Ainda em tempo de compartilhar um pouco dos bastidores de Minha Primeira Namorada, que encerrou as gravações recentemente. 🎬
Um filme feito de música, de afeto e de muita gente incrível que deu tudo o que tinha em cada dia de set. É difícil traduzir em palavras o que é encerrar uma produção assim, a mistura de saudade, orgulho e a certeza de que valeu cada detalhe.
Agora o filme entra em pós-produção, e mal posso esperar para que vocês vejam essa história.
Obrigada a todo esse time extraordinário, elenco, equipe técnica, parceiros criativos, que fez essa jornada ser tão especial.
Vem aí, Minha Primeira Namorada.
📷 Daiane Ferreira
🌱Dona D’Ajuda foi a primeira mulher a se tornar pajé em sua comunidade Pataxó.
A Terra Indígena Barra Velha, próxima a Arraial d’Ajuda (BA), é habitada pelos ancestrais há pelo menos 250 anos.
Também conhecida como Jaçanã, ela cultiva com orgulho sua horta medicinal — a que chama de “farmácia viva”.
No documentário “Mulheres da Terra”, Dona D’Ajuda revela como identifica o uso de cada planta e como distingue as mansas das venenosas.
#MulheresDaTerra
#PovosIndígenas
#SaberesAncestrais
#Pataxó
#MedicinaDaFloresta
Antes de Cidade de Deus, veio Palace II.
Este curta foi o grande experimento de linguagem que eu e o Fernando Meirelles dirigimos para abrir caminho para o que viria depois. Mais do que um filme, foi o nosso “laboratório” para o que se tornaria a estética do Cidade de Deus.
Para construir essa identidade, me inspirei muito na crueza do filme Kids e em toda a linguagem e elenco que eu já vinha trabalhando no clipe/curta “A Minha Alma” (O Rappa), que na época nos deu o prêmio de melhor curta experimental no ABC, 7 estatuetas na MTV e nos levou aos VMAs.
Filmado em 16mm, com improviso, locações reais e um olhar atento para o cotidiano da favela, Palace II já trazia Acerola e Laranjinha tentando escapar de pequenas armadilhas que revelam engrenagens muito maiores.
O curta ganhou diversos prêmios internacionais e acabou dando origem a série Cidade dos Homens.
Reprodução: @memoriaglobo
Quando aceitei dirigir uma série sobre um juiz de futebol, reencontrei no set algo que sempre esteve comigo: o jogo como espaço de conflito, ética, erro e humanidade. FDP fala menos sobre futebol e mais sobre o que acontece ao redor dele, decisões, pressões, limites e escolhas.
A preparação já veio com susto. Primeira diária noturna, estádio de futebol, chuva artificial, 22 jogadores, oito câmeras, jogadas ousadas. Recriar o clima de uma final de Libertadores, com atores fazendo torcida e jogadores de terceira divisão fazendo craques, é um abacaxi para qualquer direção.
A sorte foi que, com o clima da equipe, tudo correu tranquilamente. Às vezes, nada como o perrengue para trazer novas soluções. Nada como a dificuldade e o erro para criar novas linguagens.
FDP está disponível na @hbomaxbrasil
Vem aí: “Minha Primeira Namorada”
Reencontrando meu querido amigo @jonathanhaagensen nesse projeto, agora de um jeito diferente: dividindo com ele a direção por trás das câmeras.
O filme conta a história do Paulinho, que vê sua vida virar do avesso quando uma música antiga viraliza e traz Nina, seu primeiro amor, de volta.
Uma produção da @blackpenfilmes , com roteiro assinado por Luanna Guimarães e Bárbara Veloso.
Agora vamos à parte deliciosa e desafiadora que é o set!!
