Muito empolgada em poder fazer parte da exibição Data Translation Environment, que acontecerá amanhã (16) em Chicago, Illinois (EUA), com o vídeo "COMO PENDURAR QUADROS / HOW TO HANG PICTURES", de 2025. Com organização da Soft Systems, que criou um microcentro de dados dentro da Locker Room voltado à coleta e processamento de mídia, a exposição investiga a imagem e seus processos de circulação e transformação: cópias de cópias, compressão, reprodução, manipulação, corrupção e conversão de dados. A mostra fica em exibição até dia 26 de maio.
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Very excited to be part of the Data Translation Environment screening, taking place tomorrow (May 16) in Chicago (IL), with the video COMO PENDURAR QUADROS / HOW TO HANG PICTURES (2025).
Organized by Soft Systems, which created a micro data center inside Locker Room dedicated to the collection and processing of media, the exhibition explores the image and its processes of circulation and transformation: copies of copies, compression, reproduction, manipulation, corruption, and data conversion. On view until May 26.
Feliz demais em participar dessa edição do Programa Exposições do MARP com o vídeo "𝙇𝘼 𝙈𝙀𝙍" de 2025.
Primeira vez com meu trabalho em um museu, mais especificamente o museu de arte da minha própria cidade, lugar que fez parte do meu crescimento como artista. Especial também ter um trabalho que fiz sobre a cidade selecionado para esse momento. Agradeço imensamente ao @marpmuseudearte pela oportunidade.
Abertura: 22/05 (sexta-feira), a partir das 19h30
No MARP – Museu de Arte de Ribeirão Preto
Rua Barão do Amazonas, 323, Centro, Ribeirão Preto-SP
Visitação até 10/07/2026
Aguardo vocês lá! 💐
Meu vídeo 𝘾𝙂𝙏𝙋 (𝘾𝙝𝙚𝙢𝙞𝙘𝙖𝙡𝙡𝙮 𝙂𝙧𝙤𝙬𝙣 𝙏𝙤𝙢𝙖𝙩𝙤𝙚 𝙋𝙡𝙖𝙣𝙩𝙨) de 2024 foi um entre os 16 vídeos selecionados, a partir da parceria com o Festival do Minuto, pelo One Minute Festival (FF1:00) que ocorrerá entre os dias 7 e 10 de maio em Gdansk, na Polônia.
Acontecerá uma sessão especial internacional, com vídeos selecionados do Festival do Minuto aqui no Brasil e do One Minute Film Festival da Croácia. 𝘾𝙂𝙏𝙋 foi eleito como destaque pelo Festival em 2024 e participou da Mostra Melhores Minutos no ano passado.
Muito empolgada de ter um dos meus trabalhos exibidos ao longo do evento! Deixo um agradecimento especial ao curador da sessão, Bartosz Filip, e ao pessoal do Festival do Minuto por tornar esse alcance possível.
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Quem quiser assistir ao vídeo, ele está disponível na plataforma do Festival do Minuto:
.br/pt-BR/contents/55169 (link nos stories)
Conheci um peixe gigante em um oceano ainda maior. Ele me estendeu sua barbatana e me disse que era hora, que não tivesse medo, que finalmente teria tudo o que sempre desejei daqui para frente. Para isso, precisava abandonar tudo o que acreditava me manter em pé, todas as coisas da terra, incluindo as memórias, as mágoas e as dores antigas que ainda podia sentir em minha pele. Mas os amores poderia carregar comigo pois eram meus e de mais ninguém.
Não sabia nadar mas decidi que abandonaria tudo para seguir adiante com o peixe gigante e meu coração brilhante. Vivi entre os mares famosos que eu jamais havia conhecido. Lagos, rios, cachoeiras. Às vezes pensava na vida terrestre, no coração pesado de outros tempos, na alegria intensa e breve que me fazia falta. Por muito tempo havia vislumbrado as águas vastas e misteriosas e, apesar de solitária, sentia então que a água era o meu lugar.
Há tempos havia negligenciado o meu lugar, cedendo espaço para o lugar do outro. Agora estava exatamente onde deveria estar. Via o sol brilhante do outro lado de uma atmosfera que já não me pertencia. Mas havia um segredo: quando abandonei meu passado, engoli um pequeno pedaço de papel em que sabia que algo importante estava escrito mas que não ousava olhar. Sentia um incômodo na boca do estômago que não poderia resolver mas que era meu pois lá atrás decidi que o teria. Pensei ser vestígio dos amores, também meus, então carreguei comigo o pequeno papel como quem carrega uma doença incurável. O papel só existia para me lembrar, de tempos em tempos, de que não deveria voltar atrás, eu nem mesmo precisava lê-lo. Uma lembrança inexata do que escolhi abandonar. Ainda o sinto. Puxo o ar, aperto o nado.
