Lua Fonseca | Tecendo Saberes 🌱

@lua_tecendosaberes

Afroperspectividade | Vivências do chão da escola | Conteúdos diversos | Memórias | Brincantes
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resolvi voltar no susto com esse instagram. lembrei que, há mais ou menos um mês, coloquei na bio do meu instagram pessoal que sou trabalhadora da educação e que o caminho é cartografar sonhos e memórias afetivas com crianças e adolescentes. todos os dias penso nisso e me organizo e desorganizo nesse compromisso que risca a minha pele. estou com saudade de mim. estou com saudade das palavras soltas das conversas de chão de escola. estou com saudade de escrever no quadro e de sentar nas cadeiras da sala, que continuam sendo desconfortáveis e que, provavelmente, eu levantaria mil vezes. continuo enxergando o cotidiano pulsante das pedagogias afetivas. costuro esse afeto e não perco a linha nunca, mesmo quando a agulha me machuca ou a linha embola. sou boa em desatar nós. trabalhar com educação é sentir, várias vezes, o coração fora do compasso. quero falar um tanto dessa sensação, que tem suas belezas, tristezas e muitas frustrações. mas sempre tem cenas que parecem que a vida vai para câmera lenta para você tentar registrar, marcar na sua memória e são por essas cenas que eu permaneço. Nego Bispo ensinou que é sempre começo - meio - começo. em cada cena brincante da diversidade densa, tensa e intensa da escola, vejo esse ensinamento transbordando. continuo fazendo textos infinitos nos meus pensamentos nos passos corridos do dia a dia. espero que eles voltem para cá. ou não. não criem expectativas. Para lembrar: "passado e futuro confluem neste presente um instante, tempo." (Joviano Maia)
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1 year ago
Hoje é aniversário da Angela Davis! ✨☀️ Davis é e sempre será uma das minhas maiores referências para pensar e refletir os diversos atravessamentos sociais, raça, classe, cultura, política e etc. Logo de manhã eu lembrei dos escritos sobre educação e cultura e a primeira vez que eu li sobre a Revolução Nicaraguense, no livro -mulheres, cultura e política-. Davis além de pontuar uma discussão fundamental sobre educação e cultura, apresenta experiências reais de processos educativos que conseguiram ir contra a educação colonial. “A Revolução Nicaraguense é sobre isto: empoderar homem e mulheres com as armas educacionais e econômicas que lhes permitirão se tornarem sujeitos de sua própria história e construir um futuro de tal forma que reflita suas necessidades coletivas como nação.”(Davis, 2017, p.164) #angeladavis #mulheresculturaepolítica #educação
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5 years ago
Estava relendo um artigo do filósofo Renato Noguera - Entre a linha e a roda: infância e educação das relações étnico-raciais - esse artigo foi um dos meus primeiros contatos com o conceito afroperspectividade! Noguera (2017) destaca “se a linha abissal faz parte da colonialidade. A roda faz parte da afroperspectividade.” A roda é encanto, pois a roda apresenta possibilidades de diferentes visões de mundo... “Por isso, em termo afroperspectivistas, a inclusão da roda é festiva; mas, não se trata apenas de um caráter de celebração. A roda é uma precaução teórica que reconhece os conflitos, não almeja a paz perpétua.” A roda é conflito. Gostaria de descarar que a Lei 10.639/03 completou 18 anos de existência. Existe muita coisa para se falar, refletir e mudar. Mas, não posso deixar destacar o trecho “as leiras 10.639/03 e 11.645/08 trazem a possibilidade de ressignificar a linha (abissal), abandonando a ideia de que a escola seja um território de seleção de aptos para a vitória e a exclusão dos não habilitados. Sem dúvida a ideia de que todas pessoas tem um lugar.” A roda é saber e valor ancestral (ref. Azoilda Loretto da Trindade) 🌱 trechos destacados do artigo: Entre a linha e a roda: infância e educação das relações étnico raciais - Renato Noguera (2017) - sobre as Leis, se você ainda não sabe do que se trata, da um google e faça uma pesquisa. É importante. .imagem com texto alternativo. #afroperspectiva #lei10639 #lei10645 #infancia
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5 years ago
Demorei um pouco para postar novamente aqui. Andei refletindo sobre esse Instagram que eu criei em meio à uma crise de ansiedade e exaustão do isolamento social. A minha ideia primeira era criar um banco de dados da Lua e compartilhar e trocar sobre saberes brincantes, teóricos, projetos e etc. Eu também queria seguir alguns instas só nessa conta e deixar o meu Instagram pessoal com menos informações, pois eu não estava aguentando acordar e abrir o insta e ver o turbilhão de notícias catastróficas do mundo. Nada disso fluiu tanto. Fui compartilhando uma coisa ou outra. Memória ou outra. Depois de um tempo fui perdendo a vontade, fui querendo me desligar dessa rede social aqui (não consegui) mas deixei de criar, como eu deixei de fazer um monte de coisa nesse