we did a thing ✨
@kehlani wrote a banger, we covered it 🍜
'folded' is in this year's @indiemono valentine's compilation, with a bunch of more talented artists, do check 🌬️
TAG @kehlani IN THE COMMENTS, OR ELSE 🔪
Festival F, we delivered.
Apresentar o 'Limbo' em Faro foi um mimo, obrigado a quem apareceu para partilhar amor. Feliz por estar com os meus a fazer a minha 💫
TÊ JÁ
📸 - @gigocabral
NOS ALIVE! Foi bala 🪩
Grato a todes pelo calor que trouxeram ao palco Coreto e pelas mensagens de apoio de quem viu online pela @rtpplay
Grato à @arruadamusica pelo convite, à team @moradamusic__
ao @l_ali__ pela presença de peso, e ao @lois_da_mountainz pelo som.
As chapas são da talentosa @rafaelasglopes
Em Setembro há mais. @festivalf , até já 🐦
another year, another cover🌹
my version of 'So Sick' by @neyo is a part of this year's valentine's compilation, in collaboration with @indiemono
video - @gigocabral
mix/master - @miguelferrador
backvocals - @latte_it_is
são buésde sentimentox 💙
O Moisés morreu.
O Moisés tinha uma paixão pela vida muito intensa, proporcional à sua sensibilidade. Tinha tanto um lado meditativo e profundo como outro profundamente prático. Falava com ele sobre tudo, desde a morte a orçamentos da oficina.
"O que tem mais valor para ti?", perguntei-lhe um dia, há alguns anos. Ele não hesitou e disse "mecânica". Respondi meio a rir, surpreendido: "mecânica?". Fez às tantas uma tatuagem de uma engrenagem no tornozelo. No sentido prático, era só isso, uma engrenagem. Daquelas que funcionam nos motores com os quais vibrava. No sentido metafórico, o Moisés via a vida como várias engrenagens que se conectavam, e geravam beleza. Tenho a certeza que quando olhava para mim via uma engrenagem também. "Quando estou contigo sinto-me a melhor versão de mim próprio", disse-me o ano passado. É das coisas mais bonitas que alguém me disse. E sei que é verdade, porque eu sinto o mesmo. O Moisés era o Motopapi, afinal de contas.
Era um poeta, vadio. Cheio de lados. Transparente, genuíno, mas complexo. Conheci-o a contar histórias improvisadas à volta da fogueira, o colhudo. Antes disso partilhamos uma breve conversa a subir a Avenida da Liberdade, onde me tentou convencer que Tokyo Ghoul era ganda cena. Achei-o um chato, e nunca vi Tokyo Ghoul. Talvez agora vá ver.
Fiz viagens de bicicleta com ele, plantámos árvores, partilhámos festivais, raves, passeios pela serra. Rimos que fode. Era fácil estar com ele. "Tens que passar cá puto", ia-me chamando à aldeia. "Agora não vai dar, cachorro."
Estou meio confuso, não sei se vou ficar mais perdido, ou mais focado, sem ti. Por agora sinto que quero viver por ti, representar-te. Quero ser o Moisés também.
Tu mereces, cabrão ♥️