Letícia Pires

@letfpires

diretorA . autorA . realizadorA. em @luminar.lmr@clariceveestrelas
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O anúncio oficial do @mdf_cannes chegou e é emocionante ver @clariceveestrelas dando passos tão firmes! Participar do Work in Progress Goes to Cannes 2025 é um marco histórico: no ano em que o Brasil é homenageado no @festivaldecannes , fomos um dos poucos projetos selecionados para uma sessão exclusiva e a portas fechadas no Marché du Film. Esse espaço conecta obras em finalização a curadores, distribuidores e programadores, ampliando seu alcance e consolidando trajetórias artísticas no cenário global. A chancela do Goes to Cannes posiciona Clarice Vê Estrelas como uma aposta do mercado para 2026 e reforça nossa certeza de que histórias singulares podem se tornar narrativas capazes de alcançar o mundo. ✨🇧🇷 The official announcement from @mdf_cannes is here! It’s truly exciting to see @clariceveestrelas taking such strong and meaningful steps. Being part of the Work in Progress Goes to Cannes 2025 is a historic milestone: in the year when Brazil is honored at the @festivaldecannes , our project was selected for an exclusive closed-door session at the Marché du Film. This international space connects films in their final stages to curators, distributors, and programmers, expanding their reach and consolidating artistic journeys on a global scale. The Goes to Cannes seal positions Clarice Vê Estrelas as a market highlight for 2026 and strengthens our belief that singular stories can become narratives capable of reaching the world. #goestocannes #womanmakefilm #womandirector #mulheresdoaudiovisual
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1 year ago
Em 2009, em uma das minhas mil tardes na El Ateneo, encontrei caído no chão um livrinho do Liniers. Nele havia uma dedicatória de aniversário para alguém que, assim como eu, fez 30 anos naquele ano. Além da mágica coincidência da idade, o livro tinha outra particularidade: a frase escrita ao aniversariante dava a história ecos outros que não saíram da minha cabeça. Um dia - na co.ra.gem - escrevi para @porliniers perguntando se poderia transformar o livro dele em filme. Ele (generoso & louco & intenso & amor) me disse sim. E assim começou a surgir "No Escuro" meu primeiro curta como diretora, filme que também carrega como referência dos meus tempos portenhos o cinema de Alejandro Agresti, mais precisamente do seu apaixonante Valentin. Nesta minha pequena fábula, o menino que precisa lidar com seus monstros para seguir sonhando vê em poucos minutos as estrelas em cima da sua cabeça desabarem e se transformarem em algo assustador. O desafio, inspirado pelo genial @michelgondry , foi o de criar efeitos "analogicos e artesanais" que não se distanciassem do poder do imaginário infantil que - não duvide - nada mais é do que a essência de todo Cinema. Deu certo. "No Escuro" estreou em sessão lotada de crianças na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; percorreu mais de 25 festivais pelo mundo, levou alguns prêmios e em 2012 foi adquirido pela filmoteca pública da Bélgica como "acervo permanente para infância" , me dando muitos orgulhos e a peculiaridade de receber uma carta assinada pelo próprio Rei.
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4 years ago
‘The Lost Daughter’ foi meu primeiro filme de 2022. No meu feed muitos elogios dados (corretamente) a incrível Olivia Colman e a ótima direção de Maggie Gyllenhaal . Eu poderia facilmente escrever sobre os mesmos temas que andam passando por aqui, ou então, sobre como ver o filme dias depois de terminar o excelente livro ‘Aquela que não é mãe’ da genial @jaquelinevargas me fez mergulhar em um balde de empatia profundo pela personagem Leda. Mas, de tudo - visto (e revisto) - foi a atuação do elenco infantil o que mais me encantou. As crianças magnificas deste filme foram preparadas pela própria diretora e isso diz muito sobre ela. Gyllenhaal já havia arrasado quando preparou Parker Sevak, na época com 5 anos, para ser o seu parceiro de cena em ‘The Kindergarten Teacher’ (2018). A troca entre eles é impressionante. Eu tenho uma certa obsessão por crianças em cena e pelos processos de transforma-las em algo diferente do que de fato são: por fazer delas atores e sujeitos capazes de respeitarem o ofício sem se esquecerem de suas infâncias. Fiz um mestrado sobre isso. Dirigi dois curtas protagonizados por crianças e já fiz bons trabalhos colocando-as diante das câmeras. Gosto dessa responsabilidade, mas não nego que houve um tempo em que a demanda por dirigir ou preparar crianças era tamanha que comecei a dizer não. Era um medo (bobo)de ficar ‘nichada’. Bobo porque quando se trabalha com atores adultos o tipo de troca é outra. Como me ensinou @mariabetaperez é um furar de ondas constante. Para mim, com as crianças é o antes é o aprender a nadar. Quando estou com elas relembro que no mar da ficção nem sempre as águas são calmas, mas você não consegue chegar longe se não souber respirar. ‘The Lost Daughter’ é o primeiro longa de Maggie Gyllenhaal (44 ✊🏼) e muito em breve farei o meu. Quando vejo Gyllenhaal criando cenas tão cheias de camadas me bate a certeza de que elas, as crianças, nos ensinam a gostar das sutilezas e isso é sorte. * vídeos do teste e da preparação de um Tata ainda desconhecido para o meu curta ‘A Casa Nova de Newton’ (2017). Fotos da primeira vez que ele se viu na tela: 1 em set, 2 no cinema. Saudades @otaviomartinsator
