Brasília, estamos chegando! ☕️
A Jornada Sensorial do Café Especial vai desembarcar em Brasília no dia 23/05 no @ernestocafesespeciais da Caixa Cultural!
Será um dia intenso para aprender a reconhecer aromas e sabores, explorar o Le Nez du Café, entender os fundamentos de preparo e - é claro - participar de uma degustação guiada e muito saborosa!
Um curso introdutório, sensorial e acessível para quem quer sair do básico e transformar a relação com o café mesmo sem experiência prévia.
Para mais informações, acesse o link na minha bio e reserve a sua vaga!
Bora mergulhar numa jornada sensorial do café? ♥️
No dia 23/05, o nosso espaço na @caixaculturalbrasilia recebe a Jornada Sensorial — um convite pra mergulhar no café de um jeito novo, mais atento, mais presente.
Com @teixeirama e @juarez_ng , a ideia é simples: sair do automático e começar a perceber o que tá ali, na xícara.
Aromas, sabores, memórias…
Do primeiro gole até entender o que faz um café ser o que ele é.
Durante o dia, você vai passar por experiências como:
reconhecer notas e aromas (sim, seu paladar sabe mais do que você imagina)
explorar o universo do Le Nez du Café
entender métodos de preparo e como eles mudam tudo
participar de uma degustação guiada com diferentes processos
É introdutório, acessível e feito pra quem quer se aproximar do café com mais curiosidade — sem precisar saber nada antes.
🗓 23 de maio (sábado)
🕙 10h às 16h
📍 Ernesto na CAIXA Cultural
🎟 R$350
As inscrições estão no nosso site — o link tá nos stories, mas já avisamos: tá acabando.
Se o café já te atravessa de alguma forma, essa experiência é pra você.
Vem. 💛
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Portas amarelas abertas todos os dias: 115 Sul e 108 Norte, das 7h às 22h; CAIXA Cultural Brasília, das 8h às 21h.🌿
Cestas, kits e encomendas: detalhes nos destaques, pedidos através do link na bio @ernestocafesespeciais
Quase fim do verão, quase equinócio de outono, eu nasci. Carrego comigo os lugares por onde passei, os ensinamentos dos meus pais, das minhas tias, as brincadeiras que tinha quando pequeno com meus primos. A cozinha que sempre foi ensinada pelas mulheres da minha família. O café que, desde muito cedo, esteve presente na minha vida. Além de carregar os ensinamentos dos livros e da vida, essa escola que ensina diariamente.
Pulo dos 28 para os 29, ainda me emocionando com as belezas da vida. As músicas do Gil, da Gal e do Caetano ainda me preenchem; os livros seguem sendo uma inesgotável fonte de pensar, imaginar e criar.
Ao último golinho dos vinte anos, te peço, citando Gil: “Ensinai-me, ó Pai, o que eu ainda não sei”. E, ao tempo percorrido até aqui, termino com Caetano: “És um senhor tão bonito”.
Janeiro de 26. Começou com esse champagne, que estava guardado para a virada, teve café da Etiópia, teve livro, sol, treino e teve o bloco do Silva.
Que delícia de começo de ano.
Começo me despedindo de 2025, citando uma frase do livro Oração para desaparecer, de Socorro Acioli: “Viver é isso, fazer sempre o que se pode.”
Enquanto escrevo esta linha, me pego lembrando de um ano atrás, das coisas que eu pedi para que acontecessem em 2025. E é com um sorriso que escrevo que muitos desses pedidos se realizaram!
Um dos desejos para o ano que se aproximava era que ele fosse vivo e que me arrancasse suspiros e houve muitos suspiros. Suspiros esses vividos em momentos em que senti meu coração acelerado, ali, vivo, pulsando, me dizendo: “a vida está pulsando, a sua vida está aqui, acontecendo”.
Momentos esses que vou levar com carinho e dos quais já me lembro com carinho. Aos momentos em que me vi com o coração pulsando e com lágrimas no rosto, eu agradeço, pois é nesses momentos intempestivos que podemos aprender sobre as nossas fraquezas, sobre onde o medo habita dentro de cada um de nós. O andar na corda bamba da vida, a delícia da destemperança de ser quem sou.
