2026 começou me lembrando como a vida funciona. Antes da virada já estava lidando com alguns perrengues. Meu gatinho, Macchiato andava dodói e eu com a cabeça tentando fazer votos para o novo ano enquanto tentava resolver o ano que findava. A virada veio e eu passei amando e sendo amada pelos meus, querendo tudo de melhor pra mim e pra todo mundo, rodeada de paz, afeto e festa. No dia seguinte precisei voltar com Macchiato para o hospital, o mesmo procedimento pela terceira vez, sendo a segunda em 3 dias. A médica disse que ele poderia não suportar, e só isso foi suficiente para me adoecer. Ele recebeu alta e eu caí, adoecida de medo de perder o anjo que me salvou tantas vezes. Eu queria tanto salvá-lo, mas não consegui. Melhorei um pouco e ele se foi. Que dor terrível, que impotência. Senti essa mesma dor poucas vezes na vida, na minha jovem vida. Em menos de 24h, em sequência, meu namorado teve uma intoxicação, outra camada de amor, cuidado, afeto. Graças aos meus beijinhos receitados pelo médico ele melhorou rápido, e eu segui aliviada, mas ainda enlutada, mas aliviada, mas com o peito doendo. Os dias vão passando e a gente precisa adaptar a dor ao amor que a gente tem por viver. Precisamos, de alguma forma, nos dar a sensação do fim dos dias de cão mesmo ainda dentro deles. Jantei entre amigos, gargalhei e olhei bem pra esses amigos com admiração. Penso nos meus amigos rindo sempre que me sinto triste. Comi um jantar gostoso, fui à praia, fui treinar também. Também procurei a arte como refúgio, minha aliada forte. Fui amada no meio disso tudo, por Macchiato, pelos meus amigos, pela minha irmã, pelo meu amor, por mim mesma.
Se esses episódios definem como será meu ano? Eu não vejo assim. Nos meus olhos e coração isso tudo foi um lembrete de como a vida é: linda, dolorosa, terrível, incrível, brilhante, xoxa, alegre, gentil, risonha, chorosa, finita, viva.
Que eu seja forte para assumir e viver tudo que vier, principalmente o extraordinário.
Feliz ano novo ✨
4 months ago