Ontem li um texto do qual destaquei o seguinte trecho (imbutido nesse texto em tom de urgência/desespero): “viver na terra e pela terra, e não para o capital”. Era um grito/reflexão em referência ao que a Terra hoje (sobre)vive.
Hoje, no dia dela, minha mãe não apenas se satisfez com um almoço deli (preparado por mim btw), ela alimentou também seu trabalho de anos, focado em devolver à terra o que a terra nos fornece. Hoje, nesse dia das mães atravessado por circunstâncias atípicas, mais um passo foi dado no seu novo projeto de agrofloresta, conectado com os conceitos da permacultura (se você nunca ouviu falar, vale o google). Hoje, a gente plantou bananeiras. Laura, minha sobrinha, aguou todas. E como se a vida fosse de novo uma brincadeira, a gente brincou de plantar bananeiras também. Vimos o mundo ao contrário e, nele, gente tentando “endireitá-lo” por caminhos bem estranhos (pra não dizer injustos e desumanos). Hoje, foi dia de sentir muita coisa. Alegria. Tristeza. Medo. Esperança. Orgulho. Amor. Por ela, com quem aprendi justamente que inverter a lógica das coisas pode ser divertido e muitas vezes necessário.
Hoje, lembrei que de fato temos pouco controle sobre o amanhã. Mas que viver como se ele não existisse é ingênuo e irresponsável. Lembrei também que tenho muito dela em mim e quero ainda mais. Lembrei novamente que com ela tá tudo bem. Mesmo quando a vida tá totalmente de cabeça pra baixo.
Feliz dia das mães,
@mneideac !
Cuide da sua mãe.
Começando pela maior de todas.