Foi intenso realizar este Graffiti, me percebendo privilegiada por fazer o quê eu gosto, ser paga por isso e dividir esse "palco" com
@kaka.chazz @fhero.pdfcrew e
@totpdfcrew , colega e amigos de longa data no movimento.
Expor minha arte em lugares incomuns como a
@arcelormittalbrasil no interior de Minas Gerais e pintar uma grande empena completamente de spray era sonhos da minha adolescência. Por isso esta emoção: o Graffiti me gera regressões e neste muro me levou até quando descobri minha paixão, quando botava bico de Axe desodorante em uma ou duas latinhas de spray, as mais baratas do mercado, pra tentar contornar minhas personagens. Com o pouco que sabia e sem condições para bons materiais, o resultado era bem "podre", com látex podre tbm, mas eu não desistí. E você também não deveria!
Nesses últimos 6 anos viví um ciclo muito especial de autoconhecimento e aceitação e esse painel apresenta mudanças muito elucidativas na minha vida. Viber nasceu no Graffiti, a 18 anos atrás e olhar para essa trajetória não é tarefa fácil. Nesse universo me criei, fugi, apanhei, me expressei, expus, aprendí e ensinei, ajudei, contei histórias, ganhei dinheiro e até reconhecimento. Também conheci muitos lugares e milhares de pessoas, muites se tornam amiges e outres melhor deixar pra lá...
E já que era
@f ábricadeGraffiti, pelo graffiti mesmo, tentei dar o melhor de mim nesta obra que estreita laços entre a menina de 16 anos que brincava de pintura na favela onde cresci, com a mulher e profissional que hoje vive para e pela Arte.
E você, se pudesse se encontrar em outro momento de sua vida, o que faria?