Também havia pedido que, em 2025, minha criatividade fosse maior do que em 2024, e de fato eu pude exercê-la, sem tanta vergonha. É desse recorte da minha casa, desse escritório, que saem tantos pensamentos e ideias.
2025, acima de tudo, obrigado! Acredito sempre que é preciso cortar o velho para que o novo desabroche. Esse é o ciclo da vida. Aqui estamos, cada um de nós, nos despedindo deste ano para que outro comece.
Obrigado também por cada barreira quebrada, por cada novo lugar em que pisei, ainda que com timidez mas pisei!. Nas areias de Salvador, pelas ruas de Ribeirão, pelas avenidas de São Paulo, etc.
Pés… Uma vez Frida Kahlo disse: “Pies, ¿para qué los quiero si tengo asas pa’ volar?” Que essas asas não me faltem neste novo ano, para que eu possa fincar meus pés em muitos outros lugares ainda desconhecidos.
Termino citando, pela última vez, Socorro Acioli, em Cabeça do Santo: “Era tudo tão lindo que nem coube nos seus pequenos sonhos. Ela precisou aprender a sonhar mais.”
2026, te peço: seja gentil. Que não nos falte alegria, que não faltem momentos bons, que você seja tão lindo que não caiba nos sonhos mais abissais para que possamos sonhar cada vez mais.
“É preciso ler vários mil livros, conhecer a história de vários personagens, para achar fragmentos de nós mesmos.” Eu disse essa frase em uma das minhas sessões de terapia. Neste ano, firmei um compromisso de ler quarenta livros e termino o ano falhando na promessa comigo mesmo… Cheguei a um ponto em que pensei: estou lendo porque está sendo prazeroso ou apenas para cumprir a promessa e, enfim, chegar ao final do ano e bater a meta? Resolvi aceitar que não deu.
O hábito da leitura me ronda desde as minhas primeiras memórias de bebê, de estar no colo da minha mãe enquanto ela lia histórias para mim. Minha mãe sempre me disse para sonhar, para inventar. Contava histórias de princesas em seus castelos, narrava a história do rei Midas, em que tudo o que ele tocava virava ouro e que terminava com um par de orelhas de burro. Sempre que concluía uma história, me ensinava a lição de moral ali presente.
Minha mãe, que veio de uma história de vida difícil, sempre teve ao seu lado um livro. Desde pequeno, frequentava com ela a biblioteca da cidade, nas segundas-feiras em que ela pegava três ou quatro livros e devolvia todos lidos na semana seguinte.
Quando chegou a época da faculdade, os livros de gastronomia inundaram a casa e, depois de um ano de curso, montei este escritório com esta estante que, para mim, é, ao mesmo tempo, linda. Nela vejo ramificações de pensamentos, de ideias e parte do meu eu.
Me encontrei em pedaços de Véspera; em Jantar Secreto, dei risadas com o excêntrico; aprendi sobre a separação do humano e do divino com Salvar o Fogo; ri e torci pelo talentoso Tom Ripley; chorei por Eunice Paiva; Socorro Acioli me ensinou que “estar vivo é ser palavra na boca de alguém”. Aprendi com esses e tantos outros personagens e histórias que me fazem entender um pouco mais sobre a vida.
Quando essa estante chegou e os livros que ficavam na sala foram para ela, minha mãe, num rito de passagem, me deu essa estatueta de uma mulher sentada lendo, que ficava no criado mudo da sua cama, ao lado do abajur e de algum livro que ela estava lendo. E, cada vez mais, eu me sinto filho da minha mãe, meu maior exemplo de que os livros, além de ensinar, encantam e salvam.
“É preciso ser o retrogosto e ser eterno em alguma coisa.”
Essa estrofe sempre me ecoa ao final dos festivais de café cada evento me toca de formas diferentes.
Às vezes me acho um tanto passional, latino quando falo desse tema: café.
Minha primeira xícara foi ofertada pela minha vizinha. Eu devia ter uns quatro anos. Estava sentado na soleira da porta da cozinha quando ela me deu uma xícara de um líquido escuro e doce. Desde sempre, gostei de café.
Essa frutinha tem me ensinado constantemente, todos os dias, sobre uma coisa: calma.
