Quando eu sofri o acidente de moto há uns 4 anos, um dos pensamentos que estava passando na minha cabeça era "será que dá tempo de comprar uma chuteira antes de ir pro trabalho?". Esse pensamento foi seguido por "vou mais devagar pra não ter que parar na subida da Silva", seguido ainda de "pqp, esqueci de parar na esquina".
Foi uma looooonga jornada de recuperação e a
@manukllg teve que esperar mais de uma temporada até conseguir me levar de fato pro flag. Obrigada, Manu 🥰
No colégio, eu jogava volêi naquele pique meio que por obrigação mesmo, meu porte desengonçado sempre me deixou sendo uma das últimas nas escolhas de time. Quando comecei no flag já sabia que não ia ser grandes coisas, mas se fosse pra ser fácil eu não ia achar graça haha
Mal eu sabia a transformação que me aguardava. Não por virar do absoluto nada uma grande atleta, isso não. Mas sim por descobrir uma fissura por um esporte e me ver no meio da fundação do meu amado
@artemisflag , puxando a galera, passando treino (tu vê, né), fazendo uniforme, dando o couro em treino pra ir pra campeonato.
Há quem diga que a gente possa ter ido pro Gauchão passar vergonha, mas o respeito que a gente recebeu dos outros times e aqueles abraços de incentivo pra continuar valeram muito mais. A gente fez muito com pouco e se tem uma coisa que eu senti, acima de tudo, foi orgulho mesmo.
E há uma magia inexplicável em unir uma cambada de mulher em torno de um objetivo. Eu não conhecia isso, vivia no meio de grupos majoritariamente masculinos até então. O tanto que me senti acolhida e validada foi uma chavinha que virou pra eu começar a ME enxergar de uma forma mais gentil.
Tive um período meio difícil e me afastei do time, que só eu sei como doeu.
Mas
VOLTEI
Nem que seja pra treinar em dupla (valeu,
@whoelous ), dar umas risadas e fazer uns vídeos, estarei lá.
E fly é uma merda, eu não enxergo de longe direito.