário de seca entre abril e dezembro exige vigilância técnica contínua, especialmente com a influência do El Niño.
Entenda a complexidade e os dados fornecidos por Eduardo Reis Rosa (@edurrosa ), coordenador da equipe Pantanal do @mapbiomasbrasil
#Pantanal #CriseHídrica #BaciaDoAltoParaguai #MapBiomas #DocumentaPantanal
As inscrições para o MapBiomas User Summit 2026 estão abertas!
Durante os dias 07 e 08 de julho, em São Paulo, uma comunidade diversa de usuários dos dados se reunirá para trocar experiências, explorar inovações e transformar dados em ações concretas.
Se você utiliza os dados do MapBiomas, essa é a oportunidade de aprofundar discussões e trocar experiências com os mais variados usuários dos dados!
Faça sua pré-inscrição até o dia 10 de maio no link dos stories!
Saiba mais na página do evento no site do MapBiomas.
⚠️ Atenção: o preenchimento do formulário não garante a participação no evento. Todas as pré-inscrições serão avaliadas e os selecionados receberão a confirmação via e-mail.
Enquanto lideranças indígenas se reúnem no Acampamento Terra Livre, em Brasília, os dados ajudam a dimensionar a importância de cada território para o país.
Em 2024, cerca de 20% de toda a vegetação nativa do brasil está dentro de Terras Indígenas. Entre as diferentes categorias fundiárias, essa área segue entre as mais conservadas ao longo do tempo.
Enquanto áreas privadas sem registro fundiário perderam 21% de área de vegetação nativa nos últimos 40 anos, as TIs perderam menos de 1%.
As informações produzidas pelo MapBiomas ajudam a acompanhar essas dinâmicas ao longo das décadas, oferecendo uma leitura consistente sobre a transformação do território.