Calma em muitos aspectos. É preciso respeitar os ciclos, admirar e agradecer a florada, esperar pela colheita, respeitar cada processo.
Quando aprendi a respeitar o ciclo do café, aprendi também a respeitar meus próprios ciclos minhas intempéries e meus descansos.
(Atenção: a frase clichê vem aí.)
O café me conecta com pessoas, com lugares, com histórias de produtores. É nosso dever, como baristas, sermos intérpretes da história do produtor e do seu produto em excelência.
Durante uma semana, estive rodeado de amigos de toda a cadeia do café.
Quantas trocas entre produtores, torrefadores, competidores, consumidores!
Subi ao palco duas vezes para entrevistar pessoas que, em 2019, estavam nos meus estudos.
Um pé de café, quando plantado, é a esperança do futuro.
Eu plantei os meus pés no café e posso te dizer: ano após ano, safra após safra, tenho tido colheitas incríveis.
Ao café, aos meus amigos, à SIC de 25 obrigado.
Aleatórias das minhas andanças de Agosto, vários fragmentos de ruas, cidades, esquinas, cafés, vinhos, livros e até cerveja teve! Meus pés andaram pelas ladeiras de Salvador, Salvador de Gal, de Caetano, de Jorge Amado.
Teve, também, a cinzenta e pulsante São Paulo, um Cabernet Franc lindo, puro e racé do Loire, o acarajé com o melhor vinagrete da minha vida. Cafés? Sei lá, perdi a conta. Teve muita gente, muito abraço, muito sorriso. A vida fluindo, o hoje pulsa, amanhã é pagina virada, descartada do folhetim. Esse mês ouvi uma frase muito bonita: Sentimos muita coisa, aquilo que a gente consegue explicar é humano é racional, aquilo que a gente não explica a gente joga para o Divino.
Ensinei, aprendi, li, bebi, provei, filas, autógrafos, conheci escritores.
Divino. Agosto foi um pouco Divino.
Sigo, até que nem tanto esotérico assim.
Acho que ensaiei alguns começos de texto para falar sobre esse festival baiano de cafés, e nenhum parecia bom. Apaguei e recomecei algumas vezes. Porque é difícil nomear o que sentimos — o que sentimos, muitas vezes, não cabe em palavras. E isso transborda da gente em sorrisos, abraços, lágrimas e afetos.
O Brasil, esse país tão bonito, tão multifacetado em suas culturas, de tamanhos continentais... Por conta disso, muitos lugares e pessoas são distantes. Porém, com o advento da internet, podemos conhecer pessoas ao redor desse país todo. O mundo do café é pequeno: as pessoas se conhecem, já se viram alguma vez — ainda que apenas pelas redes sociais. Foi assim que conheci muitas das pessoas que estavam no festival, por conversas trocadas em mensagens, no famoso “espero que a gente um dia se encontre”.
Encontrei tanta coisa em Salvador. Encontrei lugares que me emocionaram, comidas que por muitos anos estavam apenas nos meus livros de cozinha. Encontrei produtores cujos olhos brilhavam ao me oferecer o fruto do seu árduo trabalho. Encontrei pessoas queridas desse “mundo do café”.
Ensinei, aprendi, subi ao palco para falar sobre o futuro do café. Quando me fizeram essa pergunta — “como será o futuro do café?” — foi inevitável lembrar do livro Um Conto de Natal, de Charles Dickens. Ao ser visitado pelo fantasma do Natal Futuro, Scrooge tinha tantas dúvidas sobre o que viria. O fantasma, por sua vez, nada dizia: apenas apontava suas mãos na direção do que estava por vir.
O futuro é silencioso. Há mistérios, sonhos e esperanças. A bem da verdade, eu não sei como será o futuro do café. Espero que ele seja bonito, e que eu possa estar nele, junto com todas essas pessoas que estiveram nesse festival — e com tantas outras que a vida no café tem me apresentado.
Ao café, aos laços construídos por meio dele e ao futuro, eu agradeço, reverencio e brindo. Ah, a última foto é de uma parede, nas andanças por Salvador. Acho que ela resume tudo que foi esses três dias. Amor.
@festivalbaianodecafes obrigado!