Está escrito na Bíblia: “andamos por fé, e não por vista”, e eu acho isso tão brasileiro, não necessariamente positivo se analisássemos a frase fora do contexto religioso, mas brasileiro. Tanto nos falta, mas a presença da fé no nosso país não deixa dúvidas. Quando a @juliettemalveau me chamou para esse projeto, não hesitei. Disse que ia escrever “fé” e ia escrevê-la nos dentes, pois é ali que a vemos: nos dentes cerrados sob o sol quente e nos sorrisos que escondem sacrifícios. A fé de um povo diz muito a seu respeito. Em português, são apenas duas letrinhas, mas que carregam uma força imensa. “A fé é a certeza daquilo que esperamos.” ✨
À travers la série Meu Altar, les artistes @crocoqueen et @juliettemalveau transforment la mode en un médium de transmission. Ici, le corps devient a la fois autel et mémoire, portant des symboles où s’entremêlent récits personnels et force collective.
Pensé par une équipe majoritairement composée de femmes latino-américaines, ce projet est une célébration vibrante de ces territoires. Des panos de prato aux éclats du carnaval, en passant par l’énergie de la culture moto, chaque pièce réinterprète le quotidien pour en faire un vecteur d’histoire.
Crédits :
Photographie Juliette Malveau Amado @juliettemalveau
Direction artistique Claudia Rivera @crocoqueen
Stylistes Nathalia Gastim @nathaliagastim Felisa Mendez
@felisamendez_@panorama.mundi
MUA Manu Horn @manuhornmakeup
Hairstylist Yi-Han Jen @yihanjen
Talent Yanne @imyannee@mlleagency
Props moto @v.inception
Ces cheveux placés minutieusement derrière l’oreille. Ce geste que toutes et tous font quotidiennement sans aucun effort, mais que personne n’aurait pu faire de la même manière que sur cette photo. Ici, ce n’est pas une question de calcul, mais de maîtrise…celle qui rend « à la mode » même la plus banale des coiffures.
Cette couleur des lèvres, qui on dirait celle d’un alchimiste…qu’aucune palette déjà faite ne propose, car elle est le résultat du mélange de la sensibilité et de l’œil entraîné de l’artiste.
Ce visage. Celui de Maya, dans lequel on a envie de s’arrêter. Le regarder ne suffit pas. Il captive…et je crois que, dans la vie et dans la mode, on veut ça: être retenu dans la séduction.
Cet ensemble. La beauté capturée en un instant. Cette beauté, au sens large, que je cherche tous les jours. Cette beauté qui n’est pas vitale, mais qui est essentielle.
Ahhh, c’est ça la mode…
C’est juste des vêtements, c’est juste des cheveux, c’est juste du maquillage…until someone wears it…
Je souhaite que vous retrouviez la beauté sur vos chemins ! ❤️
@patou@mayasturn_
hair @ramoneyluv makeup @janeenwitherspoon_
L’OVERDOSE DU LIP II
Na época em que eu dava aulas de maquiagem, os alunos me perguntavam seguido até onde deveriam maquiar os lábios. Perdidos entre a cor da pele, a cor dos lábios, a cor do contorno. Eu tinha a impressão de que a visão deles estava confusa, perturbada pelos lábios da geração 2020. O contorno às vezes era tímido demais ficando dentro do lábio ou, na maioria das vezes, ultrapassava o contorno natural, o famoso « overline ». E era essa última opção, a preferida dos alunos. Eu me pergunto o que aconteceu com os lábios finos. Tenho a impressão de que eles quase foram repudiados. Foram colocados no mesmo patamar que os narizes proeminentes? Que as maçãs do rosto pouco salientes? Que o oval do rosto arredondado ( é até incoerente escrever isso) ? E todas essas diferentes formas que vemos hoje marginalizadas, e que, no entanto, contribuiriam para que a beleza fosse algo diverso e plural? O que aconteceu? Há alguns meses, no metrô de Paris, um cartaz de uma peça de teatro caricaturava bem nossa época e essa estética de lábios imóveis, que parecem feitos de plástico. Quando observamos os padrões estéticos de uma época, também entendemos suas obsessões, e penso que, um dia, talvez daqui a cem anos, alguém olhará para imagens do nosso tempo com surpresa. Acredito que as pessoas sentirão o mesmo espanto que sentimos hoje ao ver as modas de outras épocas: o uso do pó branco, os crânios depilados na Idade Média, os rufos extremamente largos da Renascença, as crinolinas do século XVIII ou ainda os sapatos venezianos, chamados calcagnetti, cuja altura impedia de andar… Como isso era possível? Ou vão pensar que, no seu contexto, esses lábios faziam sentido? Não creio. Espero que o espanto prevaleça e que, em um futuro próximo, a moda tenha cumprido seu papel e encerrado essa tendência. Ainda bem que esses lábios não impedem de comer… Que tristeza! O pior de tudo isso é que esquecemos que, além de um lábio bonito, o mais importante, como dizia Lola Montes, é o que dele sai. E hoje, infelizmente, muitos lábios, mesmo falando frequentemente, não têm nada a dizer.
/ Continua nos comentários /
From a while ago!
A beautiful project, created with beautiful people and inspired by one of my favorite periods in history: the 1920s ♥️ The lipstick is @yslbeauty rouge pur couture 1971.
Thank you @faxionpr
Hair @celine_de_cruz