As obras apresentadas em Terra Una emergem de um processo físico, intuitivo e profundamente sensorial. A pintura acontece no contato direto com o suporte, tecido livre, sem a tensão da moldura, permitindo que o gesto se expanda com liberdade. O trabalho começa no chão, onde corpo e matéria dialogam sem hierarquia, e cada marca nasce da relação entre impulso e escuta.
A tinta é lançada, espalhada com as mãos, absorvida e devolvida pelo tecido. Há momentos de densidade e outros de transparência; camadas que se sobrepõem, escorrem e se misturam. O azul aparece como fluxo e respiração, evocando água e amplitude. Os tons terrosos afirmam peso e raiz, criando contraste e equilíbrio. Entre esses campos de cor, surgem pausas, vazios ativos que organizam o ritmo da composição.
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Corpo d’água
150 x 150 cm
Acrílica sobre tecido
O processo valoriza o acaso como parceiro. O erro se transforma em caminho, o excesso em textura, a mancha em território. Cada obra carrega vestígios do tempo: sobreposições, apagamentos, memórias do gesto anterior. Não há busca por representação literal, mas pela construção de paisagens sensíveis, onde matéria e emoção se encontram.
Link para o catálogo Residência Artística Terra Una
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Fotos por
@camislemonde
Essa foi minha primeira residência artística,
e foi muito gratificante poder concluir uma parte da minha trajetória a partir desse lugar.
Um espaço de encontro,
onde a obra não se encerra em si mesma,
mas continua na experiência de quem atravessa.
Um campo onde corpo, ritmo e presença se articulam,
abrindo possibilidades de troca, escuta e construção coletiva.
Agradeço a todes que estiveram presentes
e se permitiram sentir junto.
Curadoria
@nadamguerra @brunagdcosta @matheusmorani @danilonobrega23 @terrauna_ecovila