período. O corpo, a mente, as angústias, a ansiedade e a procrastinação de coisas permaneciam e ainda permanecem na minha rotina. Tive o privilégio de fugir da cidade grande e retornar para a minha casinha da serra durante alguns dias. Pensei sobre essa conta e sobre a ideia de compartilhar coisas aqui e se ainda valia a pena. Pensei de novo o porque criei aqui e resolvi, de maneira bem bem leve não deletar. As vezes eu vou postar e muitas vezes não. A voz do Chico Chico e Fran cantando a Música ‘Ninguém’ me fez refletir bastante sobre o tempo das coisas. Ainda continuo aqui pensando nas músicas que falam sobre o tempo. Ainda permaneço tentando o máximo o isolamento social, pensei que nesse começo de ano eu ia escrever e finalizar as coisas que eu adiei durante todo o ano passado. Não fiz. Mas, já li um livro. Coisa que eu não estava conseguindo fazer. Eu não escrevi as minhas expetativas desse ano. Não ando querendo mergulhar em coisas sem tempo. Ando só torcendo que o tempo não se esconda para mim. 🌿
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5 years ago
o eco da vida-liberdade #tecendosaberes #escrevivências #conceiçãoevaristo
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5 years ago
Esse livro é fundamental para se pensar educação e as relações étnico raciais potencializando a importância do Movimento Negro nessa caminhada. Conhecer o trabalho e as contribuições da Profª Drª Nilma Lino Gomes também. Esse livro apresenta todas lutas, efetivações de leis, saberes fundamentais do Movimento Negro Brasileiro como educador e ator político. “O Movimento Negro é um dos principais atores políticos que nos reeduca nessa caminhada e não nos deixa desistir da luta. Sempre inspirado e fortalecido pelo empoderamento ancestral que renova hoje e sempre as nossas forças e energias.” (Gomes, 2017, p.20) #tecendosaberes #nilmalinogomes #movimentonegro
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5 years ago
livro: TUDO DE BOM VAI ACONTECER - da escritora nigeriana Sefi Atta #tecendosaberes #escritorasnegras
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5 years ago
Já escrevi uma mini carta para Lélia Gonzalez aqui no Tecendo. Lélia com os seus escritos me ensinou a não ter medo nem de falar e nem escrever do meu jeito. Quando eu li sobre o “pretuguês” tudo fez mais sentindo ainda. “[...] aquilo que chamo de ‘pretoguês’ e que nada mais é do que marca de africanização do português falado no Brasil […], é facilmente constatável sobretudo no espanhol da região caribenha. O caráter tonal e rítmico das línguas africanas trazidas para o Novo Mundo, além da ausência de certas consoantes (como o l ou o r, por exemplo), apontam para um aspecto pouco explorado da influência negra na formação histórico-cultural do continente como um todo (e isto sem falar nos dialetos ‘crioulos’ do Caribe).” (GONZALEZ, 1988) “engraçado como eles [sociedade branca elitista] gozam a gente quando a gente diz que é Framengo. Chamam a gente de ignorante dizendo que a gente fala errado. E de repente ignoram que a presença desse r no lugar do l nada mais é do que a marca lingüística de um idioma africano, no qual o l inexiste. Afinal quem é o ignorante? Ao mesmo tempo acham o maior barato a fala dita brasileira que corta os erres dos infinitivos verbais, que condensa você em cê, oestá em tá e por aí afora. Não sacam que tão falando pretuguês.” (GONZALEZ, 1988) O meu primeiro post aqui do Tecendo foi indicando alguns artigos da Lélia Gonzalez! Leia Lélia Gonzalez! 🌱 .imagem com texto alternativo. #tecendosaberes #leiamulheresnegras #leliagonzalez
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5 years ago
“Para me descobrir, preservar-me, construir-me, alcançar autonomia.” Eu descobri a carta para mulheres escritoras do terceiro mundo, da Glória Anzaldúa no meu mestrado. Quando a escrita estava travada. Sem saída. Cansada. Essa carta me emocionou, me alegrou, me motivou a continuar. Eu estou precisando escrever várias coisas nesses últimos dias e eu não estava conseguindo. Na semana passada eu lembrei dessa carta em dois momentos. Um para alertar sobre cuidado com as pessoas brancas que pedem tudo para a gente e outra para apoiar a escrita de uma amiga. Hoje mais uma vez fugindo da escrita... resolvi voltar a essa carta. Que acalanto. Que força. A palavra ‘autonomia’ ficou ecoando. A escrita para mim é um lugar de costurar e resgatar memórias. E a costura as vezes é um pouco mais demorada, ainda bem. . imagem com texto alternativo. #tecendosaberes #escrevivências
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5 years ago
brincantes
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5 years ago
conversando sobre brincadeiras do Brasil sobre as infâncias conversamos sobre as interações e diferenças O que é brincar? “ensina ser o que a gente quiser” 🧡 #tecendosaberes #brincar
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5 years ago
brincantes
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5 years ago