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4 years ago
Entramos em campo com “Clarice Vê Estrelas!” 🎬💜 O cinema, assim como a educação, é uma poderosa ferramenta de transformação capaz de divertir e ampliar visões de mundo, além de gerar reflexões que podem contribuir com a construção de uma sociedade mais justa e consciente. Foi com esse olhar que escolhemos @clariceveestrelas como a nossa primeira coprodução audiovisual. Com protagonismo negro e caráter antirracista, o filme mostra a infância como deve ser: sonhadora, feliz e cheia de possibilidades. 🌟 Adaptado do livro homônimo de @letfpires que também assina a direção, Clarice Vê Estrelas é uma produção da @luminar.lmr em co-produção com o Instituto Vini Jr., @brunogagliasso e @globofilmes e distribuição da @descolonizafilmes 🎬 No elenco, uma Seleção: @oclaynascimento @jorgeheloisa @hiltoncobra @eujenifferdias @pereirateca @digaoribeiro_ @dandaraarcebispo entre outros. Em breve nos cinemas! 🌟 — We’re taking the stage with “Clarice Sees Stars!” 🎬💜 Cinema, like education, is a powerful tool for transformation, capable of entertaining and broadening worldviews, as well as generating reflections that can contribute to building a more just and conscious society. It was with this perspective that we chose @clariceveestrelas as our first audiovisual co-production. Featuring Black protagonists and an anti-racist message, the film shows childhood as it should be: dreamy, happy, and full of possibilities. 🌟
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1 month ago
"o pé no céu, a mão no mar" Um mergulho despretensioso e a sorte de se ter @marianocorreaa por perto 🧡🌊
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2 months ago
delírios nas águas de Noronha.
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2 months ago
Mar aberto é sobre travessias. Atravessei.
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3 months ago
Que bom que a gente não desistiu da gente, criança. 47 hoje.
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3 months ago
Fazer cinema é um ato político. @goldenglobes é dele. É nosso.
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4 months ago
Seja gentil, 2026.
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4 months ago
Feliz Natal ao vivo, conhecendo o produtor do nosso filme @clariceveestrelas 💫 @vinijr @institutovinijr 2026 ainda não te conheço, mas já te quero! Vem Clarice! Ps: a gente te ama @brunogagliasso #cinemanacional #clariceveestrelas
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4 months ago
Ontem não apenas assisti O Filho de Mil Homens, eu o senti. A obra escrita, dirigida e sonhada por Daniel Rezende é marcada por belíssimas sequências silenciosas que não falam do que está visível, mas do que pulsa dentro. No fim, guardamos as imagens e as emoções que elas despertaram; emolduram-se os sentimentos, e isso é o que chamamos de cinema. Em tempos em que histórias precisam caber em um minuto e aberturas de filmes são obrigadas a “prender o espectador antes mesmo que ele pisque” (sic), Daniel, como bom diretor, entrega o ritmo pelo olhar de seu protagonista, Crisóstomo — que, ainda criança, após uma perda cruel, aprendeu a desacelerar e silenciar para sobreviver. Sobre o modo como Daniel retrata a infância no cinema, eu poderia me estender por horas e horas... Em 2023, enquanto aguardávamos para subir ao palco de um evento, contei a ele sobre @clariceveestrelas , que estava prestes a abrir seus testes. Daniel, que já fazia escolhas de elenco certeiras antes mesmo dos filmes da Turma da Mônica, me deu uma verdadeira aula. Falamos sobre crianças, mas também sobre como era essencial tornar o filme atemporal, mais analógico do que tecnológico, conselhos que levei muito a sério (@elsaromero sabe bem!) e fiz valer cada palavra daquela conversa. No último Grande Prêmio de Cinema, já com Clarice filmado, relembrei a ele esse nosso encontro. Para Daniel, a memória era vaga; para mim, foi um acaso precioso: naquele dia, ele quis falar e eu tive a sorte de escutar. O Filho de Mil Homens é isso também: intenso e delicado, forte e carinhoso. Generoso com quem se dispõe a prestar atenção. É Daniel em essência. Um filme feito para quem sente. E aqui fica o pedido: quero aprender mais com você, @danirez
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5 months ago