A Mulher da Casa Abandonada foi eleita a melhor série documental do ano de 2025 pela @folhadespaulo . Uma felicidade imensa ver essa história ganhar cada vez mais ressonância, atravessando o país e o mundo. No centro de tudo, Hilda, coração pulsante dessa narrativa, obrigada por dividir sua história com tanta coragem e generosidade, primeiro com a gente, e agora com tantas outras pessoas. Uma história que insiste em permanecer porque ainda encontra ecos em muitas realidades brasileiras. Um lembrete silencioso das linhas que costuraram o Brasil e que, às vezes, se revelam no presente. Celebro cada profissional que construiu essa série com escuta, ética e sensibilidade. Agradeço à @amazonprime e @coiote.br pela confiança e pela oportunidade de dirigir essa série ao lado das minhas parceiras @yasminthayna e @livia_gama .
Mulheres da Terra (2019) acompanha a jornada de Mayara, que deixou a imensidão de concreto de São Paulo para reencontrar as raízes do Brasil. Uma viagem por comunidades indígenas, quilombolas e rurais para preencher o vazio do mundo moderno com ancestralidade.
Um projeto muito especial que tive a honra de realizar com as diretoras @mayaraboaretto e @isadorascarneiro , idealizadoras do filme que foi produzido pela @riseupandcare em parceria com o @cinema_nosso . A narrativa sensível foi construída em parceria com @eduardogripa .
O filme percorreu festivais de Greenwich a Buenos Aires, levando a busca de Mayara pelas raízes brasileiras para o mundo.
Para ver o documentário na íntegra, acesse o link na bio.
#WomenOfEarth #MulheresDaTerra #Documentario
Relembrando essa conversa com a @veja , em que eu e a roteirista @amarianapaiva falamos sobre o processo de criação da série “A Mulher da Casa Abandonada”, do @primevideobr
Discutimos como mergulhar nas camadas dessa história sem ficar apenas na superfície. Confira o papo completo no link da bio.
#Tbt
Amizades e Parcerias para a Vida!
“A Melhor Mãe do Mundo” é um filme potente que entrou na minha alma e não larga mais. Vejam na Netflix. Esse filme vem recebendo merecidos prêmios internacionais de todo tipo!
Sinto a garra, o afeto e o suor de minhas amadas parceiras talentosas: @annamuylaert (diretora e roteirista), @shirleycruz_ (atriz) e @soares.lilis (fotógrafa). A Shirley conheci fazendo o filme “Cidade de Deus” (ó que chique!) e Lilis chegou com toda sua sensibilidade e potência na série “Amar é Para os Fortes” que fizemos para Amazon.
Anna conheci em 2004, enquanto eu roteirizava a ficção internacional “Crianças Invisíveis”, onde contei com sua contribuição. Meu episódio, “Bilu e João”, conta a história de dois irmãos que reciclam nas ruas de São Paulo, tentando sobreviver sem perder a ternura.
Admiro demais o cinema da Anna Muylaerte e fico feliz que nossos filmes possam se conversar: “Bilu e João” e “A Melhor Mãe do Mundo”.
Assista “Bilu e João” no link da bio.
Hoje, sexta-feira (de Halloween), vou participar de uma conversa sobre a montagem do True Crime: a Mulher da Casa Abandonada, com meu parceiro na montagem, @eduardogripa !
Quem quiser participar é só garantir o lugar no apoia.se/saladeedicao ou pelo link na bio do @saladeedicao .
Vai ser um prazer falar desse trabalho cabuloso e desse TALENTO NATO! Gripa montou a série A Mulher da Casa Abandonada (e montou quase tudo que dirigi na última década)
Inteligente, sensível, bom de tudo: música, ritmo, narrativa, personagem, efeitos sonoros e visuais, roteiro, co-criação, feedback, AMIZADE. Só não gosta muito de set (ainda). Prefere o ar gelado e a escuridão da criação na ilha de edição.
Não existe perrengue que ele não consiga resolver na MONTAGEM.
Que sorte a minha de trabalhar com esse parceiro incrível.
Obrigada por TUDO, Gripa!