O 2º Encontro do GT Quilombo, realizado em Manaus, fortaleceu o movimento que articula justiça racial, climática e social a partir das vozes pretas e indígenas da Amazônia. Após a primeira edição em São Paulo, o encontro destacou a potência e diversidade amazônica, com diálogos e partilhas sobre as realidades locais e as lutas por justiça ambiental e racial.
Promovido pelo Greenpeace Brasil, reuniu lideranças, artistas e ativistas comprometidos com a defesa da floresta e das pessoas. As discussões evidenciaram que toda solução climática deve partir de quem vive no território, valorizando as identidades negras, indígenas e periféricas amazônidas.
Entre as participantes, Patrícia Patrocínio, ativista e fundadora do Perifa Amazônia, representou as juventudes periféricas ligadas ao Caprichoso, levando a perspectiva de quem usa a cultura como instrumento de resistência e cuidado com o território — reforçando o compromisso do boi em unir cultura, clima e Amazônia.
Já Letícia Scantbelruy, mulher preta, mãe, amazônida e fotógrafa, destacou o papel da moda como ferramenta de comunicação e ocupação política. Durante sua fala, reforçou que compreender a Amazônia exige ouvir seus próprios porta-vozes — os amazônidas. Com o projeto Praia de Rio, criado com sua mãe, Preta Scantbelruy, Letícia faz da moda um manifesto, afirmando que “O Norte existe”, que o Brasil é “Terra Indígena e Quilombola” e que a Amazônia deve ser lida a partir de quem a vive e a protege.
📸:
@cavalcantte /Greenpeace