Lost & Found: Archiving Eternal Fragilities ⭐️
March 22 @spore.initiative , Berlin
VIDEO INSTALLATION
1/3
Tirisia
Urpi Alejandra @_urpialejandra , @violenampudia & matheuspmello
Cuba
Super 8mm experimental film. A cocreation exploring memory, identity and the body through analog textures and live sound.
2/3
Dynamics of Narrative Appropriation
Nishmi @nish.mi
Brazil / Germany
The video essay explores narrative appropriation as a form of mutation through authorial text, narration, and original and found footage. It reflects on power and territorial dynamics, the collective unconscious, and hegemonic narratives, while questioning gender and the representation of love in Greek mythology and audiovisual culture.
3/3
Autojektor
Lorena Pereira @looorrreeenaaa
São Paulo, Brazil
Autojektor reimagines fragments of 1940s "Experiments in the Revival of Organisms", turning archival footage of a dog's head used in wartime experimentation into a haunting meditation. Alongside words by Wisława Szymborska, the film reflects on the fragile value of existence under war.
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Feliz em compartilhar que meu vídeo “Autojektor” foi selecionado para participar como videoinstalação da mostra “Lost & Found: Archiving Fragile Eternities”, organizada pelo @videoclubworld no espaço da @spore.initiative em Berlim no dia 22 de março.
Será minha primeira exibição fora do Brasil, o que me encheu de felicidade, principalmente por saber que o evento está sendo organizado por mãos tão carinhosas. 💖
A curadoria dessa edição é focada em vídeos que trabalham a materialidade e a fragilidade das memórias e dos arquivos, da história e da poesia, através de texturas analógicas, found footage, entre outros processos.
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Happy to share that my video “Autojektor” was selected to be presented as a video installation in the screening “Lost & Found: Archiving Fragile Eternities”, organized by @videoclubworld at the @spore.initiative space in Berlin on March 22.
This will be my first screening outside Brazil, which makes me incredibly happy—especially knowing the event is being organized by such caring hands. 💖
The curatorial focus of this edition brings together works that explore the materiality and fragility of memories and archives, history and poetry, through analog textures, found footage, and other experimental processes.
alguns trechos e stills de composições inéditas que criei especialmente pras projeções que rolaram na @casaroma_atelie no último mês
esses visuals esquisitíssimos surgiram a partir da apropriação, edição e sobreposição de materiais de arquivo, a maioria encontrada gravada em fitas VHS – o prazer em detonar mais um pouco a imagem que já estava detonada! 💥
além desses, outros vídeos mais antigos meus também foram adaptados para a projeção (dá pra encontrar esses no feed ou no meu vimeo lá no link da bio)
Esse é o momento mais estranho. Vai fazer 10 dias e eu ainda não sei o que dizer. Foi carnaval e, por causa dele, achei que poderia dar um intervalo entre a visitação das memórias do que já foi e os desejos para um futuro diferente, tomada pelo glitter e pelas máscaras, pelo calor e pela vontade de ser feliz. Mês passado eu já sentia que as coisas não seriam mais as mesmas: a calma, a introspecção, a insônia ou o sono devorador. Acima de tudo isso, havia um impulso ritmado e constante me mandando continuar por novas vias, abrir caminhos desconhecidos, revisitar velhos amigos e criar novos, dizer nãos, agir sem (ou apesar do) medo. A mudança não é palpável, está se movimentando por debaixo da terra. Não há mais espaço para caminhar pelo velho mato batido das escolhas que não levaram a nada – o sinal soou, é tempo de tomar as rédeas. Me sinto nova em folha, embora ainda descamando uma antiga pele. Um cavalo ainda sem nome mas que decide dirigir a si próprio.
Em uma mesma semana fui visitada por um beija-flor e um urubu. O beija-flor parecia perdido enquanto o urubu sentava pesado em seu lugar. Fiz 30 este mês e me dou o direito de permanecer beija-flor, experimentando o néctar de muitas flores, voando mais leve apesar de ainda não ter encontrado o meu lugar. Entre cavalgadas firmes e asas ligeiras, tomei as rédeas de um caminho que ainda desconheço mas que é, definitivamente, o meu.
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Obrigada a todos que têm feito parte dessa maluquice 💥🌹